Archive for julho, 2009

Alguns dos meus preferidos...

Alguns dos meus preferidos...

Eu não gosto dos bonzinhos, dos heróis, dos morais, dos corretos, dos caridosos… Os acho extremamente irritantes e insuportáveis. Esquecem que são humanos e ficam querendo se parecer com o Deus ‘virtuoso’ que eles criaram. É completamente patético e nada convincente. São constantemente julgados pela sociedade, devendo se adequar aos limites e valores que ela impõe. Vivem suas próprias vidas pela vida de outras pessoas. E quando surge alguma dúvida quanto uma atitude sua, levam pedradas, perdem sua moral e prestígio. Eu acho é bem feito quando isso acontece. Não tenho pena nenhuma. Quem mandou ser capacho dos outros?

Eu prefiro os vilões e anti-heróis, eles são bem mais humanos. Eles expõem sua loucura, suas cicatrizes e sua fraqueza. Suas motivações geralmente são egoístas, por vaidade e ele sempre luta até o último instante pelo que ele acredita. Ele tem necessidades, ele tem fome em seus objetivos, ele é palpável. Ele também tem segredos, ele sofre, ele perde, ele tenta de novo e ele se ergue. Quer coisa mais humana que isso?

Ninguém é bom. Há muito mais maldade em nós mesmos que imaginamos. Somos todos capazes de cometer atrocidades por algum motivo que nos impulsione a isso. E isso não é certo nem errado. É simplesmente o que somos. Nunca aconteceu de você sempre tentar uma coisa do jeito certo, falando direito e nunca ter resultado? E, de repente, você explodiu, ‘falou grosso’ e a coisa aconteceu? Pois é. Até mesmo os sentimentos ‘negativos’ são bons e extremamente úteis. A grande questão está em como usá-los de forma saudável. Divirtam-se tentando descobrir!

“O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos

Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem…”

Adriana Calcanhotto – Senhas

Ah, e quem nunca torceu para algum destes anti-heróis ou vilões da ficção, que atire a primeira pedra!

Read the rest of this entry »

Por esses dias, eu estava pesquisando algumas obras de um pintor que gosto muito, Alphonse Mucha, porque tenho vontade de fazer um template pro site com elas. Foi quando eu percebi que não sabia muito sobre a vida dele e dei uma pesquisada simples, só para ter algumas informações básicas. Hoje decidi compartilhá-las com vocês, juntamente com algumas de suas pinturas. Tenho certeza que vocês vão se apaixonar por seu trabalho tanto quanto eu!

Alphonse Mucha

Alphonse Mucha (1860-1939)

Alphonse Mucha (1860-1939) foi um artista Checo que ganhou fama quando, em dezembro de 1894, aceitou criar um poster para uma das maiores atrizes da época, Sarah Bernhardt. Seu jeito não convencional agradou tanto a atriz quando o público. ‘Le Style Mucha’, como ficou conhecida a Art Noveau logo no início, tinha nascido. O sucesso do seu primeiro poster lhe trouxe um contrato de 6 anos entre Mucha e Bernhardt e, nos anos seguintes, seus trabalhos para ela incluíam decorações do palco, designs para revistas, livros, jóias, móveis e mais posters. Mucha voltou pra seu país de origem, a Czechoslovakia em 1910 onde dedicou o restante da sua vida na produção de uma série épica de 20 pinturas contando a história do povo Slavo intitulado ‘The Slav Epic’.

Abaixo, vou expor três das minhas pinturas preferidas. Sintam-se a vontade para pesquisar mais sobre o trabalho deste incrível pintor.

Dusk

Dusk

Dance

Dance

Summer 1903

Summer 1903

Fonte da biografia: Mucha Museum

Fonte das Imagens: Google Imagens

Read the rest of this entry »

Hoje, o 'Estava Pensando...' completa 6 meses de existência!

Hoje o 'Estava Pensando...' completa 6 meses de existência!

Hoje o ‘Estava Pensando…’ completa 6 meses de existência e, pra comemorar, é com muito trabalho muito prazer que inauguro sua versão .com.br! A novidade só foi possível graças ao meu pai que comprou o domínio, hospedou, jogou tudo pra cá, fez todo o trabalho braçal e eu só precisei me descabelar pra fazer o resto. Obrigada, pai!

