Archive for the ‘Textos’ Category
“Esta palavra: saudade; conheço desde criança. Saudade de amor ausente, não é saudade: é lembrança. Saudade só é saudade quando morre a esperança.” Pinto do Monteiro, um poeta e cantador pernambucano, é autor desse poema. Um outro autor pernambucano do qual eu não lembro o nome nem exatamente como é a poesia ainda disse mais ou menos assim… O amor de alguém é dela. Mesmo que ela o dê pra alguém. Pois ele é como um farol q ilumina o mar. Ainda que um barco se ilumine, a luz continua sendo do farol.
Eu acho bonito poemas assim. É de uma simplicidade de pensamento, mas ao mesmo tempo tão cheio de emoção! Por isso eu não nego quem já amei, nem quem eu tenha amado por apenas um segundo. Pq se amei, o amor foi meu. E se foi meu, foi verdadeiro. Depois de praticamente dois anos sem amar, to começando a me permitir sentir isso de novo sem medo. Eu quero um amor pra mim. Não quero mais deixar de viver, com medo de me envolver. Eu quero mais é sentir. Nem que seja por um segundo. Nem que seja por uma vida. Eu quero é amar e ter a sorte de ser amada, eu quero um parceiro de vida, quero amigos, eu quero sentimento, eu não quero mais ter medo.
Fim de semana passado, fiz uma viagem pra Florianópolis e conheci pessoalmente amigos que só conhecia virtualmente. Foi uma viagem tão incrível e tão feliz que até mesmo hoje, ao tentar contar resumidamente dela para uma professora/amiga minha, tive que parar por um segundo pra conseguir segurar a emoção, tamanho significado que teve pra mim. Você deve estar se perguntando o que teve de tão especial para que ficasse difícil conter a emoção com uma simples lembrança. É fácil de explicar. Me sinto assim porque foi como se pela primeira vez na vida, eu tivesse conhecido pessoas que gostam de mim do jeito que eu sou, sem ficar tentando tirar ou colocar alguma característica, pessoas que me respeitam, que são carinhosas comigo, que me trataram muito bem, pessoas que ao me ver triste foram atrás de arrumar um jeito de me fazer melhorar.
Seria ‘mais fácil’ pra mim, portanto, largar tudo e ir pro lugar onde aparentemente moram pessoas capazes de me fazer feliz. Mas seria muito precipitado e muito impulsivo da minha parte. Pretendo sim, me programar para viajar mais vezes à Floripa sempre que o Guto puder me oferecer estadia e sempre que o pessoal estiver disposto a sair comigo. Caso eu continue tentando e não consiga encontrar felicidade por aqui e alguma oportunidade surgir em outros estados, talvez eu me aventure, mas não é assim que se ‘resolve’ as coisas. Eu não tenho a felicidade que eu falei aqui em Recife. Se eu ficar triste, quase ninguém repara e, se reparar, dificilmente irão ao meu ‘socorro’. Eu não gosto disso.
Eu sou uma pessoa muito fora dos ‘padrões’, muito diferente do ‘normal’ e isso dificulta um pouco as coisas pra mim nos meus relacionamentos interpessoais e amorosos. Mas eu gosto de ser assim. É o que me faz deitar a cabeça todo dia no travesseiro triste por estar sozinha, mas feliz e orgulhosa por ser alguém tão fantástico. Confesso que com o tempo e as decepções eu fui tentando menos, fui achando que não era mais possível ser amada, fui acreditando que eu deveria me acostumar com a solidão porque eu vou morrer sozinha. E isso ao mesmo tempo que me confortava, me entristecia.
Só que nesse final de semana que viajei, eu vi que é possível sim que gostem de mim pelo que eu sou, apesar de eu ser uma bagunça. E isso me deu forças. Não quero morrer sozinha. Vou achar meu lugar. Decidi mudar minha postura de exclusão e me incluir mais. Decidi que se quero ser encontrada, tenho que colocar mais a cara no mundo, sair mais, por qualquer motivo que for. Entendi que preciso tomar mais coragem e retomar coisas boas que se perderam pelo tempo. Percebi que eu preciso ouvir mais as pessoas para que elas sintam vontade de me ouvir e deixar um pouquinho de lado a minha urgência em ser compreendida primeiro. Vi que eu preciso ter calma para que isso aconteça. Que preciso reorganizar minha vida financeira que virou um fiasco desde um namoro destrutivo de anos atrás. Ou seja, eu preciso sair da posição de vítima que, sem querer, eu me coloquei devido às circunstâncias, e preciso tentar mais.
