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	<title>Estava Pensando... &#187; Textos</title>
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	<description>Escrito por Nathálya Calina</description>
	<lastBuildDate>Sat, 04 Feb 2012 13:57:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Sobre o &#8216;militarismo&#8217; ateu</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 13:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estou pensando em escrever este texto há bastante tempo. Já comecei várias vezes, mas como encontro dificuldades em me expressar tão claramente quanto desejo, então decidir ir de uma vez e, caso necessário, ir modificando até ficar claro o &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2012/02/04/sobre-o-militarismo-ateu/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu estou pensando em escrever este texto há bastante tempo. Já comecei várias vezes, mas como encontro dificuldades em me expressar tão claramente quanto desejo, então decidir ir de uma vez e, caso necessário, ir modificando até ficar claro o suficiente. Dito isso, vamos lá&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Não é novidade pra ninguém que eu sou atéia desde que me entendo por gente. Em vários textos do blog já contei sobre como se deu essa construção da minha descrença que se deu por inúmeros motivos, porém todos eles oriundos de uma profunda reflexão sobre mim, o mundo e as religiões às quais fui apresentada. O ateísmo em si não é uma religião por motivos óbvios, mas ela se diferencia das demais religiões por outro fator importante: não há mandamentos universais, não há castigos, ameaças, não há uma opinião considerada &#8216;certa&#8217; ou &#8216;errada&#8217;. Deixe-me explicar melhor: eu não estou dizendo que os ateus (as pessoas) não tenham tais idéias, eu estou dizendo que o ateísmo (o conceito) por si só, não as &#8216;prega&#8217; como as demais religiões.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o que eu vejo que anda acontecendo é uma tentativa de unificação do ateísmo, uma tentativa de ditar o que é certo e errado para os ateus. E isso me incomoda profundamente. Vejam: o ateísmo por si só, o conceito, significa descrença em deus ou deuses, em força(s) soberana(s) que criou o universo. Nada mais. Nada menos. O ateísmo não prega igualdade dos direito femininos, não prega o direito igual aos homossexuais, não prega a extinção das religiões, nem nada disso. Quem assim o faz são ateus e não o ateísmo. Espero que tenha ficado clara a minha distinção. Vou tentar exemplificar melhor: eu, Nathálya, atéia, sou a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres, sou a favor da união entre homossexuais, mas eu sou a favor de tudo isso por minhas próprias convicções e não porque alguma instituição me disse para ser. O ateu não deve responder à nenhuma instituição religiosa, não há nenhum livro como a bíblia no ateísmo, não há um líder como o Papa no ateísmo, não há um poder soberano que dite o que deve ou não ser feito por um ateu. Ele é um ser humano livre e que usará de sua ética e moral apreendidas em sua educação civil, acadêmica e familiar para elaborar suas próprias convicções.</p>
<p style="text-align: justify;">Há ateus que são a favor da extinção das religiões. Há ateus que são contra a extinção das religiões, que acreditam que cada um deve ser livre para escolher o que melhor lhe preencher. Da mesma forma, há evangélicos contra a união homossexual e há evangélicos que não vêem nada demais. Há católicos que viram na Inquisição uma necessidade, há católicos que acharam aquilo uma barbárie. Há muçulmanos que concordam com as guerras santas, há muçulmanos que querem a paz. Veja, mesmo nas religiões onde encontramos um livro sagrado e um líder, temos uma variedade imensa de pensamentos e opiniões. O mesmo (salvo as devidas diferenças, óbvio) ocorre no ateísmo. E, como eu disse, estou vendo acontecer ultimamente uma tentativa de unificar o pensamento ateu e acho que isso é, no mínimo um absurdo e uma distorção do conceito do termo ateísmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não respondo à um líder, eu não concordo com tudo que um ateu diz, eu não concordo com tudo que um autor de livros que seja ateu diz. Eu sou um ser humano livre que entende que a vida é um acontecimento raro e maravilhoso e que a cada dia avançamos mais na compreensão do universo e tudo que há nele. Eu não acho que as religiões devam ser extintas e reconheço a importância delas no começo da humanidade, pois foi a partir das verdades infundadas das religiões que surgiu a ciência para tentar comprovar/incomprovar e explicar. Discordo de 99% das palavras religiosas, mas não tiro o direito de elas existirem desde que saibam respeitar minha descrença. Não saio por aí tentando &#8216;converter&#8217; crentes, mas me deixo disponível caso alguém queira saber mais sobre minha descrença. E isso entra em outro ponto que eu gostaria de falar: a conversão ateísta.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em um país religioso e eu me lembro de quando eu era criança, ter vindo a seguinte pergunta numa tarefa de casa: &#8220;qual a sua religião?&#8221;. Eu não fazia a menor idéia e perguntei à minha mãe: &#8220;qual a minha religião?&#8221;. E ela disse: &#8220;católica&#8221;. E foi assim que eu coloquei na minha tarefa e era assim que eu respondia quando me perguntavam mesmo sem ter idéia do que ser católica significava, mesmo sem saber que haviam outras religiões, mesmo sem saber de nada dos detalhes. O tempo vai passando, a gente vai conhecendo mais as coisas e começa a questionar sobre a veracidade delas e o sentido delas em nossa vida. Bem resumidamente, foi a partir disso que cheguei à conclusão que deus não existe e que não há nenhum motivo para temer inferno ou almejar o céu, que minha vida é um evento único e raro e que devo fazer o melhor possível para ser feliz e fazer o bem enquanto eu existir.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que eu venho observando uma tentativa por parte de alguns ateus de convencer religiosos sobre a inexistência de deus. O que antes acontecia entre uma conversa de ateus para compartilhar suas convicções, agora virou argumento de conversão. E eu já vi em páginas de ateísmo depoimentos emocionados de pessoas que se converteram ao ateísmo e agora estão felizes. Isso te lembra alguma coisa? Claro que lembra. O mesmo papo acontece naqueles programas evangélicos que passam de madrugada. Eu acho isso simplesmente ultrajante. Você está interferindo na liberdade de pensamento de alguém e plantando suas idéias nele. O ateísmo deve ser uma descoberta livre, autônoma, que leva tempo e reflexão, e não uma arma de conversão. Inserir a idéia do ateísmo em uma pessoa que não buscou isso por si só, que não se questionava sobre as coisas é tolher sua liberdade de pensamento, é lavagem cerebral igual àquela das religiões, é errado (ao meu ver).</p>
<p style="text-align: justify;">Adoro conversar com meu namorado, que também é ateu, sobre as incoerências religiosas, sobre as inconsistências, sobre as &#8216;provas&#8217; que eles mesmos dão. Os DOIS são ateus e estamos compartilhando nossa descrença. Nem eu, nem ele chegamos pros nossos amigos religiosos e começamos a relatar as incoerências bíblicas e nem tentar converter ninguém. Quando um religioso vem debater comigo, geralmente eu mostro pra ele porque aquele argumento não faz sentido pra mim, mas não fico tentando provar que ele está &#8216;errado&#8217; ou que eu estou &#8216;certa&#8217;. Eu falo sobre minhas convicções e porque elas fazem sentido pra mim ao invés das dele. Religião é dogma, dogma é inquestionável, e ainda tem gente que se surpreende com declaração do papa! Ele tá fazendo o papel dele enquanto representante daquela instituição religiosa. Enfim, comecei a fugir do assunto,  então: resumindo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Sou atéia, sou muito feliz por ser atéia, discordo imensamente do que pregam as religiões, não saio por aí convertendo ninguém pro ateísmo, não acho que deva existir entidades ateístas com o objetivo de &#8216;pregar&#8217; o ateísmo, não gosto desse militarismo ateu que está ocorrendo recentemente pela internet, infelizmente percebo que o ateísmo virou moda pra muitos adolescentes revoltados que sequer sabem do que estão falando e que sequer refletiram sobre a existência ou inexistência de deus e, por fim, acredito que as entidades ateístas existentes devam lutar pelo respeito entre religiões, expansão de programas científicos, incentivo à educação, apoio à ateus que sofrem socialmente e familiarmente com sua descrença,  ajudar pessoas com necessidades (já que não existe nenhum deus que vai ajudá-las, apenas humanos) ao invés de tentar converter gente por aí. É isso.</p>