Por coincidência, não é só o blog que está ficando mais velho! Amanhã, dia 27 de julho, é o meu aniversário! Parabéns para mim!

Read the rest of this entry »

Este post é pra quem gosta do seriado True Blood exibido pela HBO. A emissora resolveu lançar a bebida do sangue sintético no Fórum True Blood da Comic-Con de San Diego realizado hoje e ela estará disponível nas lojas a partir de setembro. As pré-vendas podem ser feitas somente para entrega nos E.U.A. custando U$ 16,00 o pack com 4 garrafas, sem custos de envio inclusos. Para acessar o site oficial, clique aqui. Só digo uma coisa: EU QUERO!

A garrafa de Tru Blood é uma réplica exata da que é vista no seriado.

A garrafa de Tru Blood é uma réplica exata da que é vista no seriado.

Meticulosamente desenhada, a garrafa de Tru Blood é uma réplica exata da que é vista no seriado. O frasco é de um vermelho vivo com o nome “Tru Blood” e seu respectivo Kanji Japonês, ambos em alto relevo. Seu sabor é descrito como o de um drink gasoso, ligeiramente azedo e levemente doce, criado para ter uma aparência misteriosa em seu frasco e se parecer ao máximo com a bebida preferida de Bill Compton.

Segue abaixo, alguns comerciais que (pelo que eu li) estão no ar nas televisões americanas.

Read the rest of this entry »

Amor e Desejo. Uma coisa não exclui a outra.

Pessoas que amam, também desejam outras pessoas.

Desde criança, nós ouvimos várias mentiras dos nossos pais e amigos quando tentam nos consolar de alguma decepção amorosa. Mas, eles não fazem por mal, nem eles mesmos se questionaram sobre a realidade e veracidade do que falam, caiu no senso comum. Só que, pra mim, é mentira, e, uma das piores é aquela que diz: “Se ele (a) te amar, não vai fazer – insira ação não desejada do (a) companheiro (a) aqui.”.

Penso assim porque não faz sentido, não tem lógica pra mim. Pessoas que amam, não têm um padrão de comportamento. Tem gente que ama e demonstra seu afeto publicamente, outros não o fazem. Tem gente que ama e escreve poesias, faz surpresas românticas, outros não o fazem. E não existem comportamentos específicos que denunciam se a pessoa ama. Até porque, pessoas fingem. Cada um tem um jeito de ser e de agir. O que existe, é o fato das duas pessoas imersas no relacionamento se respeitarem e estarem satisfeitas com o jeito de ser do outro e ponto final.

Pessoas que amam, também desejam outras pessoas. Agora é o ponto que a maioria vai franzir o cenho e se questionar: ‘Ué, mas se a pessoa ama alguém, ela não deseja apenas seu par?’. E eu respondo: ‘É óbvio que não!’. Dentro dos preceitos morais da nossa sociedade, e da maioria das sociedades ocidentais, seria um comportamento desejado, mas longe do que somos. Não me julgue mal. Eu não sou pró-poligamia e sou ciumenta quando estou num relacionamento. O que eu estou querendo dizer é que você amar alguém não significa que você vai desejar apenas aquela pessoa. Sejam honestos consigo mesmos. Nunca aconteceu de você estar num relacionamento e você ver ou conhecer alguém interessante em algum lugar e se sentir atraído por tal pessoa? Acontece.

Se você não for uma pessoa muito tímida, e se estivesse solteira (o), o que faria? O que te impede de fazer algo, portanto, não é uma característica inerente à sua pessoa, propriamente dita. É a condição social que você se encontra. Você é uma pessoa comprometida e, de acordo com nossos costumes, não deveria flertar, nem trair. Cabe a você decidir o que fazer. Independentemente do que você decidir, vai gerar uma conseqüência. Se será boa ou ruim, você só vai descobrir depois. Aí que se encontra o problema, mas cada um sabe o que faz, sabe até onde agüenta e sabe como está seu relacionamento. Eu sei que pra maioria das que estão com alguém, não é muito agradável saber que seu par pode vir a desejar outras pessoas além de você. Mas, é melhor ser realista e saber desta possibilidade, do que viver na ilusão.

