Alguns fatos que provavelmente você não sabia sobre suicídio… #setembroamarelo

Eu e Roger Bravo, coordenador do CVV Recife

Eu e Roger Bravo, coordenador do CVV Recife em evento promovido pelo CREMEPE sobre o tema

A segunda postagem do mês sobre o tema suicídio demorou, mas saiu! Esse mês muitos eventos estão acontecendo sobre o tema e estou tentando participar do máximo que consigo e aprendendo muito com eles. Em um deles, inclusive, tive a oportunidade de conhecer Roger Bravo, coordenador do CVV Recife e ele me chocou com uma série de informações sobre o tema que eu não sabia. Conhecimento é poder, ainda mais quando falamos nesse tema e queremos salvar vidas de quem não consegue ver nada além de dor na sua frente, então achei importante que mais pessoas soubessem dessas informações…

O suicídio mata mais pessoas do que homicídios – essa foi a informação que mais me chocou e me deixou pensativa por muito tempo. Piorou quando eu descobri que os números INCLUÍAM os conflitos armados, guerras, etc. Vocês têm noção do quão significativo é isso? A maioria dos casos de suicídio não são divulgados pela imprensa e quando o são, muitas vezes são feitos de uma maneira terrível, trazendo uma série de informações equivocadas, opiniões grotescas e exposições desnecessárias. O homicídio mata cerca de 437 mil pessoas por ano, enquanto o suicídio mata cerca de 883 mil pessoas! Ainda assim, pouco se fala sobre o tema! Infelizmente, isso é uma prova quantitativa daquele ditado que diz que o nosso pior inimigo somos nós mesmos… Precisamos estar mais atentos ao que se passa dentro de nós e em nossa saúde mental, ainda tão negligenciada.

O número de suicídios cresce a cada ano – apesar do Brasil ter subido e, recentemente caído no ranking de suicídios, no mundo não é bem isso que acontece. Um estudo que analisou as taxas de suicídio nos EUA, no Canadá e na Europa mostrou que em todos eles, houve um crescimento: de 4,8%, 4,5% e 6,5%, respectivamente. De forma geral, o número de casos cresceu 60% desde a década de 1970 e agora assumiram um ritmo ainda mais intenso. Além disso, já há o alerta de profissionais indicando que a crise financeira atual pode elevar ainda mais estas taxas.

Os médicos e profissionais do exército representam um grupo cujo número de suicídios vêm aumentando – sobre os médicos, especialmente estudantes de medicina, anestesistas e cirurgiões. A taxa de suicídio de médicos no mundo é maior que o de TODAS as outras profissões. Este tópico ganhará uma postagem específica em breve, é realmente preocupante e repleto de particularidades.

Os homens se matam mais que as mulheres – as mulheres têm mais tentativas de suicídio, porém os homens se suicidam mais (quatro vezes mais, pra ser mais exata) por usarem métodos mais agressivos e letais. Por outro lado, dentro do grupo dos médicos, o gênero que mais se mata é o feminino.

Crianças também tentam se matar – um grupo muitas vezes negligenciado quando se fala em depressão, suicídio, etc é o grupo das crianças. O bullying na escola e experiência negativa com figuras parentais são os principais fatores de risco para suicídio na infância e adolescência. O número de crianças que se matam é baixo, ainda bem, por terem maior dificuldade de acesso a métodos letais e imaturidade cognitiva, porém a ideação suicida ocorre com mais frequência. Por outro lado, na adolescência, o suicídio é a terceira maior causa de morte. Mais de 70% das crianças e adolescentes com transtornos de humor grave não recebem diagnóstico nem tratamento. Precisamos cuidar mais da saúde mental das nossas crianças e adolescentes…

A maioria das pessoas que cometem suicídio apresentam algum transtorno mental na época do Suicídio – o mais comum é algum transtorno de humor como a depressão e o transtorno bipolar (há vários outros dentro desta categoria). Acho importante frisar que pode ocorrer, por exemplo, de uma pessoa que nunca tenha tido depressão, acabar desenvolvendo um episódio depressivo em um momento particularmente delicado de sua vida. Por isso o título fala sobre o transtorno na época do suicídio. Dois outros grupos de transtornos mentais que também são representativos nesta temática é o das pessoas que possuem esquizofrenia e transtorno de personalidade borderline.

