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Rapaz mata a mãe e xinga a imprensa

Informações retiradas do site Paraná online:

 

Emílio Eduardo da Rocha Devesa, 32 anos, foi preso ontem em Cerro Azul. Ele é acusado de assassinar a facadas a própria mãe, a enfermeira Maria Cícera de Faria, 65, na sexta-feira da semana passada, em São José dos Pinhais. Emílio se mostrou muito frio e nem um pouco arrependido do que fez.

O suspeito tinha mandado de prisão preventiva expedido pelo homicídio. Ao delegado Richard Alain Lolli, Emílio contou detalhes do crime. Foi tão insensível, que chegou a declarar que “ela parecia que tinha o corpo de aço, porque a faca até entortou”.

Os familiares do detido contaram ao delegado que, além de ser viciado em crack e cocaína há 10 anos, Emílio também tinha problemas mentais e já foi internado em clínicas psiquiátricas diversas vezes. “Cabe à Justiça solicitar uma perícia, para verificar se o detido possui estes transtornos mentais”, explicou Lolli.

Pelo relato dele à polícia, o histórico e o vídeo você percebe que não se trata de uma pessoa ‘saudável’. Chega a ser assustadora a agressividade dele. Eu não achei engraçado, eu achei interessante o caso dele por se tratar de uma coisa que obviamente está dentro do âmbito de saúde mental. Obviamente ele precisa ser afastado da sociedade, diagnosticado e internado para receber algum tipo de tratamento psiquiátrico e psicológico pro resto da vida. O que vocês acham que deve ser feito em casos como este? Comentem e vamos debater. :)

Via – Vídeo retirado dos arquivos do programa Boa Tarde Paraná, da TV Bandeirantes.

Reparando Danos

Todo mundo já fez alguma coisa que não se orgulha, que se envergonha ou que preferia ter vivido sem ter feito. A adolescência, principalmente, tá cheia desses momentos. No entanto, quando outras pessoas erram conosco e deixam cicatrizes difíceis de esquecer, é mais complicado. Pessoas que, teoricamente, estariam no mundo para nos proteger(nossos pais) acabam sendo aqueles que mais nos causam danos. É como diz aquele texto do Shakespeare: “(…) não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando (…)”. Algumas cicatrizes saram, outras, só de olhar, nos fazem chorar e continuam causando pesadelos à noite.
Eis que um dia destes, vendo televisão, passou um comercial da Garnier sobre um creme para cabelo que dizia: “repara dois anos de dano em 2 semanas”. Fiquei pensando o quão sensacional seria se a gente pudesse reparar em apenas duas semanas os danos emocionais que sofremos nos últimos 2 anos! Melhor ainda, se esse efeito pudesse ser gradativo: 2 semanas – 2 anos; 4 semanas – 4 anos; 6 semanas – 6 anos… Garanto que não iriam faltar pessoas interessadas no produto!
Mas não funcionamos assim. Somos extremamente complexos, relativos: mesmo danos ‘comuns’, que em outras pessoas passariam batido, podem causar efeitos enormes em outras pessoas. Existem várias formas de se superar um dano emocional e a psicologia e psiquiatria clínica estão ai para ajudar também nestes casos. Basta escolher o profissional e a abordagem teórica mais adequada ao seu tipo de problema e se permitir melhorar. A maioria das pessoas têm uma visão errônea da psicologia, mas isso é assunto para um outro post. Neste, eu vou anexar um texto do Psiquiatra carioca Paulo André Issa, que fala sobre a escolha do Psicólogo de forma bem sincera e sucinta com linguagem bem acessível:

A Escolha do Psicólogo – Escrito por Paulo André Issa

Se você procura um dentista e não gosta do atendimento, o que você faz? Vai procurar um outro dentista ou continuar com dor de dente para o resto da vida? Provavelmente, vai procurar até encontrar um bom profissional.

Se você precisa de um cardiologista e ao ser atendido você não gostou da consulta ou não sentiu confiança no profissional, o que você faz? Provavelmente vai procurar um outro cardiologista.

Entretanto, muitas pessoas quando precisam de um psicólogo e ao buscarem ajuda não gostam do tratamento ou do profissional, acabam não querendo mais fazer o tratamento. Por que não procurar um outro psicológo para se tratar, se você continua precisando?

A escolha do psicólogo é uma tarefa ainda mais difícil que a busca por outros profissionais de saúde. Primeiramente, como as consultas são no mínimo uma vez por semana, você precisa se sentir bem de estar com aquela pessoa, ou seja, precisa ter empatia com o profissional. Mas como toda relação, nem sempre essa afinidade vai acontecer na primeira consulta. Então é necessário insistir, persistir para que aos poucos você conheça melhor aquela pessoa, seu jeito de trabalhar, seu profissionalismo e adquira confiança, respeito e até descobrir uma afinidade que nem sempre vai ficar tão clara nas primeiras consultas.