Torçam por mim, porque eu to torcendo bastante. Eu só quero companhia de quem eu goste, seja de que tipo for: amizade, amor, carinho, admiração, desde que seja verdadeiro. Eu quero ser plena. Eu não quero me sentir sozinha. Eu quero ser feliz!
Queria agradecer ao meu pai que me dá um colo quando eu preciso e que (por também ser uma bagunça), consegue me entender e me ajudar. Ao Guto, por ter me ajudado a tornar a viagem possível, por ter sido um ótimo anfitrião e um carinhoso ‘namorado’ de final de semana. À Ana, por ter se virado em 20, brigado com deus e o mundo pra conseguir me ver em Floripa e por ser uma amiga da porra. Ao Catú, à Luh, ao Tatato e a todo mundo que fez daquele final de semana, o mais incrível da minha vida! Eu nunca vou esquecer! Obrigada!
P.S.: Fotos do Twitters on Bar #ToBa clicadas pelo @maufotos
Eu tenho raiva de pivete que se acha o macho. Eu tenho raiva de gente que só quer ser o bom samaritano com discursos clichês. Eu tenho raiva de gente que faz críticas amaciadas com medo de gerar algum conflito. Eu tenho raiva de quem parece que é um programa de computador. Eu tenho raiva de quem faz sexo sem tesão. Eu tenho raiva de quem mente. Eu tenho raiva de quem engana. Eu tenho raiva de quem se vale da retórica pra disfarçar mentira com omissão. Eu tenho raiva de quem se acha o bonzão. Eu tenho raiva de quem é bacana só pra fazer com que as pessoas ‘se abram’ e ‘desabafem’ com ele. Eu tenho raiva de quem diz que é amigo e não é. Eu tenho raiva de quem dá carinho por obrigação. Eu tenho raiva de quem não tem coragem de ser quem é. Eu tenho raiva de quem é mal resolvido. Eu tenho raiva de quem quer ser perfeito. Eu tenho raiva de quem nunca pede desculpas. Eu tenho raiva de quem nunca admite um erro. Eu tenho raiva de quem fica em cima do muro. Eu tenho raiva de quem não dá a cara a tapa. Eu tenho raiva de quem é imaturo. Eu tenho raiva de quem fuma narguile e se acha incrivelmente fodão por isso. Eu tenho raiva de quem acha que toda pessoa do sexo oposto se sente atraído pelo seu ‘charme’. Eu tenho raiva de quem ri durante uma discussão. Eu tenho raiva de quem não arrisca. Eu tenho raiva de quem nunca se permite ousar. Eu tenho raiva de quem não se permite mudar. Eu tenho raiva de falsidade. Eu tenho raiva de quem não diz porque tá com raiva. Eu tenho raiva de joguinhos de sedução. Eu tenho raiva de quem enrola e não responde. Eu tenho raiva de quem se acha superior por ter uma vida ‘espiritual’ ou ‘religiosa’. Eu tenho raiva de quem diz uma coisa e age de outra. Eu tenho raiva de quem ‘gosta’ de todo mundo. Eu tenho raiva de quem não erra. Eu tenho raiva de quem pode, mas não responde SMS. Eu tenho raiva de cara que não liga no dia seguinte. Eu tenho raiva de cara que diz que gosta de voce e por trás diz o contrário. Eu tenho raiva de quem não chama pra tomar banho junto depois do sexo. Eu tenho raiva de quem não sabe admirar a beleza das pessoas. Eu tenho raiva de gente cult. Eu tenho raiva de quem diz nunca ter problemas. Eu tenho raiva de quem não reflete sobre sua religião. Eu tenho raiva de quem acha que a pessoa vai esquecer a mágoa com o tempo. Eu tenho raiva de quem não é sincero. Eu tenho raiva de quem faz barulho enquanto mastiga.