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		<title>Rotina para que?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 12:08:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[O tempo todo ouvimos as pessoas falarem do quanto é bom sair da rotina, que rotina só deixa a gente estressado e tal. Eu sou uma pessoa que nunca tive uma rotina. Desde criança, nunca tive hora pra estudar, pra &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2012/01/23/rotina-para-que/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O tempo todo ouvimos as pessoas falarem do quanto é bom sair da rotina, que rotina só deixa a gente estressado e tal. Eu sou uma pessoa que nunca tive uma rotina. Desde criança, nunca tive hora pra estudar, pra comer, pra brincar e isso me ajudou e me prejudicou de várias formas.</p>
<p style="text-align: justify;">Me prejudicou no sentido que eu sinto dificuldade em estabelecer um horário pra cumprir minhas coisas do dia a dia. Fica aquela coisa de: &#8220;eu posso fazer depois, então depois eu faço&#8221;. Procrastinação master! Eu também acho que sou mais preguiçosa que o normal por causa disso, depois da menstruação então que minha capacidade de concentração cai vertiginosamente, é uma tortura conseguir dar conta das minhas atividades. Ai quando eu dou conta, to cansa<span style="color: #444444; line-height: 23px;">da porque virei a madrugada estudando ou algo do tipo e no outro dia eu tô uma pilha e acabo dando patada em alguém, daí arranjo um problema de graça.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Sobre em que me ajudou, posso citar três coisas: responsabilidade, perfeccionismo e trabalhar bem sob pressão. Responsabilidade porque mesmo que eu decida fazer o que tenho que fazer faltando poucas horas pra entregar, eu nunca deixo de fazer e quando eu opto por não fazer, arco com as consequências numa boa. Eu não sei se a falta de rotina me deixou perfeccionista ou se eu já era e isso me ajudou na falta de rotina (vou até pensar sobre isso depois). Mas, pelo fato de eu ser perfeccionista isso me ajudou, pois mesmo faltando apenas poucas horas pra entregar algo, eu nunca entrego nada seboso. Fico angustiada só de imaginar em colocar meu nome em um trabalho ruim. Novamente: nas vezes que eu não tinha condições de fazer um bom trabalho, entreguei um razoável e arquei com as consequências disto. To repetindo isso porque muita gente gosta de dar uma de doida: tem um prazo enorme e só decide fazer o trabalho de última hora, faz uma merda e vai chorar pro professor/chefe pedindo prazo, reclamando da nota e inventando desculpas. Eu sou sincera comigo mesma. Por último, mas não menos importante, aprendi a trabalhar sob pressão. Só eu sei o que é lutar contra o relógio e começar de meia noite um trabalho que você vai entregar no outro dia de manhã, contendo 22 páginas e tirar 10. Sou Ph.D nisso. Sério. Tem trabalhos que, dependendo da complexidade, eu choro, desisto umas 20 vezes, mas entre um choro e uma &#8216;desistida&#8217; sento a bunda na cadeira e faço, o  trabalho fica épico e eu tiro uma nota excelente.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem um ditado que diz: &#8216;em time que tá ganhando não se mexe&#8217;. Eu discordo pra caramba dele. Ora, veja bem, se um time está ganhando, existem outros times perdendo, esses outros times vão mudar suas táticas pra ganhar do time vencedor, então é só uma questão de tempo para o time adversário encontrar uma boa tática para derrotá-lo. Pra mim, &#8216;em time que tá ganhando, deve se aperfeiçoar para contra ataques&#8217;. Né verdade? Faz sentido o que eu to falando, analisa direitinho: é muito cômodo ficar de boa só porque &#8216;o time tá ganhando&#8217;. Enfim, mas porque eu to fazendo essa viagem toda? Pra dizer que mesmo que eu não tenha rotina, faça as coisas na hora que eu quero, consiga obter excelentes resultados, mesmo assim, eu preciso de uma rotina.</p>
<p style="text-align: justify;">À medida que o tempo passa, a quantidade de responsabilidades vão aumentando. Se eu não conseguir manter uma rotina básica, eu tô lascada pra conseguir dar conta de tudo lá na frente por mais que eu trabalhe bem sob pressão, seja perfeccionista e me responsabilize. Vai ser difícil pra caramba me disciplinar sozinha esse semestre, mas preciso tentar. Sinto que eu vou aprender mais (disciplina, principalmente pq eu sou uma rebelde kkkkk) e também aprender mais na faculdade se eu tiver um horário fixo pra estudar em casa. Ou seja: acho que manter uma rotina que tenha como objetivo <span style="color: #444444; line-height: 23px;">fazer você render o seu melhor durante o dia ao invés de simplesmente </span>cumprir de tarefas, é super benéfica.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a gente faz assim: eu começo a fazer uma rotina pra ser melhor em minhas responsabilidades e aprender a me disciplinar, e vocês tentam ser menos escravos dela e buscam fazer pequenas modificações pra serem melhores e render mais. Combinado? :)</p>
<p style="text-align: justify;">P.S.: A cada texto nesse estilo, eu fico me sentindo uma cronista. Fico imaginando como seria se eu realmente fosse uma. Acho que eu ia ter dificuldade de me tirar um pouco das histórias, porque eu escrevo muito³ pessoalmente. Enfim, isso é assunto pra outra reflexão e outro texto!</p>
<p style="text-align: justify;">Um beijo! :*</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 570px"><a href="http://i.imgur.com/OarsZ.jpg"><img src="http://i.imgur.com/OarsZ.jpg" alt="" width="560" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Eu sei que a rotina pode te deixar louco, mas não deixe ela te matar! Tente fazê-la extrair o seu melhor e fuja dela de vez em quando! :)</p></div>
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		<title>Desabafo de 2 minutos</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 17:28:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes penso que não vale a pena. Eu sempre perdoo as merdas de todo mundo, dou nova chance, uma folha em branco, mas na hora que preciso de perdão, cadê? Na hora que eu erro, cadê que alguém se &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2012/01/13/desabafo-de-2-minutos/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://mrg.bz/woPA6B" alt="" width="620" height="413" /></p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes penso que não vale a pena. Eu sempre perdoo as merdas de todo mundo, dou nova chance, uma folha em branco, mas na hora que preciso de perdão, cadê? Na hora que eu erro, cadê que alguém se compadece? Na hora que eu to mal, cadê que alguém aparece? As vezes fico puta porque eu sei que as coisas que eu perdoo, outras pessoas não perdoariam e que as pessoas que eu estou perdoando, não me perdoariam se eu tivesse feito a mesma coisa com elas. Às vezes dá vontade mesmo de virar uma pedra de gelo, voltar a usar minhas 13128931 armaduras e ligar o &#8216;foda-se&#8217;, mas eu sou muito burra. Quando eu ficar mais inteligente, quem sabe?</p>
<p style="text-align: justify;">P.S.: Postei isso ontem no Facebook antes de dormir, mas queria deixar registrado aqui também. :)</p>
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		<title>Lembranças, amizades e erros</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 12:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje eu me toquei de uma coisa importante: lembranças boas são aquelas que ficam mesmo quando a amizade se distancia ou até mesmo acaba por causa de briga. Quando você consegue olhar pra trás e sorrir lembrando do quanto foi &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2012/01/04/lembrancas-amizades-e-erros/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2725" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2012/01/005.jpg"><img class="size-large wp-image-2725" title="005" src="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2012/01/005-1024x699.jpg" alt="" width="500" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Só falta Gabriella Andrade, que tava tirando a foto! Hahahaha &lt;3</p></div>