Suicídio no Brasil afeta mais os idosos, mas cresce entre jovens – em especial nas faixas de idade entre 15 e 35 anos e acima de 75 anos. O problema cresce entre jovens do sexo masculino. No grupo de pessoas entre 15 e 29 anos de idade, o suicídio se encontra entre as TRÊS principais causas de morte…

Quem tenta suicídio uma vez, tem 50% de chances de tentar de novo – quem tenta uma segunda vez, tem 70%, quem tenta três vezes, tem 90%. Essas informações foram passadas por um psiquiatra em um dos seminários que participei. Percebo que ela ressalta a importância de levarmos bem a sério as tentativas de suicídio e cuidarmos dessas pessoas que, na grande maioria das vezes, não recebem cuidados médicos e psicológicos adequados e ainda podem sofrer da falta de compreensão e julgamento dos seus pares, familiares e amigos.

Se você precisa de apoio emocional, conte com o CVV. Ligue 141 ou acesse os site clicando aqui

Algumas das fontes utilizadas:


ATENÇÃO: O conteúdo deste site é de caráter informativo. Se você precisar de ajuda especializada, não hesite: entre em contato com um(a) profissional da sua cidade. Sempre que for utilizar algum texto de minha autoria, o faça em formato de citação, com os devidos créditos e link para a postagem original.

Setembro Amarelo – Conscientização sobre a prevenção do suicídio

Você conhece a campanha Setembro Amarelo? Então deveria conhecer! Ela trata sobre um assunto de extrema importância: suicídio. O objetivo direto desta campanha é alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, bem como suas formas de prevenção. Ela ocorre desde 2014 durante todo mês de setembro, em especial no dia 10, pois é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e foi iniciada no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Segundo relatório da OMS* sobre o tema divulgado em 2014, 32 brasileiros morrem POR DIA vítimas de suicídio. Para se ter uma ideia, esta taxa é superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. É um tema ainda considerado tabu em nossa sociedade e, infelizmente, quando se fala sobre ele no cotidiano, muitas vezes as pessoas são incompreensivas e julgam pejorativamente o suicida ou aquele que idealiza sobre sua própria morte. Apesar de não ser uma atitude que ajude e que inclusive atrapalhe o debate sobre o assunto, essa postura revela justamente a resistência que existe em se aproximar do tema e tentar compreender a dor do outro.

O estudo da OMS aponta que os homens cometem mais suicídio que as mulheres. Sobre as causas, o relatório afirma que em países desenvolvidos a prática tem relação com desordens mentais provocadas especialmente por abuso de álcool e depressão. Já nos países mais pobres, as principais causas das mortes são a pressão e o estresse por problemas socioeconômicos. Muitos casos envolvem ainda pessoas que tentam superar traumas vividos durante conflitos bélicos, desastres naturais, violência física ou mental, abuso ou isolamento. (Trecho retirado de matéria do G1 sobre o relatório da OMS)

Por isso, durante todo o mês de setembro, haverá uma série de posts sobre o tema aqui no site ‘Estava Pensando’. O objetivo é ajudar na campanha e aumentar a conscientização sobre o tema e promover a prevenção ao suicídio. Além disso, um banner da campanha ficará localizado no menu do site. Se você tem questões sobre o tema, deixe-as nos comentários e eu tentarei respondê-las e incorporá-las nas próximas postagens. Ajude divulgando! Compartilhar conhecimento pode salvar vidas!

Ajude a divulgar o movimento, siga e compartilhe a página na sua rede social: https://www.facebook.com/setembroamarelo

*Clique aqui para ter acesso ao relatório da OMS (original em inglês)


ATENÇÃO: O conteúdo deste site é de caráter informativo. Se você precisar de ajuda especializada, não hesite: entre em contato com um(a) profissional da sua cidade. Sempre que for utilizar algum texto de minha autoria, o faça em formato de citação, com os devidos créditos e link para a postagem original.