A raiva é negativa, mas é boa. Me mostra que eu existo, que eu sangro, que eu to viva, que eu não to alheia. Eu to aqui e só a morte me derruba. Eu tenho raiva de mim mesma por ter raiva de tudo isso, pq no final das contas, a humanidade se comporta desse jeito que tanto me desagrada e eu me sinto cada vez mais, fora deste planeta. Sou forasteira na própria existência que fui lançada. Vivo na esperança de encontrar pessoas e um lugar que me agrade e me aceite como sou. Às vezes acho que nasci na época errada, na espécie errada, no mundo errado. Eu tenho tanta raiva…
“I am terrifiedI think too muchI get emotionalWhen I drink too muchI buy every crime‘cause I don’t trustI am terrifiedI think too much…”
IAMX – I am Terrified
Pra quem não sabe, eu virei a maior azarada do mundo na vida amorosa. Nesses dois anos de solteira, eu consegui me deparar com os homens mais não namoráveis e alguns sequer comestíveis. Depois de muito tentar encontrar uma solução, porém, sem nenhum sucesso, concluí que só pode ser fruto de uma macumba das brabas! Hahahahaha! Como quem gosta de macumba é mulher e eu já fiquei com alguns homens comprometidos, gostaria de aproveitar o espaço pra pedir desculpas pra todas as namoradas/ficantes cujo bofe eu peguei, desde que ela se comprometa a desfazer o trabalho de macumba! Não dá pra ser feliz encalhada desse jeito. Minhas sinceras desculpas. Resolvi fazer esse post quando, depois de um dia de cão, totalmente revoltada por causa do meu estado civil, xingando muito no twitter, recebi essa poesia de um rapaz que eu fiquei no começo do mês de junho que até então mantém contato comigo. Ao ler a poesia vocês vão entender porque eu não saí mais com a criatura. Vou redigí-la na íntegra, sem cortes, com todos os erros de português inclusos. Ajeite-se na cadeira e ria da minha desgraça.
Os meus olhos viram um horizonte inalcancavel, vira algo inatingivel, inigualavel, meus olhos olharam e segaram de medo, meu olhar se colocou d juelhos e com reverencia ao q via deixou majestosamente bailar em minha frente, em um momento d nostalgia ao ficar perplexo diante o q via deixou-se envolver com o q nao sabia, ao olhar aqueles olhos q a minha frente estavam com a mente branca e apenas enxergando dois rubis a minha frente, despertou em meu peito um brilho adormecido onde apenas o nobre, esplendido, e colossal brilho desses rubis podem reviver o q nao mais existe. Meus olhos de rubi
Se a poesia fizesse sentido, ele escrevesse direito, soubesse que rubi é vermelho, morasse mais perto, fosse mais inteligente e falasse menos besteira no telefone, eu daria uma chance ao rapaz pq ele é bonitinho. Uma hora eu consigo… Me ajudem, okay?
Parece que todas as células do meu corpo, de repente, acordaram. Algumas estão sonolentas e receosas, com medo, me segurando e tentando me impedir. Outras, estão tão excitadas, acordadas, que praticamente alucinam em sensações e sentimentos que sequer existem. Minha mente sabe o que quer, só não sabe como conseguir, mas acredita que saber disso já é suficiente. Nesses últimos anos, tive que aprender a descartar sentimentos, fiquei extremamente exigente, expulsei com facilidade quem eu achasse que não me fazia bem (acabei expulsando todos), aprendi a ter relacionamentos casuais para satisfazer minhas necessidades e não me envolver emocionalmente ao fazer isso, parei de dar chances às pessoas, peguei suas palavras, suas ações e simplesmente desacreditei quando pareciam boas demais, e finalmente chegou ao ponto que ergui tantos muros que comecei a me sufocar. Estou sufocada! Toda essa autoproteção que me fez tão feliz nesses últimos anos está me matando. Sinto medo de sair da minha zona de conforto e nem sei ainda como retirar algumas armaduras que construí com tanta perícia, mas eu preciso fazer isso nem que seja pra errar e tomar como lição. Eu consigo viver sozinha, sou muito forte e tenho tudo que preciso dentro de mim, mas eu quero sim ter pessoas legais ao meu lado. Eu preciso acreditar que algumas pessoas são boas, que algumas realmente gostam de mim e estarão ao meu lado pra me ajudar, que posso contar com alguém e que quando eu estiver cansada, terei colo e carinho pra repor minhas energias. Eu ainda não acredito em nada disso, mas eu to tentando…
“I want something good to die for, to make it beautiful to live! I want a new mistake, lose is more than hesitate. Do you believe it in your head?”
