“Esta palavra: saudade; conheço desde criança. Saudade de amor ausente, não é saudade: é lembrança. Saudade só é saudade quando morre a esperança.” Pinto do Monteiro, um poeta e cantador pernambucano, é autor desse poema. Um outro autor pernambucano do qual eu não lembro o nome nem exatamente como é a poesia ainda disse mais ou menos assim… O amor de alguém é dela. Mesmo que ela o dê pra alguém. Pois ele é como um farol q ilumina o mar. Ainda que um barco se ilumine, a luz continua sendo do farol.
Eu acho bonito poemas assim. É de uma simplicidade de pensamento, mas ao mesmo tempo tão cheio de emoção! Por isso eu não nego quem já amei, nem quem eu tenha amado por apenas um segundo. Pq se amei, o amor foi meu. E se foi meu, foi verdadeiro. Depois de praticamente dois anos sem amar, to começando a me permitir sentir isso de novo sem medo. Eu quero um amor pra mim. Não quero mais deixar de viver, com medo de me envolver. Eu quero mais é sentir. Nem que seja por um segundo. Nem que seja por uma vida. Eu quero é amar e ter a sorte de ser amada, eu quero um parceiro de vida, quero amigos, eu quero sentimento, eu não quero mais ter medo.
Fim de semana passado, fiz uma viagem pra Florianópolis e conheci pessoalmente amigos que só conhecia virtualmente. Foi uma viagem tão incrível e tão feliz que até mesmo hoje, ao tentar contar resumidamente dela para uma professora/amiga minha, tive que parar por um segundo pra conseguir segurar a emoção, tamanho significado que teve pra mim. Você deve estar se perguntando o que teve de tão especial para que ficasse difícil conter a emoção com uma simples lembrança. É fácil de explicar. Me sinto assim porque foi como se pela primeira vez na vida, eu tivesse conhecido pessoas que gostam de mim do jeito que eu sou, sem ficar tentando tirar ou colocar alguma característica, pessoas que me respeitam, que são carinhosas comigo, que me trataram muito bem, pessoas que ao me ver triste foram atrás de arrumar um jeito de me fazer melhorar.
Seria ‘mais fácil’ pra mim, portanto, largar tudo e ir pro lugar onde aparentemente moram pessoas capazes de me fazer feliz. Mas seria muito precipitado e muito impulsivo da minha parte. Pretendo sim, me programar para viajar mais vezes à Floripa sempre que o Guto puder me oferecer estadia e sempre que o pessoal estiver disposto a sair comigo. Caso eu continue tentando e não consiga encontrar felicidade por aqui e alguma oportunidade surgir em outros estados, talvez eu me aventure, mas não é assim que se ‘resolve’ as coisas. Eu não tenho a felicidade que eu falei aqui em Recife. Se eu ficar triste, quase ninguém repara e, se reparar, dificilmente irão ao meu ‘socorro’. Eu não gosto disso.
Eu sou uma pessoa muito fora dos ‘padrões’, muito diferente do ‘normal’ e isso dificulta um pouco as coisas pra mim nos meus relacionamentos interpessoais e amorosos. Mas eu gosto de ser assim. É o que me faz deitar a cabeça todo dia no travesseiro triste por estar sozinha, mas feliz e orgulhosa por ser alguém tão fantástico. Confesso que com o tempo e as decepções eu fui tentando menos, fui achando que não era mais possível ser amada, fui acreditando que eu deveria me acostumar com a solidão porque eu vou morrer sozinha. E isso ao mesmo tempo que me confortava, me entristecia.
Só que nesse final de semana que viajei, eu vi que é possível sim que gostem de mim pelo que eu sou, apesar de eu ser uma bagunça. E isso me deu forças. Não quero morrer sozinha. Vou achar meu lugar. Decidi mudar minha postura de exclusão e me incluir mais. Decidi que se quero ser encontrada, tenho que colocar mais a cara no mundo, sair mais, por qualquer motivo que for. Entendi que preciso tomar mais coragem e retomar coisas boas que se perderam pelo tempo. Percebi que eu preciso ouvir mais as pessoas para que elas sintam vontade de me ouvir e deixar um pouquinho de lado a minha urgência em ser compreendida primeiro. Vi que eu preciso ter calma para que isso aconteça. Que preciso reorganizar minha vida financeira que virou um fiasco desde um namoro destrutivo de anos atrás. Ou seja, eu preciso sair da posição de vítima que, sem querer, eu me coloquei devido às circunstâncias, e preciso tentar mais.
Torçam por mim, porque eu to torcendo bastante. Eu só quero companhia de quem eu goste, seja de que tipo for: amizade, amor, carinho, admiração, desde que seja verdadeiro. Eu quero ser plena. Eu não quero me sentir sozinha. Eu quero ser feliz!
Queria agradecer ao meu pai que me dá um colo quando eu preciso e que (por também ser uma bagunça), consegue me entender e me ajudar. Ao Guto, por ter me ajudado a tornar a viagem possível, por ter sido um ótimo anfitrião e um carinhoso ‘namorado’ de final de semana. À Ana, por ter se virado em 20, brigado com deus e o mundo pra conseguir me ver em Floripa e por ser uma amiga da porra. Ao Catú, à Luh, ao Tatato e a todo mundo que fez daquele final de semana, o mais incrível da minha vida! Eu nunca vou esquecer! Obrigada!
P.S.: Fotos do Twitters on Bar #ToBa clicadas pelo @maufotos