<p style="text-align: justify;">Hoje eu me toquei de uma coisa importante: lembranças boas são aquelas que ficam mesmo quando a amizade se distancia ou até mesmo acaba por causa de briga. Quando você consegue olhar pra trás e sorrir lembrando do quanto foi bom, acho que chega o momento que você tem que pensar se vale a pena deixar aquelas pessoas no passado por coisas que você nem lembra mais, ou se vale a pena tentar amenizar as coisas e tentar trazê-las para o seu presente para pelo menos manter por perto quem um dia te deu uma amizade tão bacana.</p>
<p style="text-align: justify;">Ontem uma amiga do tempo de escola veio aqui em casa e a gente conversou bastante e eu relembrei de como era bacana amizade que eu tinha com ela e com algumas outras pessoas &#8216;do grupinho&#8217;. A gente mudou tanto, a gente cresceu tanto! Dá até orgulho de ter feito parte do passado deles. Então eu lembrei de dois amigos que eu não tinha mais contato. Um, por distanciamento mesmo e complicações da vida dele que acabaram deixando mais difícil o acesso e o contato e, o outro, por uma briga feia que tivemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi quando eu comecei a colocar as coisas na balança e vi que mesmo que o erro não tenha sido todo meu, mesmo que a gente tenha sido infantil e bobo, mesmo que o distanciamento tenha sido grande, valia a pena tentar resgatar pelo menos um contato. E foi o que eu tentei fazer. Resgatei o contato com o amigo que eu tinha me distanciado e tá sendo ótimo! É engraçado como ele ainda me trata do mesmo jeito de quando a gente &#8216;se separou&#8217;. A mesma intimidade e o mesmo carinho. É como se nada tivesse acontecido e eu acho isso simplesmente fantástico!</p>
<p style="text-align: justify;">Já com o outro amigo, não tive a mesma sorte. Liguei pra ele e o &#8216;ah&#8217; que ele soltou quando eu disse que era eu no telefone foi como uma facada em mim. Ele tava super frio e chateado, mas eu fiz minha parte. Ele lembrava de detalhes da briga, de coisas que nem eu lembrava, sinal do quanto isso machucou ele. Fiquei arrasada. Eu disse o que eu tava sentindo, que a amizade da gente era foda e que mesmo com a tonelada de erros que haviam sido cometidos, eu achava que valia a pena retomar pelo menos um contato. Pedi desculpas por tê-lo magoado e ele disse que me desculpava, deixei nas mãos dele a escolha de voltar ou não ter um contato comigo e desliguei. Espero que ele fique com essa ligação na cabeça e consiga superar o que houve. Ia ser muito bom poder pelo menos ter contato com ele de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">É feito um ex namorado meu que a gente se conhece desde crianças/pré adolescentes. Quando a gente namorava, as brigas eram caóticas e ultrapassavam todos os limites. Mas a amizade da gente sempre tinha sido ótima e a gente construiu monte de histórias boas, engraçadas e até mesmo bizarras. Resultado: hoje em dia continuamos bons amigos, temos carinho e respeito pelo outro e damos risada das merdas que a gente fazia. Acho que isso sim é bacana e isso sim é &#8216;ser maduro&#8217;. É saber olhar pra trás e ver que houve merda pra caralho e coisa boa pra caralho. Conseguir separar as coisas, aprender com os erros, respeitar aquela pessoa e ter uma amizade bacana apesar de todos os pesares.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe porque isso é importante? Porque cada um e nós é completamente diferente um do outro, então é difícil encontrar pessoas que se pareçam conosco ou que saibam respeitar (de verdade) nosso jeito de ser. Amigos são raros pra caramba! Pessoas de coração bom são mais raras ainda. A maioria das pessoas só pensa em formas de prejudicar outras pessoas pra conseguir sair por cima e isso é nojento.  Então eu acho que vale mais do que a pena colocar o orgulho de lado, ter coragem de retomar um contato, de pedir desculpas, de desculpar e de tentar de novo continuar aquela amizade bacana.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu tentei, não sei se eu vou conseguir, mas espero que sim. :) Espero também ter calma e sabedoria para não colocar a perder as amizades que já tenho para não precisar fazer isso de novo mais na frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Boa sorte para todos nós!</p>
<p style="text-align: justify;">Um beijo! :*</p>
<p style="text-align: justify;">P.S.: Eu sei que esqueci de fazer o texto com as resoluções de ano novo, mas é porque eu sou assim esquecida mesmo! KKKKKK Eu fiz um cronograma, na verdade, mas ficaria ruim de postar aqui, então eu fiquei de pegar o cronograma e fazer um texto a partir dele, mas acabei esquecendo. Se vocês ainda quiserem, eu faço!</p>
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		<title>Sobre o meu 2011</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 15:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que um ano está terminando, gosto de pensar um pouco sobre o que aconteceu, sobre as coisas que eu fiz, sobre as mudanças que aconteceram em mim e na minha vida. Este texto é um resumo das minhas conclusões &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/12/23/sobre-o-meu-2011/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sempre que um ano está terminando, gosto de pensar um pouco sobre o que aconteceu, sobre as coisas que eu fiz, sobre as mudanças que aconteceram em mim e na minha vida. Este texto é um resumo das minhas conclusões &#8211; tá bem grande porque, infelizmente, ainda não adquiri boas habilidades de síntese. kkkkkkkkk</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros meses de 2011 eu poderia dizer que eu continuei praticamente a mesma pessoa de 2010. Ainda com os mesmos padrões, pensamentos, atitudes, círculo de amigos, coisa e tal. Eu tinha recomeçado o curso de Psicologia por conta da mudança de metodologia da faculdade. Estava, de novo, no primeiro período. Tentei dar o meu melhor nos estudos, mas problemas de relacionamento com as pessoas do curso e problemas constantes em casa me deixaram sem vontade de tentar melhorar neste aspecto. Concluí o semestre com notas boas, mas ainda assim, abaixo do que eu gostaria de ter tido. Muitas pessoas da faculdade se afastaram de mim, inventaram um monte de coisa ao meu respeito, fui mal interpretada em dezenas de situações. Definitivamente não foi um bom semestre no quesito &#8216;relações pessoais com os colegas de curso&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em julho, meu mundo virou de pernas pro ar. Consegui um emprego e estava participando de um treinamento que decidiria se eu conseguiria ou não a vaga. Eu estava louca pra conseguir, dando o meu melhor, pois então eu finalmente conseguiria pagar minha faculdade. No aperto, mas conseguiria. Eis que algo terrível aconteceu: eu e meu namorado fomos assaltados e perdemos tudo. <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/07/06/eu-e-meu-namorado-fomos-assaltados-e-perdemos-tudo/" target="_blank">Eu falei sobre isso neste post</a> e foi uma experiência horrível pra mim. Eu chorei todos os dias durante muito tempo, demorei meses até ter coragem de sair de casa à noite de ônibus. Eu me sentia culpada, achava que deveria ter reagido,  pois tinha muita coisa em jogo, entre outros pensamentos e sentimentos confusos. Só de lembrar ao escrever esse texto, já começo a chorar de novo. Foi horrível pra mim. A sensação de impotência, de perder tudo que você estava conquistando, foi realmente frustrante e eu não gostaria de passar por isso de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">No outro dia, tive que acordar cedo e fazer algo que me parecia impossível: ir ao treinamento e fazer simulação de vendas. Pra fazer uma simulação, você precisa estar no mínimo bem humorado, atento às necessidades do cliente e calmo para conseguir negociar. Quando eu acordei pela manhã eu estava tudo, menos isso. Fiquei o tempo todo andando de um lado pro outro no quarto e chorando por não me achar capaz de conseguir fazer o treinamento. Meu namorado, Filipe, me ajudou muito, me deu carinho e amor para que eu pudesse me acalmar e pensar melhor. Juntei um pouquinho de força que eu nem sabia que tinha naquele dia e fui pro treinamento. Coloquei o que aconteceu em uma caixinha dentro do meu cérebro e guardei lá no fundo. Fui ótima no restante do treinamento e, dois dias depois, consegui a vaga.