Queens Of The Stone Age – Go With The Flow
Tenho que confessar: estou com medo. Estou com medo de gostar de você a ponto de não conseguir mais segurar as palavras na minha boca e acabar te confessando meu real desejo. Medo de, ao fazer isso, você não me querer mais. A verdade é que mesmo que eu ainda não sinta o que eu tanto tenho medo de sentir, eu já te quero pra mim. E quero pelo simples fato de você ser tão carinhoso, por me tratar tão bem, por eu sentir saudades suas e por você ser de um jeito que tanto me agrada. Como pode? Vejo tanta previsibilidade nos meus sentimentos, mas quando tento imaginar os teus, o medo só me deixa ver uma nuvem de dúvidas e de incertezas que tendem a se acertar pro lado que mais vai me machucar. No fim das contas, eu só posso te agradecer por ter devolvido a este corpo e coração (que pensei já estarem mortos), a capacidade de sentir algo de novo…
“My friends say I should play it cool, but that’s not my style…
If I lay down all my cards for you, would you think that’s wild?
Your love is got me going like you couldn’t imagine…”She Wants Revenge – Your Love
Quem me conhece, sabe que eu sou atéia convicta e sou praticamente desde criança. Uma vez apanhei da minha mãe porque ela me flagrou ‘discutindo com deus e jesus’ e dizendo que eu não acreditava em nada que ele falava e que eu sequer achava que ele existia de verdade. Estudei em escola de freiras quando era criança e depois fui pra uma escola meio católica onde a gente rezava em todos os eventos e toda segunda-feira de manhã. Já freqüentei igreja católica, igreja evangélica e até centro espírita, tudo por medo da minha mãe e também por vontade de agradar ela. Eu gostava da escola dominical porque tinha pipoca e refrigerante toda vez e participei do coral porque eu gostei da possibilidade de ser o centro das atenções.
Mas, só eu sei o que eu pensava e penso quando ouço todo esse blá blá blá religioso sobre a criação do universo, da vida, sobre as ‘verdades’ de onde viemos e para onde vamos, sobre a origem da diferença dos sexos e da variabilidade de espécies. Mas, este não é um post para eu dizer como eu penso ou sobre os motivos pelos quais eu sou atéia. Esse post é pra falar sobre a mania de tentar converter!
Se você acha que um judeu zumbi pode fazer você viver pra sempre se você simbolicamente comer da sua carne e telepaticamente dizer a ele que você o aceita na sua vida para que ele possa tirar as forças do mal da sua alma que está presente em toda humanidade porque uma mulher criada de uma costela foi convencida por uma cobra falante a comer uma maçã, tudo bem! Eu, Nathálya, não acredito e não fico por aí abordando pessoas na rua e dizendo a elas que eu acho que a Bíblia tá mais pra um livro legal de contos de fada feito Alice no País das Maravilhas do que para algo que seja a palavra de um suposto deus. Estou criticando apenas o cristianismo (e seus derivados: catolicismo, protestantismo etc) porque seus praticantes têm essa mania maldita de ficar querendo converter os outros. Se você vai pro céu, que bom, mas me deixe em paz!
Aí depois a galera faz piadinha com a religião da pessoa e a pessoa acha ruim e diz que é um desrespeito. Você sabe o que é desrespeito? Desrespeito é você estar depois de um longo dia de trabalho no ônibus voltando pra casa, torcendo para o trânsito não estar caótico e entrar um filho da puta gritando o tempo inteiro, pregando a bíblia e atrapalhando toda a dinâmica do ônibus. Desrespeito é você estar lendo seu livro em paz e uma pessoa azucrinar seu juízo dizendo que aquilo é obra do demônio, que você vai pro inferno e que você deveria ler a coisas lindas que deus escreveu. Particularmente, eu acho que quem fala isso NUNCA leu a Bíblia: é um livro de conflitos. Tem guerras, enchentes, sodomia, incesto, preconceito, segregação, sacrifícios, violência, pragas, sofrimento, dor, perdas, um deus revoltado, sádico e masoquista que cria um antagonista em forma de aliado que posteriormente vai atormentar a vida de seus ‘filhos’, um deus que brinca de testar seus ‘filhos’ com seu antagonista (vide historinha de Jó) somente pra preencher um ego narcisista, entre outras CENTENAS de coisas. Mas, tudo bem, né?
