Monthly Archives: maio 2009

Ciclo da Vida

Viva! Vivo! Vivam! Vivemos!

Viva! Vivo! Vivam! Vivemos!

Lembrei do assunto e resolvi não esperar que algo ruim acontecesse para que eu começasse a escrever sobre isto. A vida é um grande ciclo formado por vários círculos interligados. O fim de uma coisa, é sempre o começo de outra. E o começo de algo, hora ou outra terá seu fim. Algo que pode começar te dando prazer, pode acabar te fazendo sofrer, e, logo depois, esse sofrimento pode se transformar em paz, tranquilidade, ou até mesmo um novo prazer. Até porque, nada nunca acaba de verdade. O nosso único e verdadeiro fim é a morte. Alguma coisa que teoricamente acabou, pode ficar hibernando dentro de você e reaparecer depois com outros sentidos. É engraçado isso. E é bom! Tudo é mutável! Tudo é metamórfico! Ainda bem! Viva! Vivo! Vivam! Vivemos! A vida é uma delícia e a cada dia me surpreendo ainda mais com isso. Permitir-se viver e experimentar a vida faz um bem imenso! Ao unir essa prática ao saber de que: tudo passa e tudo muda; fica melhor ainda. Quando algo te faz mal, se resolva pra poder se livrar sem ressentimentos e se permitir viver e acreditar que vai passar. E é muito engraçado porque, comigo, no minuto que faço isso e me liberto, as coisas instantaneamente começam a acontecer e mudar! Parece até fórmula química! E então, eu novamente me permito, experimento, vivo e descubro prazeres e alegrias. É tão bom ser assim! Vivam! Dançem! Corram! Pulem! Enlouqueçam! Surpreendam-se! Conheçam! Experimentem! Sejam responsáveis por sua própria felicidade! Sempre vão existir coisas pra te derrubar, mas você é o único responsável por se levantar.

“Fish in the sea, you know how I feel
River running free, you know how I feel
Blossom in trees, you know how I feel
It’s a new dawn, it’s a new day, it’s a new life for me
And I’m feeling good!”

Muse – Feeling Good

Carta à loucura

Agora, o desejo dói. Dói de fome. De sede. De querer.

Agora, o desejo dói. Dói de fome. De sede. De querer.

Devias ser mais seletiva com teus escolhidos. Adoro-te quando me fazes sentir feliz, louca, segura, debochada, e me fazes tomar coragem pra fazer coisas maravilhosas que me dão um prazer imenso. Porque sabes que eu sei viver em tua companhia. Mas, odeio-te mortalmente quando tiras de mim meus prazeres. Odeio-te quando invades a mente e o coração das pessoas, fazendo elas se destruírem e destruírem as outras. Não tenho culpa por seres assim. Convivo contigo, sou feliz e faço as outras pessoas felizes. Será justo que eu sofra por causa de alguém que não sabe fazer bom uso de ti? Loucura, me torturas brutalmente com teus amigos: desejo e afeto. Me atormenta desejar e adorar alguém que parece ser capaz de se entregar à minha alma ardente, intensa e verdadeira, se permitir ser feliz e me fazer feliz com sua presença. Desejar sempre doeu, mas sempre foi uma dor gostosa, porque eu sabia que no, fim, seria compensada. Agora, o desejo dói. Dói de fome. De sede. De querer. Abandone as pessoas incapazes de conviver contigo de forma saudável e feliz. Minha cara amiga, deixe que elas tomem seu rumo e parem de torturar os outros. Mate minha fome, me preencha de novo! Sacie-me! Nutra-me! Mais uma vez. E mais uma vez. E mais uma vez…

“Weh mir, oh weh
Und die Vögel singen nicht mehr”

Ohne Dich – Rammstein

O Tango

Apenas um passo? Ou tradução da vontade de possuir?

Os melhores tangos começam lentamente. A atração reprimida é traduzida em olhares criptografados. É preciso sintonia e sincronia para a dança fluir. Em breve, o tango fica intenso. Imperativo. Cruel. Dos mais deliciosos jeitos. O perfume inebria, as mãos tocam a pele macia e os corpos se movem sinuosamente a cada acorde. O desejo grita, os olhares não escondem, pernas se enroscam, mãos deslizam. É tão sôfrego, tão torturante. Você pensa em outros movimentos tão sincronizados e encaixados como estes enquanto a peversão invade sua mente. Será tudo apenas fruto da dança? Será  tudo somente uma expressão da melodia? Você procura as respostas em seu parceiro, mas se perde entre olhares, mãos, suor, perfume, compassos, toque, corpos, lábios. O tango não pára e dói. De repente, os corpos colam bruscamente entre os abandonos e retornos da dança. Apenas um passo? Ou uma tradução da vontade de possuir? Agora a boca está entreaberta, sôfrega por saliva. Quando pensas que vais enlouquecer, a música fica lenta denovo. Apenas uns minutos, alguns passos até que acaba. Apenas a música.

Inspirado em um tango que me inebria a mente e peverte meus sentidos.