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois veio o meu aniversário e o do meu namorado (fazemos aniversário no mesmo dia, não é incrível?) e comemoramos num restaurante com alguns amigos. Foi bem legal e eu estava muito feliz por poder comemorar! Havia três anos que eu não fazia nada no meu aniversário. Depois vieram mais problemas familiares. Problemas familiares permearam 2011 inteiro, incrível como não tive sossego nenhum mês! Foi difícil pra mim lidar com os sentimentos que eram trazidos com essa questão familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida, a bomba: a faculdade teria aulas quarta à tarde e as aulas do sábado passaram a ser obrigatórias. Eu trabalhava das 13:30 às 21:30 de segunda a sábado. Eu precisava fazer uma escolha. E fiz. Foi difícil pra caralho, mas larguei o emprego. Até tomar a decisão de largar, fui tomada por uma variedade de sentimentos, entre eles, a sensação de fracasso. Até que percebi que, ao contrário, eu estaria sendo forte ao largar o emprego, pois estava escolhendo continuar o meu curso, apesar de todas as dificuldades. Depois de um tempo da minha demissão, eu achei ótimo ter feito isso. O dinheiro era pouco, carga horária pesada, o trabalho em si era cansativo pra cacete, eu tinha que ouvir merda o dia inteiro, me atrasava 10 minutos e ouvia sermão, acumulei mais de 5 horas extras em menos de 1 mês de emprego e teve dia que eu larguei de dez e pouca da noite, entre outros problemas da função em si que nem vale a pena citar. Quando olho pra trás, vejo que fiz uma excelente escolha e fico orgulhosa da minha coragem porque sei o quanto foi difícil conseguir aquele emprego e como foi difícil largá-lo. Uma coisa muito boa que esse emprego me trouxe foi que eu senti que eu aprendi a me comunicar melhor. E isso se refletiu no segundo semestre de 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu passei pouco mais de três meses bem deprimida. O assalto tinha me abalado, ter que largar o emprego não foi fácil pra mim, meu namoro não estava indo tão bem, amigos não existiam e eu não tinha mais paixão pelos estudos (mas eu estava conseguindo manter meu padrão de notas e, de fato, eu tirei notas infinitamente melhores que o primeiro semestre). Foi um período bem complicado pra mim e, novamente, eu tinha forças não sei de onde pra continuar lutando pelo meu namoro e pelo meu estudo. Eu lutei sozinha essas batalhas e consegui vencer. Tive um saldo bastante positivo de tudo isso, pois meu namorado amadureceu de uma forma incrível e se tornou um parceiro maravilhoso pra mim. Hoje em dia sei que, quando estiver cansada, posso dividir com ele o peso do mundo que carrego nas costas. É muito bom finalmente sentir que não estou mais sozinha. Sobre a faculdade, consegui elevar minhas notas a um nível muito bom, conseguindo ter várias médias 9, quando antes eu só ficava na linha dos 7 e 8.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos poucos, fui consertando e melhorando minhas relações pessoais na faculdade. Tive mais calma, menos pressa e soube me expressar melhor e com menos agressividade (eu não tinha a intenção de ser agressiva, mas sempre interpretavam que eu estava sendo), mas sempre deixando bem claro o meu ponto de vista. Acho que isso foi um aprendizado oriundo tanto do treinamento do emprego, quanto dos problemas que eu estava enfrentando no namoro. Sei que ainda não me comunico perfeitamente, mas a melhora obtida é digna de comemoração. :) Ainda sou muito mal interpretada e julgada erroneamente, mas eu acredito que faz parte. Nenhuma comunicação é perfeita. Você não tem como controlar como alguém vai receber e interpretar suas palavras. Você faz sua parte, o resto são variáveis que não se pode prever ou controlar.</p>
<p style="text-align: justify;">Encerro o ano com uma sensação boa. De alívio. De satisfação. Mais um ano em que eu evoluí muito enquanto pessoa. Mais um ano do autoconhecimento que eu tanto busco e luto para obter. Um ano em que eu encerro pela primeira vez na minha vida tendo a certeza de que não estou mais sozinha. Mais um ano em que eu provei pra mim mesma o quanto eu sou forte. O mundo inteiro pode se acabar, mas eu tenho à mim. Ter a si e ter a força em si, é a melhor coisa do mundo. É o que me manteve de pé nas várias fases difíceis da minha vida e foi o que me fez sair, sozinha, do fundo dos vários poços que já estive. E eu ainda tenho a sorte de poder, pela primeira vez, contar com um reforço!</p>
<p style="text-align: justify;">Querido 2011, obrigada pelas alegrias, obrigada pelas tristezas, obrigada principalmente pelas oportunidades de aprender a ser alguém melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Querido 2012, estou ansiosa para descobrir por onde minhas escolhas irão me levar! Espero que 2012 me traga a calmaria após a tempestade e que eu possa aprender e evoluir muito mais! Espero ser capaz de melhorar meus defeitos, aprimorar minhas qualidades, me conhecer ainda melhor, ter ainda mais força, fazer mais amigos verdadeiros, amar mais, ter mais paciência e continuar tendo a capacidade de me afastar de tudo e de todos que me fazem ou querem me fazer o mal.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso, pessoal! Um beijo, obrigada por serem leitores fiéis do blog, apesar de eu ser uma escritora tão fuleira! kkkkkkkk Um ótimo fim de ano para todos vocês e um excelente 2012!</p>
<p style="text-align: justify;">P.S.: Tentarei voltar em breve pra escrever algumas resoluções de 2012!</p>
<p><a href="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/12/388522_203503579735357_100002271496387_437581_1071313842_n.jpg"><img src="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/12/388522_203503579735357_100002271496387_437581_1071313842_n.jpg" alt="" title="388522_203503579735357_100002271496387_437581_1071313842_n" width="511" height="538" class="aligncenter size-full wp-image-2719" /></a></p>
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		<title>Tudo é maravilhoso, mas ninguém está feliz</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 10:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Me deparei com esse vídeo mês passado e me identifiquei pra caramba, tanto nas partes em que eu realmente aprecio as coisas, quanto nas partes em que eu não as aprecio. Infelizmente, não achei o vídeo legendado pra ajudar os &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/12/20/tudo-e-maravilhoso-mas-ninguem-esta-feliz/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Me deparei com esse vídeo mês passado e me identifiquei pra caramba, tanto nas partes em que eu realmente aprecio as coisas, quanto nas partes em que eu não as aprecio. Infelizmente, não achei o vídeo legendado pra ajudar os leitores que não sabem falar inglês, mas quem souber um pouquinho, vai conseguir entender pq a linguagem é bem simples. :)</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/8r1CZTLk-Gk" frameborder="0" width="480" height="360"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Eu cheguei a pegar esse telefone que ele falou, o chamado telefone de disco. Tinha um muito lindo na casa da minha bisavó e eu adorava ficar girando e ouvindo o barulhinho que ele fazia. Eu lembro também da forma antiga de usar cartão de crédito em que tinha que usar aquelas folhinhas com carbono e passar aquela maquininha de pressão pra &#8216;imprimir&#8217; as informações do cartão e tal. MELDELS, as coisas realmente eram muito trabalhosas e nossa vida ficou de fato muito mais fácil nos últimos anos!</p>