Me deixe em paz e pare de tentar me converter! Às vezes eu acho que rola um esquema de premiação nas igrejas: para cada ser humano que você converter, ganha um benefício no céu. Eu respeito sua opção religiosa, desde que ela fique longe de mim. No entanto, ateus, agnósticos, humanistas seculares, livres pensadores, evolucionistas etc, podem ficar bem pertinho, tá? (E, cliquem aqui que eu coloquei umas imagens engraçadinhas que eu achei na internet sobre religião! Mas não conta pra eles não! Shhhh!)
A Escolha do Psicólogo – Escrito por Paulo André Issa
Se você procura um dentista e não gosta do atendimento, o que você faz? Vai procurar um outro dentista ou continuar com dor de dente para o resto da vida? Provavelmente, vai procurar até encontrar um bom profissional.
Se você precisa de um cardiologista e ao ser atendido você não gostou da consulta ou não sentiu confiança no profissional, o que você faz? Provavelmente vai procurar um outro cardiologista.
Entretanto, muitas pessoas quando precisam de um psicólogo e ao buscarem ajuda não gostam do tratamento ou do profissional, acabam não querendo mais fazer o tratamento. Por que não procurar um outro psicológo para se tratar, se você continua precisando?
A escolha do psicólogo é uma tarefa ainda mais difícil que a busca por outros profissionais de saúde. Primeiramente, como as consultas são no mínimo uma vez por semana, você precisa se sentir bem de estar com aquela pessoa, ou seja, precisa ter empatia com o profissional. Mas como toda relação, nem sempre essa afinidade vai acontecer na primeira consulta. Então é necessário insistir, persistir para que aos poucos você conheça melhor aquela pessoa, seu jeito de trabalhar, seu profissionalismo e adquira confiança, respeito e até descobrir uma afinidade que nem sempre vai ficar tão clara nas primeiras consultas.
E se depois de muitas consultas, mesmo assim você não gostar do seu tratamento ou do profissional? Primeiro: Converse com ele sobre o que você não está gostando, isso vai ser bom para você e para ele também. Se após esta conversa as coisas não melhorarem, não desanime, não sinta-se culpado, você tem o direito de procurar outro profissional. Não fique com preguiça ou sem paciência de começar a contar sua história toda de novo desde o início. Cada vez que se conta uma história contamos de forma diferente e assim você pode lembrar de outros detalhes que você não havia comentado com o outro profissional.
Além disso, muita gente não sabe, mas existem várias técnicas diferentes de terapia, algumas delas são: cognitivo comportamental, psicanálise, gestalt, lacaniana, corporal, ludoterapia e outras. Você precisa pesquisar antes para saber qual o tipo é mais conveniente para o seu caso, converse com o próprio psicólogo sobre isso na primeira consulta, deixe bem claro o tipo de técnica que você procura e principalmente se informe a respeito da formação, especialização e experiência do profissional naquela técnica. Ou ainda se foi recomendado por um médico psiquiatra, peça a opinião dele sobre qual a técnica mais indicada para você.
Nos dias atuais a tendência é o psicólogo utilizar um pouco de cada técnica de acordo com a necessidade daquele momento do paciente. Porém em alguns casos é fundamental uma técnica específica. Vale lembrar que ter especialização, pós-graduação ou extensão em um determinado tipo de psicoterapia, não significa propriamente que a técnica está sendo bem utilizada e aplicada nas sessões, por isso a importância de se entender como funciona, para poder certificar se está sendo bem executada.
Fazer psicoterapia pode ser trabalhoso, ter que ir toda semana, encontrar o profissional certo, as vezes até mesmo pagar o tratamento e mais ainda, tocar em assuntos que nem sempre você gostaria de mexer naquela hora, mas que pode ser fundamental para o fim de seu sofrimento.
É importante ressaltar que na escolha de um profissional competente, você saiba que um bom psiquiatra não fala mal dos psicólogos e da terapia e ao mesmo tempo um bom psicólogo não fala mal dos médicos psiquiatras e dos remédios. Se o seu médico diz que psicoterapia não adianta nada, que é conversinha ou enrolação, mude imediatamente de psiquiatra. Se o seu psicólogo diz que os médicos só querem dopar você, te encher de remédio controlado ou te deixar dependente, troque imediatamente de psicólogo.
A saúde mental já luta para mostrar sua importância e salvar a vida das pessoas e não pode ser levada como um fanatismo religioso, charlatanismo, terrorismo, extremismo radical, como fazem alguns profissionais, na tentativa de se promover, polemizando com posições ideológicas e filosóficas, para conquistar notoriedade. Estes deveriam ser banidos por seus Conselhos e Òrgãos de Classe, por denegrirem a imagem da profissão e dificultarem que os psicólogos sejam valorizados, encarados com seriedade e alçados a uma das principais e mais importantes profissões que existem para o bem da humanidade.