Tua moldura quase perfeita serve apenas para te dar alguma qualidade

Tua moldura quase perfeita serve apenas para te dar alguma qualidade

Estamos vivendo um tipo de neo-parnasianismo
E essa era não me agrada
A futilidade está na moda
E é a peça-chave de qualquer figurino
Essa preocupação exagerada com a forma
Só reforça a falta de essência do ser
E serve apenas para enfeitar e caber
Nos tais versos decassílabos
Tua moldura quase perfeita
Serve apenas para te dar alguma qualidade
Porque teu cerne é oco, de paredes podres
Tua superfície se resume à tua vaidade
Teu eu lírico é um fantasma sem história
O epitáfio em branco de um funeral vazio
A música melodiosa acompanhada de uma letra vazia
Cantada por um belo desconhecido
Fique com tua estética estática
Não me resumo ao teu molde fetichista
Porque tu és apenas um parnasiano
E eu, sou uma realista

Naquele momento, toda a racionalidade se esvaiu e restou apenas a animalidade.

Naquele momento, toda a racionalidade se esvaiu. Restou apenas a animalidade.

Ele foi em sua direção com um sorriso no rosto. Aquele corpo largo e quente a abraçou e, como sempre, o cheiro dele a entorpeceu. Sem dizer nada, a olhou nos olhos, segurou gentilmente seu queixo e a beijou. Inspirou profundamente, como se tentasse colocar as idéias no lugar, e disse:

- Teu cheiro foi criado por algum alquimista muito cruel.
- Porque?
- Porque cada vez que o sinto, fico tentado a consumir o corpo que o exala. É inevitável, como um vício.

Ela o olhou e disse em tom desaforado:

- Então eu sou como tua droga?
- Talvez! E não me olhe assim! Você me deixa louco com esse teu olhar. Com qualquer um deles!

Ela sorriu, corada.

- Você está exagerando!
- Você que não entende. És tão sedutora e apaixonante que é impossível te odiar mesmo que cometas erros e até algumas crueldades.
- Olhe… Eu já disse que aquilo que fiz não foi…

Ele a empurrou contra a parede e a interrompeu com um ardente beijo. O desejo gritou e não demorou muito para que as mãos deslizassem pevertidamente entre os corpos e as bocas se abrissem em gemidos de prazer.

- Aqui não! Alguém pode nos ver! – Ela falou, inutilmente.

Ele segurou suas mãos prendendo na parede acima de sua cabeça e a puxou com força pra mais perto. Sentiu seus seios macios roçar em seu peito e seu coração bater forte. Em pensamentos, ela pediu, em vão, para que a vontade passasse. Mas ela o desejava demais para resistir e, quando os lábios se encontraram de novo, o desejo tornou-se irrefreável. Naquele momento, toda a racionalidade se esvaiu. Restou apenas a animalidade. Os corpos desnudavam-se enquanto eles provavam-se esfomeados. Ele queria possuí-la ali mesmo. E assim o fez.

Daí pra frente, apenas selvageria e total descontrole. Foi tão intenso, que foi impossível conter o frenesi que havia dentro deles. E eles não queriam sequer tentar! Eles simplesmente se entregaram à loucura, correram até ela e se descontrolaram até um ponto que seus corpos se elevaram a um grau máximo, divino e profano de prazer. Deixando-os entorpecidos. Extasiados.

Primeiro, o romance. Depois, o desejo, o receio, a vontade, a perversão, a coragem, a entrega, a selvageria e, por fim, a loucura… E, agora, apenas respirações descompassadas dos corpos saciados. Eles se acariciaram sorrindo enquanto observavam o céu, admirando a única testemunha daquela noite de prazeres: a lua.

 RSS

Nathálya Calina é Recifense, não gosta de revelar sua idade, tem um Tumblr onde posta várias bobagens que encontra por aí e também tem um vlog, alCalina...

Para saber mais, basta clicar em 'Quem é a Autora?'.