<p style="text-align: justify;">A gente fica irritado quando o computador leva segundos a mais para carregar uma página e eu lembro de quando eu demorava pelo menos 3 minutos (em um dia de sorte) para conseguir apenas me conectar na internet discada (aquela que a gente esperava dar meia noite pra pagar apenas um pulso). Eu acho engraçado como a maioria das pessoas não gostam de voar de avião. Eu acho o máximo! Sempre peço o assento da janela pra ficar olhando a decolagem, as nuvens, a paisagem, a aterrissagem, ficar nervosa com o barulho do avião freando e achando que ele vai passar direto, etc. Sei lá, me dá um frio na barriga tão gostoso, é aquela coisa de: &#8220;pqp véio eu to voando manolo! dorgas rairairairairia&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, tudo isso pra a gente pensar: porra, a vida tá mais fácil. Apesar das dificuldades que surgem a cada dia, surgem também facilidades. Eu não preciso sair da minha casa pra pagar conta, faço tudo pelo computador. Qdo to sem crédito pra falar com meu namorado, mando DM e ele recebe em SMS pelo celular por causa da parceria da TIM com o Twitter. Falo com meus amigos da Alemanha e Suécia em tempo real. Isso tudo e muito mais é fantástico e eu os aprecio, mas ao mesmo tempo, não dou valor à outras coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho uma praia praticamente na frente da minha casa e a última vez que eu fui, foi há 2 meses atrás. Tenho colegas que moram super perto de mim, mas que mal os vejo. Há 4 meses tem um cheque (modesto, mas ainda assim) do meu antigo emprego com minhas comissões que eu ainda não fui pegar pq o bairro é distante e eu não tenho carro, só dá pra ir de ônibus. Ah, eles também ainda estão com a minha carteira de trabalho. Vivo adiando coisas por preguiça. Me alimento mal a maior parte do tempo também por preguiça. Não estudo o quanto gostaria também por preguiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, o que eu quero dizer é que muitas facilidades eu consigo dar o devido valor, mas outras acabam passando desapercebidas. Eu conheço pessoas que são tão mal agradecidas com o que têm que chega a dar pena. Mês passado mesmo eu presenciei uma cena lamentável: aniversário da pessoa, ela chega em casa e lá está um bolo, vela, salgadinhos e doces e todo mundo grita: &#8220;surpresa! Feliz aniversário&#8221;. Sabe o que essa pessoa fez? Não sorriu, não agradeceu, não abraçou ninguém. Apenas disse: &#8220;ah mãe, não acredito que você gastou dinheiro com isso, com esse dinheiro que tu gastou, devia ter me levado pra comer fora hoje&#8221;. A cena foi tão lamentável que eu fui embora.</p>
<p style="text-align: justify;">Você precisa parar pra pensar nas coisas e colocar prioridades na sua vida. Então, para cacete. Para agora e pensa: o que é importante pra você? O que é e/ou quem te faz feliz? Você está dando o devido valor a quem é importante pra você? Você anda priorizando coisas menos importantes e deixando de lado coisas e pessoas importantes? Você está se afastando de algumas pessoas pelos motivos certos? Você está se aproximando de algumas pessoas pelos motivos certos também? Qual o balanço maduro que você faz do ano de 2011? O que foi positivo? O que foi negativo? O que você espera de 2012? O que você espera fazer por você e pelos outros no ano de 2012? Você está indo atrás do que você quer? Você está sabendo dizer &#8216;não&#8217; e afastar o que não te faz bem? Você está ajudando os outros? Você está tentando controlar seus impulsos, sua raiva, seus sentimentos e ser alguém mais gentil ou tá descontando tudo em cima de todo mundo?</p>
<p style="text-align: justify;">Essas foram apenas algumas perguntas que eu pensei num intervalo de 10 minutos enquanto escrevi este texto. Tente respondê-las. Não com pressa, não formalmente. Apenas tente respondê-las. Pense. Reflita. Eu sei que o mundo não é &#8216;todo maravilhoso&#8217; como o comediante do vídeo fala, mas tem cada coisa incrível! Tem pessoas que valem a pena! Pensa nisso, nem que seja pra discordar de mim, mas pense a respeito. :)</p>
<p style="text-align: justify;">Vou tentar fazer um post até o final do ano com uma retrospectiva do ano de 2011, respondendo algumas destas perguntas e talvez até outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Beijo grande! Até a próxima!</p>
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		<title>Delírio ou lembrança?</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 03:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[É engraçado/trágico como pessoas que eram tão significantes pra você na sua infância/adolescência acabam se afastando de uma forma tão grande que você só lembra daquele sentimento bom e gostoso que você nutria por elas como algo super distante e &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/11/29/delirio-ou-lembranca/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2686" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/11/digitalizar0004.jpg"><img class="size-medium wp-image-2686" title="digitalizar0004" src="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/11/digitalizar0004-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">Eu, anos atrás... :)</p></div>
<p style="text-align: justify;">É engraçado/trágico como pessoas que eram tão significantes pra você na sua infância/adolescência acabam se afastando de uma forma tão grande que você só lembra daquele sentimento bom e gostoso que você nutria por elas como algo super distante e quase impossível de resgatar com elas nos dias atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">As lembranças boas ficam na memória quase como um devaneio, às vezes como algo que nem você mesmo chega a ter certeza que existiu, pois a realidade atual é tão diferente daquela das suas lembranças, que é mais provável que você esteja delirando do que relembrando algo que de fato aconteceu.</p>
<p style="text-align: justify;">Dá uma sensação de perda bem semelhante ao luto. Você tenta lembrar quando e como aquele sentimento tão bonito morreu e não consegue. É impossível voltar ao tempo e viver de novo aqueles momentos felizes. É quase impossível reatar laços que foram praticamente estilhaçados. Só restam as lembranças, os delírios e a saudade&#8230; Ai que saudade desses pequenos fragmentos da minha existência. Ai que saudade desses sentimentos tão belos. Fico torcendo para que eu consiga manter por muito tempo ao meu lado aqueles pelos quais atualmente nutro e sou nutrida por sentimentos tão gostosos.</p>
<p style="text-align: justify;">P.S.: Vou tentar postar mais textos curtos como esse já que vocês andam reclamando da minha ausência. :)</p>
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		<title>Quem disse que o que é bom não pode ficar ainda melhor?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 21:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas que eu Gosto]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Produtos]]></category>
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		<description><![CDATA[Pra mim, duas das melhores coisas da vida, sem dúvidas, é amor e chocolate. Amar é uma delícia e comer chocolate também! Mas, será que pode ficar melhor? Deixa eu ver&#8230; Amar e ser amada! Comer um chocolate bem firme &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/11/04/quem-disse-que-o-que-e-bom-nao-pode-ficar-ainda-melhor/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/11/325596_280407221998832_152891954750360_879533_2112110893_o.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2679" title="325596_280407221998832_152891954750360_879533_2112110893_o" src="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/11/325596_280407221998832_152891954750360_879533_2112110893_o-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pra mim, duas das melhores coisas da vida, sem dúvidas, é amor e chocolate. Amar é uma delícia e comer chocolate também! Mas, será que pode ficar melhor? Deixa eu ver&#8230; Amar e ser amada! Comer um chocolate bem firme e crocante! Huuuuumn! Será que dá pra ficar melhor ainda? Com certeza! Ganhar um chocolate do seu amado! É bom demais, né? Mas sabia que isso pode ficar ainda melhor? Só que eu vou encerrando minhas melhorias por aqui porque o horário ainda não permite!</p>