As pesquisas científicas de credibilidade internacional apontam que os dois tipos de tratamento, conjuntamente, são fundamentais na maioria dos casos de doença, portanto estes profissionais que alimentam ¨rixas¨ entre classes, e emitem suas opiniões pessoais como verdades científicas, são antiéticos e mal preparados tecnicamente, não valorizando a ciência e as premissas mundialmente protocoladas para a saúde mental segundo a Organização Mundial de Saúde, maior autoridade em saúde no mundo.
A psicologia é uma das profissões mais difíceis do mundo, pois é preciso muita técnica e perícia para mexer delicadamente, com o infinito de propriedades do órgão mais complexo do corpo humano: O cérebro e a estrutura da mente humana.
O cérebro é o único órgão com uma terceira propriedade além da física e da química: O psicológico. E nesta coexistência, mexer com o psicológico é mexer com todo o corpo.
O cérebro é o regulador, o verdadeiro ¨centro de comando¨ de todos os sistemas e aparelhos do corpo, por esta razão é chamado de Sistema Nervoso ¨Central¨, suas inervações enviam comandos a todos os orgãos.
Portanto, este altíssimo grau de complexidade, faz com que não seja tarefa simples, achar um bom profissional.
Concluindo, a psicoterapia é um dos melhores, mais eficazes, sérios e importantes tratamentos em saúde de uma forma geral. Cuidar do corpo e dos orgãos sem cuidar da mente é perda de tempo. Grande parte das doenças que as pessoas vivem se tratando nos médicos, tem forte ligação com estresse emocional e quando ignora-se esta íntima relação do psicológico com o físico, o resultado é uma busca incessante pelos médicos e por uma cura que pode estar dentro de você mesmo, aparentemente invisível, escondido no infinito do seu cérebro.
Fonte: http://pauloandreissa.com/blog/2010/02/a-escolha-do-psicologo
O problema dela é pensar demais, observar demais. A ignorância pra ela, é algo ruim e que aprisiona, mas, secretamente, ela deseja um pouco mais de estupidez pra não perceber as coisas como elas realmente são. Depois de aprender lições valiosíssimas e se lançar ao mundo mais uma vez e mais uma vez sozinha (como sempre esteve desde que se entende por gente), ela começa a sentir o peso do fardo que carregou com tanta dificuldade por todos esses anos. Nunca foi fácil ter passado por tudo que passou sem palavras de motivação, sem ninguém dando força, sem carinho e sem alguém que a levantasse quando, cansada, caia ao chão. Ela mesma fez tudo por si mesma, e quando ela caia, era ela que levantava-se sozinha, machucada, que cuidava de suas feridas e dizia a si que ia passar. Passou.
Mas ela estaria mentindo novamente se dissesse que gosta de estar sozinha. Estar sozinha foi bom e foi útil para seu amadurecimento, pro desenvolvimento da sua independência, pra aprender a ter amor próprio, mas, chega! Ela tá cansada de aprender. Ela só queria parar um pouco, descansar, ter alguém com quem pudesse contar, com quem pudesse ter apoio, carinho e se sentir segura. Ela só queria alguém que com apenas um abraço, a fizesse chorar um rio de lágrimas e que com apenas um beijo, as fizesse sumir. Alguém que só com um olhar, a consolasse e que com um carinho, a acalmasse. Alguém que dissesse pra ela tudo que ela, no fundo, já sabe, só pra ela saber que ela é realmente tudo aquilo. Alguém que a tomasse nos braços quando ela caísse ao chão e que dissesse: “Descanse, eu vou cuidar das suas feridas”. Ela só quer alguém que seja tão especial quanto ela mesma. Ela merece, mas provavelmente nunca terá e morrerá sozinha como acontece com tantas outras pessoas também especiais. Paciência. Ajeite seu mundo nas costas e continue a caminhar.