27 de agosto – Dia do Psicólogo

Imagem enviada por email pelo CRP-02 para os psicólogos inscritos nesta regional

É hoje! Dia Nacional do Psicólogo! No dia 27 de agosto de 1962, através da Lei 4.119/62 (ou seja, há apenas 54 anos), foi regulamentada a profissão de psicólogo, bem como os cursos de formação em Psicologia (antes disso, não havia faculdade de Psicologia e os psicólogos se formavam através da faculdade de Filosofia). Desde então nossa ciência e profissão passou por diversos avanços e reconhecimentos não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro.

O psicólogo é um profissional que pode atuar em diversas áreas e especialidades, trabalhando sempre em função do ser humano e do cuidado com o outro: faz recrutamento, seleção, atende no consultório, trabalha nos hospitais, na escola, faz diagnóstico, prevenção, pesquisas, supervisiona, elabora laudos e pareceres psicológicos, trabalha com atletas, alunas/os, professores, com o social, o jurídico, com a cognição, as emoções, entre tantas outras possibilidades.

Não é uma tarefa fácil lidar com a subjetividade e com o que há de mais precioso em cada ser humano; sua própria história e individualidade. É preciso disponibilidade, dedicação e muito estudo para que a(o) profissional possa fazer o seu trabalho da melhor forma possível e possa fortalecer não somente sua identidade profissional, mas, contribuir com o reconhecimento social da sua profissão; a Psicologia avança com a vitória de cada uma(um) de vocês que fazem parte também do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco – 2ª Região (CRP-02).  Competência, ética e responsabilidade devem ser a marca da(o) profissional da Psicologia. O compromisso da nossa profissão é com a sociedade e com todas(os) àquelas(es) que procuram os serviços da Psicologia. Muito se tem ainda a fazer, mas muito se tem para comemorar. – Trecho do email enviado pelo CRP-02 para os psicólogos inscritos nesta regional

Arquivo pessoal

Há 7 anos tomei a difícil decisão de largar a faculdade de Direito e me dedicar à Psicologia, uma ciência e profissão que me chamou, me escolheu e eu aceitei o seu chamado com todo amor e dedicação. Foi muito difícil, meus amigos mais próximos sabem tudo que precisei enfrentar pra conseguir concluir meu curso e realizar meu sonho. Há 2 anos eu sou Psicóloga. Há 2 anos eu me sinto completa por poder ajudar e cuidar de pessoas. Continua não sendo fácil, as dificuldades são muitas, o nosso trabalho é árduo e muitas vezes não é reconhecido. Nós salvamos vidas, nós melhoramos vidas, nós ajudamos a dar sentido à vidas. E eu não poderia ser mais feliz por pertencer a esta classe profissional. Eu AMO ser psicóloga! Feliz dia do psicólogo a todos os meus colegas de profissão!


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A psicologia e o Dia Internacional do Orgulho LGBT

Fonte da imagem: Maria do Céu

No dia 28 de junho de 1969, policiais entraram no bar Stonewall Inn, em Nova York, nos EUA, para uma suposta vistoria. O bar era um reduto LGBT e ficava em uma vizinhança do mesmo tipo, porém, na época, a homossexualidade era considerada uma doença, e os gays eram perseguidos e não podiam consumir álcool. A ação resultou em protestos contra a opressão, tornando-se um dos maiores marcos na luta contra a homofobia. A data ficou marcada como uma forma de celebrar o orgulho LGBT.
Fonte: Megacurioso

O movimento já passou por diversas fases e teve várias siglas diferentes. Atualmente, a sigla LGBT corresponde à Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais/Travestis – por conta disso, também é comum encontrar a sigla como LGBTT (visto que, travestis e transsexuais não são a mesma coisa). A diversidade de expressão de sexualidade e de gênero é tão diversa quanto a própria humanidade e isso acaba dificultando ao se pensar em uma sigla que consiga representar todo o movimento.

Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Nem por isso, infelizmente, os efeitos de uma cultura de exclusão recheada de estereótipos negativos deixaram de perseguir homossexuais, travestis, transexuais e demais pessoas que se encaixavam em uma identidade sexual e de gênero diferente da considerada padrão pela sociedade.