E se depois de muitas consultas, mesmo assim você não gostar do seu tratamento ou do profissional? Primeiro: Converse com ele sobre o que você não está gostando, isso vai ser bom para você e para ele também. Se após esta conversa as coisas não melhorarem, não desanime, não sinta-se culpado, você tem o direito de procurar outro profissional. Não fique com preguiça ou sem paciência de começar a contar sua história toda de novo desde o início. Cada vez que se conta uma história contamos de forma diferente e assim você pode lembrar de outros detalhes que você não havia comentado com o outro profissional.

Além disso, muita gente não sabe, mas existem várias técnicas diferentes de terapia, algumas delas são: cognitivo comportamental, psicanálise, gestalt, lacaniana, corporal, ludoterapia e outras. Você precisa pesquisar antes para saber qual o tipo é mais conveniente para o seu caso, converse com o próprio psicólogo sobre isso na primeira consulta, deixe bem claro o tipo de técnica que você procura e principalmente se informe a respeito da formação, especialização e experiência do profissional naquela técnica. Ou ainda se foi recomendado por um médico psiquiatra, peça a opinião dele sobre qual a técnica mais indicada para você.

Nos dias atuais a tendência é o psicólogo utilizar um pouco de cada técnica de acordo com a necessidade daquele momento do paciente. Porém em alguns casos é fundamental uma técnica específica. Vale lembrar que ter especialização, pós-graduação ou extensão em um determinado tipo de psicoterapia, não significa propriamente que a técnica está sendo bem utilizada e aplicada nas sessões, por isso a importância de se entender como funciona, para poder certificar se está sendo bem executada.

Fazer psicoterapia pode ser trabalhoso, ter que ir toda semana, encontrar o profissional certo, as vezes até mesmo pagar o tratamento e mais ainda, tocar em assuntos que nem sempre você gostaria de mexer naquela hora, mas que pode ser fundamental para o fim de seu sofrimento.

É importante ressaltar que na escolha de um profissional competente, você saiba que um bom psiquiatra não fala mal dos psicólogos e da terapia e ao mesmo tempo um bom psicólogo não fala mal dos médicos psiquiatras e dos remédios. Se o seu médico diz que psicoterapia não adianta nada, que é conversinha ou enrolação, mude imediatamente de psiquiatra. Se o seu psicólogo diz que os médicos só querem dopar você, te encher de remédio controlado ou te deixar dependente, troque imediatamente de psicólogo.

A saúde mental já luta para mostrar sua importância e salvar a vida das pessoas e não pode ser levada como um fanatismo religioso, charlatanismo, terrorismo, extremismo radical, como fazem alguns profissionais, na tentativa de se promover, polemizando com posições ideológicas e filosóficas, para conquistar notoriedade. Estes deveriam ser banidos por seus Conselhos e Òrgãos de Classe, por denegrirem a imagem da profissão e dificultarem que os psicólogos sejam valorizados, encarados com seriedade e alçados a uma das principais e mais importantes profissões que existem para o bem da humanidade.

As pesquisas científicas de credibilidade internacional apontam que os dois tipos de tratamento, conjuntamente, são fundamentais na maioria dos casos de doença, portanto estes profissionais que alimentam ¨rixas¨ entre classes, e emitem suas opiniões pessoais como verdades científicas, são antiéticos e mal preparados tecnicamente, não valorizando a ciência e as premissas mundialmente protocoladas para a saúde mental segundo a Organização Mundial de Saúde, maior autoridade em saúde no mundo.

A psicologia é uma das profissões mais difíceis do mundo, pois é preciso muita técnica e perícia para mexer delicadamente, com o infinito de propriedades do órgão mais complexo do corpo humano: O cérebro e a estrutura da mente humana.

O cérebro é o único órgão com uma terceira propriedade além da física e da química: O psicológico. E nesta coexistência, mexer com o psicológico é mexer com todo o corpo.

O cérebro é o regulador, o verdadeiro ¨centro de comando¨ de todos os sistemas e aparelhos do corpo, por esta razão é chamado de Sistema Nervoso ¨Central¨, suas inervações enviam comandos a todos os orgãos.

Portanto, este altíssimo grau de complexidade, faz com que não seja tarefa simples, achar um bom profissional.

Concluindo, a psicoterapia é um dos melhores, mais eficazes, sérios e importantes tratamentos em saúde de uma forma geral. Cuidar do corpo e dos orgãos sem cuidar da mente é perda de tempo. Grande parte das doenças que as pessoas vivem se tratando nos médicos, tem forte ligação com estresse emocional e quando ignora-se esta íntima relação do psicológico com o físico, o resultado é uma busca incessante pelos médicos e por uma cura que pode estar dentro de você mesmo, aparentemente invisível, escondido no infinito do seu cérebro.

Fonte: http://pauloandreissa.com/blog/2010/02/a-escolha-do-psicologo