Pessoas que não sabem resolver seus problemas ou lidar com seus sentimentos estão em todo lugar e é muito fácil identificá-las. Sabe aquela pessoa que quando tá estressado com alguma coisa vira ‘outra pessoa’? Briga, grita e esperneia por coisas inúteis, agride pessoas verbalmente sem motivo, sai jogando a xícara dentro da pia com força só porque não conseguiu abrir a garrafa de café (e se a xícara quebrar por causa de sua atitude, ainda reclama)? Aí você me fala: “Ué, mas não é normal agir assim quando tá irritado? Ele tem esse direito!”. Veja bem, existe um sutil diferença: todo mundo tem o direito de ficar com raiva do que for, a hora que for, pelo motivo que for; o que ninguém tem direito é de sair descontando sua ira nos outros.
Se você tá estressado, faça o que funcionar melhor pra você: foque no trabalho, saia pra dar uma volta, tome um banho relaxante, veja tv, leia um livro, assista um filme, faça exercícios ou simplesmente fique estressado na sua. Você, estressadinho, não é o centro do universo e muito menos a única pessoa com problemas no mundo. Não vou nem qualificar os problemas entre grandes ou pequenos porque este não é o ponto e não há mais ou menos direitos para a gravidade do problema. O fato é que todos os dias acontecem coisas que tem potencial de nos irritar, de nos deixar tristes e de nos deixar feliz. Você escolhe qual delas vai afetar a maior parte do seu dia e da sua vida.
Você não tem o direito de gritar com ninguém. Você não tem o direito de agredir ninguém (física ou verbalmente). Você não tem o direito de destruir um objeto só porque aquilo não funcionou como você gostaria. Você não tem o direito de sair procurando algum motivo pra reclamar de alguma coisa pra alguém pra saciar sua necessidade de parecer tão estressado. Você não tem o direito de colocar toda a responsabilidade das suas atitudes em uma doença ou condição mental. Você não tem o direito de estragar o dia de alguém, descontando neste, a sua frustração. Você não tem o direito de acordar ninguém com acusações e agressões porque você está em abstinência de reclamar da vida. Em resumo: você não tem o direito de prejudicar ninguém. Quem mais faz isso são pais e mãe, chefes, namorado e namorada, esposa e marido e eles, independentemente de seu papel social, continuam sem os direito supracitados.
Tá puto? Lide com isso! O que você faz, nessa freqüência doentia, machuca pessoas que gostam de você, destrói os bons sentimentos que você construiu com ela e cria mais problemas pra você resolver (ou pra continuar agindo feito um louco). Use essa ‘energia’ toda dentro de você da forma mais produtiva e menos destrutiva, se conheça e aprenda a se controlar, a resolver seus problemas e lidar com seus sentimentos. Saia da posição de vítima que tiraniza os outros e cuide da sua saúde mental para seu próprio bem e o das outras pessoas.
Sempre tem aquelas músicas que você ouve e fica pensando: “Que letra deprê! Nunca que eu quero me identificar com isso!”. Daí eu resolvi elencar algumas que forem aparecendo na minha playlist, esta é apenas a primeira parte, tomara que vocês nunca tenham se identificado com nenhuma delas:
- Basshunter – Now you’re gone
Essa é tipo o absurdo da fossa. O cara tá tão na merda que ele nem vê mais perspectiva nenhuma de felicidade na vida dele. Não sai de junto do telefone, não para de olhar pras fotos da mulher, imaginando se ela tá com saudade dele e prometendo sentir falta e pensar nela todos os dias pro resto da vida. O namoro dele provavelmente era terrível, ele super não dava valor pra menina, aí ela se arretou, acabou o relacionamento e somente então ele percebeu que gostava dela pra caramba. Tarde demais…
- Epitáfio – Titãs
Essa é aquela música de quando a pessoa chega em um momento da vida (não importa a idade) em que ela começa a fazer um balanço de todas as coisas que fez e acaba não se sentindo satisfeito. Aí lascou: ele percebe quantos amores deixou de viver, quantas amizades perdeu por besteira, quantas vezes deixou de se divertir pra fazer alguma coisa do trabalho que nem tinha tanta urgência assim, quantas vezes ele passou em frente aquele parque bonito e nunca parou pra sentar lá e ler um livro, quantas vezes ficou quebrando a cabeça num projeto que dava muito trabalho e nem era tão recompensador etc. Aí começa a ficar deprimido pensando se ainda dá tempo e, dependendo da pessoa, ou ela fica completamente deprimida e arrependida por tudo que não fez e por tudo que deixou de fazer ou então ela se motiva a levantar a bunda da cadeira e ir viver o que lhe resta do jeito que sempre quis.
No momento, só me veio essas duas na cabeça. Sugestões?





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