Monthly Archives: abril 2010

Alguém…

O problema dela é pensar demais, observar demais. A ignorância pra ela, é algo ruim e que aprisiona, mas, secretamente, ela deseja um pouco mais de estupidez pra não perceber as coisas como elas realmente são. Depois de aprender lições valiosíssimas e se lançar ao mundo mais uma vez e mais uma vez sozinha (como sempre esteve desde que se entende por gente), ela começa a sentir o peso do fardo que carregou com tanta dificuldade por todos esses anos. Nunca foi fácil ter passado por tudo que passou sem palavras de motivação, sem ninguém dando força, sem carinho e sem alguém que a levantasse quando, cansada, caia ao chão. Ela mesma fez tudo por si mesma, e quando ela caia, era ela que levantava-se sozinha, machucada, que cuidava de suas feridas e dizia a si que ia passar. Passou.

Mas ela estaria mentindo novamente se dissesse que gosta de estar sozinha. Estar sozinha foi bom e foi útil para seu amadurecimento, pro desenvolvimento da sua independência, pra aprender a ter amor próprio, mas, chega! Ela tá cansada de aprender. Ela só queria parar um pouco, descansar, ter alguém com quem pudesse contar, com quem pudesse ter apoio, carinho e se sentir segura. Ela só queria alguém que com apenas um abraço, a fizesse chorar um rio de lágrimas e que com apenas um beijo, as fizesse sumir. Alguém que só com um olhar, a consolasse e que com um carinho, a acalmasse. Alguém que dissesse pra ela tudo que ela, no fundo, já sabe, só pra ela saber que ela é realmente tudo aquilo. Alguém que a tomasse nos braços quando ela caísse ao chão e que dissesse: “Descanse, eu vou cuidar das suas feridas”. Ela só quer alguém que seja tão especial quanto ela mesma. Ela merece, mas provavelmente nunca terá e morrerá sozinha como acontece com tantas outras pessoas também especiais. Paciência. Ajeite seu mundo nas costas e continue a caminhar.


Me deixe em paz e resolva seus problemas

Pessoas que não sabem resolver seus problemas ou lidar com seus sentimentos estão em todo lugar e é muito fácil identificá-las. Sabe aquela pessoa que quando tá estressado com alguma coisa vira ‘outra pessoa’? Briga, grita e esperneia por coisas inúteis, agride pessoas verbalmente sem motivo, sai jogando a xícara dentro da pia com força só porque não conseguiu abrir a garrafa de café (e se a xícara quebrar por causa de sua atitude, ainda reclama)? Aí você me fala: “Ué, mas não é normal agir assim quando tá irritado? Ele tem esse direito!”. Veja bem, existe um sutil diferença: todo mundo tem o direito de ficar com raiva do que for, a hora que for, pelo motivo que for; o que ninguém tem direito é de sair descontando sua ira nos outros.

Se você tá estressado, faça o que funcionar melhor pra você: foque no trabalho, saia pra dar uma volta, tome um banho relaxante, veja tv, leia um livro, assista um filme, faça exercícios ou simplesmente fique estressado na sua. Você, estressadinho, não é o centro do universo e muito menos a única pessoa com problemas no mundo. Não vou nem qualificar os problemas entre grandes ou pequenos porque este não é o ponto e não há mais ou menos direitos para a gravidade do problema. O fato é que todos os dias acontecem coisas que tem potencial de nos irritar, de nos deixar tristes e de nos deixar feliz. Você escolhe qual delas vai afetar a maior parte do seu dia e da sua vida.

Você não tem o direito de gritar com ninguém. Você não tem o direito de agredir ninguém (física ou verbalmente). Você não tem o direito de destruir um objeto só porque aquilo não funcionou como você gostaria. Você não tem o direito de sair procurando algum motivo pra reclamar de alguma coisa pra alguém pra saciar sua necessidade de parecer tão estressado. Você não tem o direito de colocar toda a responsabilidade das suas atitudes em uma doença ou condição mental. Você não tem o direito de estragar o dia de alguém, descontando neste, a sua frustração. Você não tem o direito de acordar ninguém com acusações e agressões porque você está em abstinência de reclamar da vida. Em resumo: você não tem o direito de prejudicar ninguém. Quem mais faz isso são pais e mãe, chefes, namorado e namorada, esposa e marido e eles, independentemente de seu papel social, continuam sem os direito supracitados.

Tá puto? Lide com isso! O que você faz, nessa freqüência doentia, machuca pessoas que gostam de você, destrói os bons sentimentos que você construiu com ela e cria mais problemas pra você resolver (ou pra continuar agindo feito um louco). Use essa ‘energia’ toda dentro de você da forma mais produtiva e menos destrutiva, se conheça e aprenda a se controlar, a resolver seus problemas e lidar com seus sentimentos. Saia da posição de vítima que tiraniza os outros e cuide da sua saúde mental para seu próprio bem e o das outras pessoas.