<p style="text-align: justify;">Foi isso que pensei quando recebi uma caixa cheia de chocolates Sonho de Valsa aqui em casa para a divulgação da nova embalagem seladinha. Por coincidência, eu tinha alguns chocolates Sonho de Valsa que meu amor tinha me dado que ainda eram da embalagem antiga. Então, resolvi comparar! Não é que a diferença é ENORME? O chocolate fica muito mais sequinho, crocante e dá pra sentir bem melhor o sabor delicioso do creme de castanha de caju. Puro amor, minha gente! Isso aconteceu há poucos meses, mas não é que agora, de novo, recebi uma outra caixa falando sobre a <a href="https://www.facebook.com/sonhodevalsa" target="_blank">página deles no Facebook</a>? Desta vez eu não poderia perder a oportunidade de falar sobre a mudança!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/11/308750_267659029940318_152891954750360_834216_702749653_n.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2678" title="308750_267659029940318_152891954750360_834216_702749653_n" src="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/11/308750_267659029940318_152891954750360_834216_702749653_n-300x296.jpg" alt="" width="300" height="296" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Percebam que eles nem mudaram o chocolate e sim, sua embalagem, e isso fez uma diferença incrível no sabor do próprio produto. Será que, de repente, não é isso que está faltando na sua vida ou até mesmo no seu relacionamento? Uma mudança? Uma nova roupagem? Um novo jeito de ver as coisas pode mudar o &#8216;sabor&#8217; de viver. Olha aí o exemplo do Sonho de Valsa! Quem disse que o que é bom não pode ficar ainda melhor? ;)</p>
<p style="text-align: justify;">Olha só que interessante essa informação encontrada no <a href="http://www.sonhodevalsa.com.br/sonho-de-valsa" target="_blank">site da marca</a>: &#8220;<em>Desde 1938 Sonho de Valsa é o bombom dos apaixonados. No começo era vendido por quilo nas bomboniéres, mas logo ganhou a conhecida embalagem de um casal dançando uma valsa de Johann Strauss Jr. A primeira campanha publicitária que marcou época trazia o slogan: &#8220;Saboreie um bombom com a sua namorada&#8221;. Isso fez com que os casais começassem a dar Sonho de Valsa de presente, como demonstração de carinho.</em>&#8221; Não é à toa que tanto o site da marca quando a página do produto do Facebook estão recheados de conteúdos relacionados ao amor. ♥ ♥</p>
<p style="text-align: justify;">Vale a pena visitar a <a href="https://www.facebook.com/sonhodevalsa" target="_blank">página no facebook</a> e <a href="http://www.sonhodevalsa.com.br/home" target="_blank">entrar no site</a> para conferir dicas de lugares românticos, conhecer histórias de outros casais, dicas de filmes, músicas e até mesmo de presentes! Além de responder testes sobre seu amor e conhecer outros sabores de Sonho de Valsa.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Informações para o leitor:<br />
</em><em>Ganhei o produto e, espontaneamente, resolvi criar um post com minha mais sincera opinião. :)</em></p>
<p style="text-align: justify;">P.S.: Meu namorado fez um quadrinho com os memes da internet mostrando exatamente o que acontece quando ele quer comer meus chocolates: <a href="http://twitpic.com/7awe5p">http://twitpic.com/7awe5p</a></p>
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		<title>Acontecimentos pós desabafo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 17:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os dias que se sucederam depois de eu ter escrito o último texto foram bem difíceis. Meu amigos da área de saúde me alertaram que o que a minha razão me dizia (e eu insistia em ignorar) era verdade e &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/09/27/acontecimentos-pos-desabafo/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os dias que se sucederam depois de eu ter escrito o último texto foram bem difíceis. Meu amigos da área de saúde me alertaram que o que a minha razão me dizia (e eu insistia em ignorar) era verdade e eu precisava de ajuda. Fiquei surpresa com a iniciativa de tentarem me ajudar, apesar de ter durado pouco tempo. Talvez eu finja bem demais que to bem. É engraçado isso porque eu não gosto de fingir nada, sou uma das pessoas que menos mente, mas eu consigo fingir que to bem, ou que to só preocupada, ou alguma coisa do tipo.</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei me perguntando porque faço isso. Eu gosto quando as pessoas se interessam em conversar comigo e saber como eu to etc, mas eu não gosto quando elas ficam insistindo pra eu dizer &#8216;o que é&#8217; que eu to sentindo. Lembrei agora do meu trabalho de fenomenologia. As matrizes cientificistas, onde se pode incluir o positivismo, queriam saber &#8216;o que são&#8217; as coisas. Já as matrizes compreensivistas, onde se inclui a fenomenologia, querem saber &#8216;como são&#8217; as coisas. Eu queria amigos mais amigos da matriz compreensivista, mas a maioria é da cientificista. Acabo de perceber que, falando assim, pode ser que você que esteja lendo não entenda o que eu quero dizer. Tudo bem.</p>
<p style="text-align: justify;">E então, mas o problema é que as pessoas só querem saber &#8216;o que é&#8217; e depois vão embora. Depois de saciada sua curiosidade, depois de descoberto &#8216;o que é&#8217;, o sofrimento psíquico do outro deixa de ser interessante e as falas passam a ser clichês do tipo &#8216;você consegue&#8217;, você é forte&#8217;, &#8216;você já passou por coisa muito pior&#8217; e às vezes &#8216;você precisa de ajuda&#8217;. E é aí que chega um ponto interessante. Como falei no começo, amigos da área de saúde se preocuparam, reconheceram na minha fala uma necessidade de ajuda profissional. E eu recusei.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, futuramente eu serei uma das opções de ajuda profissional, mas no entanto estou recusando tal ajuda? Parece paradoxal, né? E é mesmo. Nada contra a ciência da psiquiatria ou da psicologia, é simplesmente porque eu não tenho motivação, força, coragem ou energia pra sair de casa para tais consultas. Nem dinheiro também. E as consultas de opção gratuita são ainda mais longe da minha casa. Se eu tivesse carro, acho que eu iria, até porque, dirigir me dá prazer. Mas, de ônibus, em Recife, ainda mais esse ano que está sendo o ano mais violento de todos? Não, não. Quero não. Tenho medo e me falta coragem.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tais amigos que me ofereceram indicação profissional me chamassem pra tomar uma cerveja, pra bater um papo, pra sair e conversar besteira, me divertir, certamente eu iria com o maior prazer do mundo e acho que seria ótimo pra mim. Meu problema sempre foi a distância entre meus amigos. Eles não tem carro, nem eu, e moram distantes de mim, então fica mais difícil estabelecer uma rotina semanal de se ver, trocar uma idéia e rir um pouco. E aí, por consequência, a gente acaba se afastando um pouco.</p>
<p style="text-align: justify;">E eu não consigo criar amizades com as pessoas que moram perto de mim porque no meu bairro as pessoas tem mais dinheiro, mais influencia, mais bla bla bla e daí já tem seus grupinhos de amizade. Ou ainda, eu não consigo acompanhá-los nas saídas, etc porque eu não tenho o tal do dinheiro. ENFIM. Bagunça, né? Hahahahahaha</p>
<p style="text-align: justify;">Daí que eu acabei voltando a faltar na faculdade porque eu não tinha vontade de sair de casa e, porque, quando eu saía de casa sem força de fingir que tava bem, acabava sendo grossa com alguém sem querer. O povo da minha faculdade é muito &#8216;delicado&#8217;. Eles são grossos a toda hora com todo mundo, mas como rola uma implicância comigo, se eu falo alguma coisa mais ou menos, já entendem como grosseria absurdamente gigantesca. Por causa disso acabei brigando com uma colega minha que agora nem &#8216;bom dia&#8217; mais me dá e acabei sendo grossa sem querer com duas senhoras do meu período. Aí pronto, evitando a faculdade pra não fazer merda maior.</p>
<p style="text-align: justify;">Quinta-feira passada foi o dia da minha prática profissional e é o dia que eu mais amo na semana. Só que eu tava tão derrubada que não consegui ficar lá. Só conseguia ficar sentada, fazendo nada. Não tinha &#8216;cara&#8217;, nem força pra ir falar com as pacientes e saber a história de vida delas. Eu sentia como se eu fosse deixar elas piores do que já estavam. Então me desculpei com o pessoal de lá, fui pro Centro Acadêmico do hospital, fiquei lá estudando e depois voltei pra casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu namoro que tava numa crise, acabou de vez na sexta-feira. Eu acabei porque, enfim, não tinha mais forças nem paciência pra nos ajudar, etc. No mesmo dia à noite ele veio na minha casa e me deu um beijo que, de repente, tudo parecia estar bem de novo. Me deu um boost de força pra continuar lutando pelo namoro da gente. Percebi coisas que não tinha percebido antes e algumas coisas mudaram pra melhor dentro de mim. Então voltamos e está tudo mil vezes melhor agora. Acho que o choque do fim do namoro acabou sendo positivo neste caso. Acredito que as coisas vão melhorar pra nós dois.</p>