Em 1999 o CFP (Conselho Federal de Psicologia) publicou uma resolução (Resolução nº 001/1999) que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual. Resumidamente, a resolução supracitada considera que a homossexualidade NÃO constitui doença, distúrbio ou perversão e considera, portanto, que ela é parte da identidade do sujeito, devendo o(a) psicólogo(a) contribuir com seu conhecimento para esclarecer as questões da sexualidade, permitindo a superação de preconceitos e discriminações (ainda tão presentes em nossa sociedade). Além disso, é vedado ao profissional de Psicologia qualquer conduta que vise a patologização desta questão, bem como de oferecer tratamentos que visem a “cura” ou a “correção” da sexualidade através de um modelo heteronormativo. Aproveirto e deixo a recomendação de leitura também do Caderno Temático do CRP-SP – Psicologia e Diversidade Sexual e da publicação do CFP intitulada Psicologia e Diversidade Sexual: desafios para uma sociedade de direitos.

É interessante que possamos conhecer, ainda que de forma superficial, o que se quer dizer quando se fala de sexualidade, afetividade, gênero e identidade. A variedade de expressões é imensa e a discussão das várias vertentes é muito mais aprofundada, mas vamos tentar dar conta de um pouco do tema de forma tranquila a título de informação com a imagem abaixo.

Fonte da imagem: UNIBH

O fato é que, independentemente do gênero, identidade, sexo, sexualidade, somos todos seres humanos. Isso quer dizer que todos nós, temos o direito de buscar auxílio e atendimento psicológico para nosso sofrer, sem sermos tratados com preconceito. Infelizmente, o número de pessoas que buscam ajuda e acabam se deparando com o preconceito dos profissionais de saúde de uma forma geral, ainda é muito grande. E, mais infelizmente ainda, por serem diferentes do padrão social e viverem em uma sociedade – e, muita vezes também em uma família – que não os aceitam ou os respeitam como são, sofrem ainda mais com uma série de inseguranças, sentimentos de inadequação e rejeição, dificuldades em relacionamentos amorosos (muitas vezes, se envolvendo em relacionamentos abusivos e tóxicos), dificuldades em suas carreiras profissionais, entre muitas outras.

Portanto, não desista de você e nem de sua saúde. Cuide do seu sofrimento, porque você também merece cuidados. Procure um profissional de confiança, que vá lhe tratar com respeito e mergulhe em suas questões pessoais, reescreva sua história e encontre forma mais saudáveis de se relacionar consigo e com os outros à sua volta. A psicoterapia também pode te ajudar. Boa sorte!


ATENÇÃO: O conteúdo deste site é de caráter informativo. Se você precisar de ajuda especializada, não hesite: entre em contato com um(a) profissional da sua cidade. Sempre que for utilizar algum texto de minha autoria, o faça em formato de citação, com os devidos créditos e link para a postagem original.

A difícil tarefa da inclusão

Os que acompanham a página do ‘Estava Pensando’ no Facebook viram que na sexta-feira eu estive na rádio CBN Recife, em um debate sobre a inclusão social e escolar de pessoas com deficiência juntamente com as Terapeutas Ocupacionais Thaisa Ângelo e Nara Sandes da empresa Inclusão Eficiente. Ao final do programa, me comprometi a colocar um conteúdo exclusivo no site para auxiliar pais e professores nesta inclusão. O debate foi ao vivo e, se disponibilizarem o áudio, coloco aqui no site.

AntMateres de chegar ao material propriamente dito, gostaria de falar um pouco sobre o assunto. A lei 13.146/15, conhecida como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, ou ainda, Estatuto da Pessoa com Deficiência, entrou em vigor no ano de 2016. Porém, desde a sua sanção, em 2015, muitas escolas e professores ficaram de cabelo em pé, por não saber como agir diante da inevitável demanda que os aguardaria este ano. Dentre muitos outros dispositivos, de acordo com esta lei, fica vedada à escola negar ou ainda cobrar taxa adicional aos alunos com deficiência. No entanto, na prática não é o que vemos acontecer. Na clínica ainda chegam relatos dos pais informando que a escola de repente ficou sem vaga ao saber que se tratava de uma criança com deficiência.

