Eu sei que to sumida do meu querido blog, mas é porque eu estou passando por uma fase bem chatinha agora. O mês de agosto, não sei porque, sempre é um mês meio ‘depressivo’ pra mim. É como se, de repente, depois da primeira semana do mês, sugassem minha energias, minha alegria. Esse ano eu até que consegui lidar melhor com isso e sair do quarto, da cama pra fazer alguma coisa e estudar, mas, nesta última semana a ‘coisa’ me pegou de jeito.
Tô me sentindo triste, sem energia, passo o dia todo na cama e esta semana faltei todas as aulas da faculdade, totalmente sem sentir prazer ou alegria com nada a não ser a presença do meu namorado que é super parceiro e sempre tá do meu lado. Devo ter engordado mais alguns quilos (apesar de não conseguir notar nada até agora) porque meu desejo por doces aumentou vertiginosamente e ultimamente, mais do que nunca, ando comendo pra preencher as tristezas que ando sentindo. Pra completar, minha vida com a minha “família” aqui em casa não melhorou em nada e sinto que cada dia tudo só piora. Família está entre aspas porque, muito obviamente, eu não faço parte desta família que, teoricamente, eu deveria pertencer. O novo arranjo familiar se modificou de tal forma que Nathálya
família.
Então venho tentado arranjar disposição para ver filmes para eu tentar preencher esse tempo negativo com algo legal. Assisti Ghost World e gostei muito da estética e do jeito do filme. Me identifiquei com bastante coisa. Eu queria fazer uma resenha bonitinha do filme, mas me perdoem, não to muito em condições. Também assisti Rise of the Planet of the Apes e achei simplesmente SENSACIONAL. Recomendo que todo mundo assista, o filme é bem coeso (apesar de algumas falhas científicas, etc) e serve como um ótimo divertimento. Super fiquei do lado dos macacos neste ponto da história. E o bacana também é que esse filme que fala justamente da origem, já traz coisas relacionadas ao filme seguinte, tipo o lance da nave que fica perdida no espaço e quando volta o planeta já tá dominado, etc.
Sobre livros, terminei de ler um chamado Apocalipse Z: Os dias escuros de Manel Loureiro que é, na verdade, o segundo livro da série sobre um apocalipse zumbi. Eu não li o primeiro, mas recomendo a leitura desse segundo porque você consegue entender perfeitamente a história mesmo sem ter lido o livro anterior. Gostei muito da narrativa do autor, ele trabalha muito bem a relação de amizade entre os personagens e levanta questões bem interessantes sobre como nós nos ‘reorganizaríamos’ caso acontecesse um apocalipse zumbi. Desde formas de sobrevivência, medicamentos, até mesmo à política. É bem legal! Eu dei ele de presente pro meu namorado no dia dos namorados, mas acabei roubando pra ler. O próximo da lista que compramos juntos e eu vou roubar dele é Orgulho e Preconceito e Zumbis. Quando eu ler, comento sobre ele. Pra quem se interessar sobre Psicologia, eu to lendo um livro ótimo chamado A Psique do Corpo: a dimensão simbólica da doença de Denise Gimenez Ramos, deixei o link da prévia do livro pelo Google Books, é só clicar no título do livro aí em cima e você pode ver um pedacinho e ver o quanto ele é interessante e como é bacana o jeito da autora de tratar o assunto e como ela explica de forma exemplificada e com citações ótimas. Recomendo a leitura da primeira e segunda página da introdução só pra ‘sentir’ um pouco do que se trata o livro. Apesar de puxar pra linha teórica psicanalítica junguiana, que não é minha praia, o livro é bem interessante.
Finalizo o post na promessa de melhorar logo da minha ‘depressão agostiniana com cobertura de problemas pessoais’ e voltar a escrever em breve por aqui. Por fim, gostaria de deixar um trecho do livro supracitado onde Platão transcreve uma fala de Sócrates (já que este último nunca escreveu nenhum livro e muito do que se sabe sobre ele e suas idéias é por conta de Platão):
P.S.: Lembrando só que ‘alma’ citada acima não é a alma religiosa, os gregos se referiam a alma como sendo o que temos hoje o conceito de mente.