<p style="text-align: justify;">Sábado eu tinha trabalho voluntário no hospital, mas eu tava tão desgastada da semana de cão que eu tava tendo, do choque do fim do namoro na noite anterior, que eu faltei e fui pra casa da minha avó com meu namorado pra comer o almoço gostoso que ela faz, ficar jogando video game e rindo com o pessoal vendo TV. Foi ótimo e eu não podia ter feito uma escolha melhor. O domingo também foi ótimo! Chegou a segunda feira e fodeu tudo. Hoje, terça-feira, também. Não fui à faculdade nestes dois dias. Pra piorar, não tenho nenhum trocado pra comprar biscoito de chocolate e forçar umas pequenas descargas de serotonina. Mas hoje acordei melhorzinha e acho que mais tarde vou estudar o conteúdo que perdi. Aos pouquinhos, eu sinto que to melhorando. Bem devagarzinho. Vejamos&#8230;</p>
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		<title>Desabafo de 15 minutos</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 00:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha vida aparentemente é muito boa: estudo, não trabalho, tenho um ótimo namorado, privacidade, meu próprio computador e internet. O problema é que eu me sinto extremamente infeliz. Eu sei que ainda estou nova, só tenho 21 anos, mas quando &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/09/20/desabafo-de-15-minutos/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://nathycalina.tumblr.com/post/10462529276"><img class="aligncenter" src="http://27.media.tumblr.com/tumblr_lqmowylaTE1qb8nljo1_500.gif" alt="" width="500" height="212" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Minha vida aparentemente é muito boa: estudo, não trabalho, tenho um ótimo namorado, privacidade, meu próprio computador e internet. O problema é que eu me sinto extremamente infeliz. Eu sei que ainda estou nova, só tenho 21 anos, mas quando eu era mais nova, eu tinha mais energia, mais pique pra fazer as coisas, até mesmo pra sair. Só que como eu nunca tinha dinheiro (e continuo não tendo) pra sair, cada fim de semana era uma frustração nova. Tanto que, com o tempo, eu fui perdendo a vontade, preferindo coisas mais light como ir pra casa dos amigos beber e conversar. Mas como eu não tenho um grupinho, uma panelinha, uma patotinha de amigos feito 80% da população, tais eventos acontecem poucas vezes.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra falar a verdade, eu fui perdendo energia com tudo e agora chegou ao ponto de eu perder até a vontade de estudar, coisa que eu sempre gostei. Isso anda me frustrando muito porque na faculdade tenho contato com várias coisas que me excitam ao estudo, mas eu simplesmente não tenho disposição de ir lá e estudar. Além do que, ultimamente, nada me deixa muito feliz e quando deixa, é coisa de um dia. Quando eu acordo, tudo já voltou à insatisfação de sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentei trabalhar pra ter dinheiro, mas demorei 6 meses pra arranjar meu primeiro emprego que me fez trabalhar de segunda à sábado e ainda coincidia com o horário das aulas de quarta à tarde e sábado de manhã, me forçando a pedir demissão. Fora o que, o cargo era EXTREMAMENTE estressante e mal remunerado para as funções que eu fazia &#8211; não é a toa que TODAS que entraram na seleção comigo pediram demissão, mas enfim.</p>
<p style="text-align: justify;">Estou nessa situação há cerca de 3 meses e isso está me consumindo. Depois do assalto deu uma piorada, mas acho que a coisa já tava caminhando pro pior de qualquer forma, o assalto deve só ter acelerado algumas coisas. Esse fim de semana deixei de ir pra uma despedida de uma amiga, que eu queria muito ir, simplesmente porque estava com preguiça de sair de casa. Pedi delivery de comida e pronto. Pra ajudar vocês a entender essa preguiça de viver: ainda não fui no meu antigo emprego pegar minha carteira de trabalho e minhas comissões de venda. Ou seja, to sem coragem de sair de casa pra pegar <strong>dinheiro</strong>, vejam o quão grave é a coisa. Só to indo pra faculdade porque se eu faltar mais um dia, eu reprovo. Tem dias que eu estou lá, mas não estou, sabem como é?</p>
<p style="text-align: justify;">Eu sinto como se meus planos nunca fossem dar certo, então meio que parei de criá-los. Sinto como se no futuro eu fosse ser um grande fracasso, apesar de todo mundo acreditar no meu sucesso. Às vezes eu tenho certeza que meus amigos acham que eu sou muito mais do que eu realmente sou. Até tento acreditar, mas fico sempre diminuindo a expectativa deles sobre meu futuro por medo de falhar. Na verdade, não é nem medo de falhar, eu sinto quase que uma certeza de que eu vou falhar, mas uma parte de mim fica encantada com a possibilidade de dar certo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ultimamente tenho vivido literalmente um dia após o outro e isso é uma merda. Não sei quem disse que isso é bom, só sei que já ouvi esse conselho em algum lugar, filme, música, sei lá. Viver um dia após o outro é uma merda. Bom mesmo é sonhar, fazer planos, traçar metas, fazer seu melhor todo dia, viver, mas infelizmente eu perdi esta capacidade &#8211; temporariamente, espero eu.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro de mim, falta motivação, energia, felicidade, esperança, sonhos, dinheiro. Eu sinto um grande vazio, desinteresse pelas coisas, uma preguiça de viver que é sem fim e uma sufocante sensação de infelicidade. Fico brigando comigo mesma e me recusando a aceitar o diagnóstico de depressão que minha razão fica gritando no meu ouvido.</p>
<p style="text-align: justify;">Até queria fazer alguma coisa pra mudar isso, pois eu sei que isso só vai mudar quando eu fizer alguma coisa, mas eu sinceramente não tenho força. Sempre tive, sempre fui eu quem me tirei do fundo dos vários poços que já caí, mas desta vez eu não to afim. To cansada, to exausta. Chamem o reboque, a equipe de resgate porque nem energia pra gritar eu tenho. Eu fico esperando o tempo passar e as coisas melhorarem como um passe de mágica, mesmo sabendo que não é assim que acontece. Eu desisti de mim. É uma merda, mas a verdade é essa. Tomara que eu encontre um botão de &#8216;continue&#8217; em algum lugar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Escrevo porque, como já dizia Charles Bukowski: &#8220;essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://nathycalina.tumblr.com/post/10462649367"><img class="aligncenter" src="http://30.media.tumblr.com/tumblr_lrukc1IhIO1qbblhno1_500.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
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		<title>Tão vazia&#8230; Tão cheia&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 04:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha casa. Tão vazia. Tão vazia de tudo. Tão vazia de amor. Tão vazia de afeto. Tão vazia de sinceridade. Meu amor. Tão cheio. Tão cheio de erros. Tão cheio de perdão. Tão cheio de cobranças. Tão cheio de desistências&#8230; &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/09/10/tao-vazia-tao-cheia/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/09/vazia.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2616" title="vazia" src="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/09/vazia-300x236.png" alt="" width="300" height="236" /></a></p>
<p>Minha casa. Tão vazia.<br />
Tão vazia de tudo. Tão vazia de amor.<br />
Tão vazia de afeto. Tão vazia de sinceridade.</p>
<p>Meu amor. Tão cheio.<br />
Tão cheio de erros. Tão cheio de perdão.<br />
Tão cheio de cobranças. Tão cheio de desistências&#8230;</p>
<p>Eu. Tão vazia. Tão cheia.<br />
Tão vazia de forças. Tão vazia de esperança.<br />
Tão cheia falhas. Tão cheia de solidão.<br />
E, infelizmente, tão cheia de tudo&#8230;<br />
Tão vazia de energia. Tão vazia de paciência.<br />
Tão cheia de desejos. Tão cheia de amor.<br />
E, com muito medo de que todos seus medos se concretizem.</p>
<blockquote>
<div>&#8220;On a cobweb afternoon in a room full of emptiness. By a freeway I confess I was lost in the pages of a book full of death reading how we&#8217;ll die alone. And if we&#8217;re good we&#8217;ll lay to rest anywhere we want to go (&#8230;) And on I read until the day was gone and I sat in regret of all the things I&#8217;ve done. For all that I&#8217;ve blessed and all that I&#8217;ve wronged. In dreams until my death I will wonder on&#8230;</div>