Além disso, a inclusão ainda não é realizada de forma adequada. Muitas instituições ainda praticam uma inclusão “café com leite”, que apenas incluem a criança fisicamente na sala de aula sem, de fato, incluí-la nas atividades e no cotidiano escolar e social. Incluir significa fazer parte, sendo assim, a inclusão social/escolar de crianças/pessoas com deficiência é garantir com que elas sejam participantes da vida social, familiar, política e econômica. Para isso, é preciso que, antes de tudo, a instituição, os professores e a sociedade concebam a pessoa com deficiência como, de fato, pessoa. Uma pessoa que têm uma condição específica que é a deficiência, mas antes de tudo, uma pessoa.

Curso em Caruaru do grupo Inclusão Eficiente – contato.pe@inclusaoeficiente.com.br

Para todos que trabalham com este tipo de público, um grande desafio a ser trabalhado é a família. Às vezes a família não aceita a condição de seu filho e está no que se chama “fase do luto”. A falta de apoio psicológico especializado dificulta este processo que tem como consequência, uma relação inadequada ou até mesmo insuficiente da família com a criança. Atualmente, com o aumento dos casos de microcefalia, são muitas as crianças abandonadas por seus pais e até mesmo suas mães. A família também precisa de cuidados, mas muitas vezes ela é cobrada a ter uma série de posturas e atitudes que ainda não têm condições porque lhes falta um olhar que perceba o quanto ela é importante e o quanto ela também precisa ser cuidada. Este cuidado psicológico pode se iniciar desde a gestação e ocorre, em geral, após a notícia do diagnóstico. Muitos hospitais/maternidades (inclusive públicos) contam com psicólogos para auxiliar as gestantes que se encontram internadas e também pacientes dos mais variados setores.

Um comportamento muito comum encontrado nas famílias que ainda se encontram desajustadas, é uma ausência de corresponsabilização: elas jogam toda a responsabilidade do tratamento e evolução das crianças nos profissionais da equipe multidisciplinar, nas escolas, e pouco seguem as orientações que são dadas para uma continuidade do tratamento em casa. No entanto, quando a família consegue perceber sua corresponsabilidade no tratamento e cuidado da criança, é nítido o quanto o trabalho tem um desenvolvimento muito melhor.

Curso em Recife do grupo Inclusão Eficiente – contato.pe@inclusaoeficiente.com.br

Por outro lado, há também uma grande culpabilização do professor, fazendo com que ele seja taxado de não aceitar, não fazer, não acolher, entre outros. Porém, sabemos que, além de muitas vezes o professor não estar preparado para este tipo de demanda, questões como uma alta carga horária causada por baixos salários e pouco investimento dos gestores na formação desdes profissionais são frequentes. Então as instituições de educação precisam se preparar e também preparar os profissionais da casa. Além disso, os alunos com e sem deficiência também precisam de diálogo sobre este encontro pois, assim, diminui-se a probabilidade de casos de bullying e possibilita o desenvolvimento de competências e habilidade como a generosidade, paciência, altruísmo, respeito às diferenças, entre muitos outros.

Tendo tudo isso em vista, percebo que as barreiras atitudinais são, portanto, as mais prejudiciais a uma inclusão social e escolar de qualidade. Como falei anteriormente, precisamos colocar na linha de frente a compreensão de que a pessoa com deficiência é, antes de tudo, uma pessoa. E que ela têm condições de aprender que são diferentes e que nós precisamos descobrir com ela que condições são estas, que estratégias são facilitadoras e quais são dificultadoras deste processo. Para a Psicologia, a ideia de inclusão está intimamente vinculada à ideia de uma vida com sentido. Portanto, não basta estar dentro de um lugar, é preciso participar, pertencer e perceber um sentido e realizar este sentido. Não existe uma cartilha que diga como devemos agir em situações e circunstâncias X, Y ou Z. Essa preparação é muito mais no sentido de uma abertura à experiência com o outro. Este é o ponto chave. Vamos nos permitir? :)

Bom, então vamos ao material que prometi na rádio e também no início desta postagem! É um e-book com um Plano Educacional Individualizado que é útil não apenas para identificar os pontos fracos, fortes e o que ajuda os alunos com deficiência, mas ainda pode ser adaptado para aplicar em sua casa ou sua empresa, por exemplo. Preencha o formulário abaixo e ele será enviado diretamente para o seu email!




Espero que tenham gostado!

Nathálya Calina


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