Quando a gente ama…

Quando a gente ama, a gente quer dar o que tem de mais bonito.
Quando a gente ama, a gente sente vontade de proteger.
Quando a gente ama, a gente quer fazer o outro feliz.
Quando a gente ama, a gente não quer fazer o outro sofrer.

Mas e quando a gente faz tudo desabar?
E quando um dia a gente mostra nosso lado mais feio,
põe o amor em perigo, faz o outro infeliz?
E quando isso diminui no outro a capacidade de nos amar?

E quando a gente falha…
E quando a gente erra…
E quando a gente sofre…
O que a gente faz?

A gente ama…

Sou eu

Não é você, sou eu
Sou eu quem não te quero
Só de pensar em te ter, enlouqueço
Mas não do jeito bom, não do jeito que o amor enlouquece
Eu enlouqueço de tanto não querer
De tanto querer te tirar de dentro de mim
De tanto ter feito de tudo pra você não entrar na minha vida
E ainda assim você ter encontrado um caminho
E ninguém entende o porque de eu simplesmente não te querer
A maioria das pessoas te desejam e te acham tão especial…
Eu tava com muito medo que você entrasse na minha vida
Mas estou feliz por sequer precisar te perder
Porque agora sei que eu nunca te tive de verdade
Sinto muito… Eu sei que minhas palavras são duras e frias
Não deve ser fácil ouvir tudo isso
Entenda que você não é pra mim porque eu não sou pra você
Não é você, sou eu.

Aquilo que se tem

Cada um de nós só pode dar aquilo que se tem. Alguns tem amor, carinho, perdão, compreensão, felicidade. Outros têm raiva, mesquinhez, inveja, agressividade. Outros têm tristeza, melancolia, desânimo. Não se pode exigir do outro que ele dê aquilo que ele não tem pra nos dar.

E isso vale pra todos os relacionamentos, sejam eles amorosos, fraternais, de amizade ou profissionais. Às vezes o outro é cruel conosco e a gente não consegue entender o que levou ele(a) a agir assim. Como eu disse: cada um dá aquilo que se tem. Seja algo que se tem em sua própria “natureza”, digamos assim, ou o que se tem pra dar naquele momento, naquela fase da vida, naquele momento de seu existir.

Então mesmo que a vida e que as pessoas ao seu redor não tenham nada de bom pra dar, cultive coisas boas dentro de você. Assim, terá condições de dar coisas boas não só para o mundo, mas, principalmente, pra si mesmo(a).

P.S.: Texto inspirado em uma conversa que tive com meu pai há um tempo atrás. Beijos, pai! Te amo!

Um dia no parque

Nós estávamos no parque num daqueles domingos em que o céu está tão bonito que tudo que se quer é aproveitar o dia a dois num clima bem romântico. Preparamos uns sanduíches, pegamos lanches, bebidas, uma toalha de mesa bem grande e fomos pro parque procurar uma sombra entre as árvores pra ter um momento só nosso.

Conversamos sobre o tempo agradável que fazia, contamos histórias da nossa infância, trocamos beijos apaixonados, fizemos juras de amor e conversamos sobre como nossa vida parecia mais bonita desde que nos conhecemos e decidimos ficar juntos.

Acho que eu nunca me senti tão amada por alguém como eu me senti naquele momento. A forma com que você me olhava e as coisas que você me dizia faziam eu me sentir como se não houvesse nenhum espaço vazio dentro do meu coração. É como se um sentimento macio como algodão e quentinho como um abraço estivesse se inflando e se encaixando confortavelmente no meu peito.

Pela primeira vez na vida me senti completamente segura nos braços de alguém, nos seus braços. Parecia que nada seria capaz de nos abalar, de nos destruir. Que éramos invencíveis. Eu e você contra o mundo. Uma dupla de super-heróis prontos para encarar qualquer plano maligno de seus vilões e arqui-inimigos.

Senti como se você me achasse a pessoa mais incrível e preciosa do mundo e que faria de tudo nesse mundo pra me ver e me fazer feliz. Que saberia entender meus dias ruins, que lutaria pelo nosso amor, que nunca pensaria em me deixar mesmo quando tudo fosse escuridão.

Eu segurava as lágrimas porque era tão bonito o que eu tava sentindo que isso me emocionava. É como se depois de tanto tempo e de tanto sofrimento, eu finalmente tivesse encontrado a paz. E eu senti tudo isso num instante só, todos esses sentimentos surgiram de uma vez, e eu desejava com todas as forças que eles nunca fossem embora.

Mas então algo aconteceu, uma música começou a tocar, tudo ficou escuro e depois claro de novo. Acordei de coração acelerado, com os olhos marejados e ninguém estava do meu lado. Tudo havia sido um sonho, um desejo do meu inconsciente. Confesso que chorei naquela manhã. E eu que sempre fui tão real, só desejava sonhar um pouco mais…

Os que ardem

Tem uma música da Adriana Calcanhoto que diz:

“Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem!”

Gosto de amores exagerados, que gritam aos quatro ventos. Essa coisa de amar só com atitudes, pra mim não basta, tem que amar com as palavras também. Tem que amar com braços fortes. Com olhares fixos. Com palavras cruas. Com sentimentos em carne viva. Sem medo de parecer vulnerável. Tem que amar com o corpo, com a cabeça, com a boca. Tem que amar sem jogo. Tem que amar sem medir. Tem que amar. Se o amor não tiver fome, se não morrer de vontade, se não secar de desejo, se não arder… Eu não quero.

Alucinações

Eu alucino com tua respiração no meu ouvido

Meu olhar alucina quando eu te vejo

Meu corpo alucina quando eu te toco

Minha boca alucina quando eu te beijo

Tudo em você me alucina porque eu te desejo…