<div>
<div>In your house I long to be. Room by room, patiently. I&#8217;ll wait for you there like a stone&#8230; I&#8217;ll wait for you there alone&#8230;&#8221;</div>
<div><strong><em>Like a Stone &#8211; Audioslave</em></strong></div>
</div>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Tô sumida, eu sei&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 00:28:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sei que to sumida do meu querido blog, mas é porque eu estou passando por uma fase bem chatinha agora. O mês de agosto, não sei porque, sempre é um mês meio &#8216;depressivo&#8217; pra mim. É como se, de &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/09/01/to-sumida-eu-sei/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu sei que to sumida do meu querido blog, mas é porque eu estou passando por uma fase bem chatinha agora. O mês de agosto, não sei porque, sempre é um mês meio &#8216;depressivo&#8217; pra mim. É como se, de repente, depois da primeira semana do mês, sugassem minha energias, minha alegria. Esse ano eu até que consegui lidar melhor com isso e sair do quarto, da cama pra fazer alguma coisa e estudar, mas, nesta última semana a &#8216;coisa&#8217; me pegou de jeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Tô me sentindo triste, sem energia, passo o dia todo na cama e esta semana faltei todas as aulas da faculdade, totalmente sem sentir prazer ou alegria com nada a não ser a presença do meu namorado que é super parceiro e sempre tá do meu lado. Devo ter engordado mais alguns quilos (apesar de não conseguir notar nada até agora) porque meu desejo por doces aumentou vertiginosamente e ultimamente, mais do que nunca, ando comendo pra preencher as tristezas que ando sentindo. Pra completar, minha vida com a minha &#8220;família&#8221; aqui em casa não melhorou em nada e sinto que cada dia tudo só piora. Família está entre aspas porque, muito obviamente, eu não faço parte desta família que, teoricamente, eu deveria pertencer. O novo arranjo familiar se modificou de tal forma que Nathálya <strong><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Symbol;"><img src="http://www.somatematica.com.br/figuras/simbolos/naopert.gif" alt="" width="15" height="19" align="absmiddle" /> </span></span></strong>família.</p>
<p style="text-align: justify;">Então venho tentado arranjar disposição para ver filmes para eu tentar preencher esse tempo negativo com algo legal. Assisti <strong><a href="http://www.google.com.br/search?sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;q=ghost+world" target="_blank">Ghost World</a> </strong> e gostei muito da estética e do jeito do filme. Me identifiquei com bastante coisa. Eu queria fazer uma resenha bonitinha do filme, mas me perdoem, não to muito em condições. Também assisti <strong><a href="http://www.google.com.br/search?sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;q=Rise+of+the+Planet+of+the+Apes" target="_blank">Rise of the Planet of the Apes</a></strong> e achei simplesmente SENSACIONAL. Recomendo que todo mundo assista, o filme é bem coeso (apesar de algumas falhas científicas, etc) e serve como um ótimo divertimento. Super fiquei do lado dos macacos neste ponto da história. E o bacana também é que esse filme que fala justamente da origem, já traz coisas relacionadas ao filme seguinte, tipo o lance da nave que fica perdida no espaço e quando volta o planeta já tá dominado, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre livros, terminei de ler um chamado <strong><a href="http://www.skoob.com.br/livro/168659-apocalipse-z" target="_blank">Apocalipse Z: Os dias escuros</a></strong> de Manel Loureiro que é, na verdade, o segundo livro da série sobre um apocalipse zumbi. Eu não li o primeiro, mas recomendo a leitura desse segundo porque você consegue entender perfeitamente a história mesmo sem ter lido o livro anterior. Gostei muito da narrativa do autor, ele trabalha muito bem a relação de amizade entre os personagens e levanta questões bem interessantes sobre como nós nos &#8216;reorganizaríamos&#8217; caso acontecesse um apocalipse zumbi. Desde formas de sobrevivência, medicamentos, até mesmo à política. É bem legal! Eu dei ele de presente pro meu namorado no dia dos namorados, mas acabei roubando pra ler. O próximo da lista que compramos juntos e eu vou roubar dele é <strong><a href="http://www.skoob.com.br/livro/90910-orgulho-e-preconceito-e-zumbis" target="_blank">Orgulho e Preconceito e Zumbis</a></strong>. Quando eu ler, comento sobre ele. Pra quem se interessar sobre Psicologia, eu to lendo um livro ótimo chamado <strong><a href="http://books.google.com.br/books?id=JeOPc5_yhLYC&amp;printsec=frontcover#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank">A Psique do Corpo: a dimensão simbólica da doença</a></strong> de Denise Gimenez Ramos, deixei o link da prévia do livro pelo Google Books, é só clicar no título do livro aí em cima e você pode ver um pedacinho e ver o quanto ele é interessante e como é bacana o jeito da autora de tratar o assunto e como ela explica de forma exemplificada e com citações ótimas. Recomendo a leitura da primeira e segunda página da introdução só pra &#8216;sentir&#8217; um pouco do que se trata o livro. Apesar de puxar pra linha teórica psicanalítica junguiana, que não é minha praia, o livro é bem interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalizo o post na promessa de melhorar logo da minha &#8216;depressão agostiniana com cobertura de problemas pessoais&#8217; e voltar a escrever em breve por aqui. Por fim, gostaria de deixar um trecho do livro supracitado onde Platão transcreve uma fala de Sócrates (já que este último nunca escreveu nenhum livro e muito do que se sabe sobre ele e suas idéias é por conta de Platão):</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Socrates.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2601" title="Socrates" src="http://www.estavapensando.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Socrates.jpg" alt="" width="435" height="474" /></a>P.S.: Lembrando só que &#8216;alma&#8217; citada acima não é a alma religiosa, os gregos se referiam a alma como sendo o que temos hoje o conceito de mente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mais um dos meus sonhos hiper-realistas</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 21:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tive um pesadelo horrível. Eu estava saindo da casa da minha avó com meu namorado, quando um cara que tava em cima de um caminhão &#8216;olhando&#8217; os meninos jogarem bola simplesmente desce e resolve fazer cooper. Eu sempre desconfio de &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/08/26/mais-um-dos-meus-sonhos-hiper-realistas/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Tive um pesadelo horrível. Eu estava saindo da casa da minha avó com meu namorado, quando um cara que tava em cima de um caminhão &#8216;olhando&#8217; os meninos jogarem bola simplesmente desce e resolve fazer cooper. Eu sempre desconfio de pessoas que mudam seu curso de comportamento quando eu passo e parei de andar, esperando ele me &#8216;ultrapassar&#8217;, com seu cooper. Virando a esquina, vejo ele e um outro cara se preparando pra puxar uma arma, puxo Filipe, meu namorado, e saio correndo. Eu era capaz de sentir o vento no meu rosto e os passos deles atrás de nós. De alguma forma eu sabia que eles não queriam matar, eles queriam maltratar, fazer maldade. Todo mundo da rua estava correndo, inclusive os meninos que, anteriormente estavam jogando bola. Todos resolveram se esconder atrás de uma outra esquina e puxei meu namorado pra entrari de novo no condomínio da minha avó pulando o muro (ele é muito baixo dava pra pular só de se apoiar principalmente pra quem vem correndo) e ir fazendo o contorno por trás pq tem um portão por trás que também dá acesso aos apartamentos, torcendo para que ele estivesse aberto já que tentar ir pelo portão principal nos fazia um alvo fácil. Quando passo pelo tal portão de trás, de alguma forma, o parceiro desse cara que vi no caminhão estava no chão baleado, sangrando e sorrindo com um celular na mão e ligando pro cara pra dizer que eu estava dentro do prédio. Entrei no apartamento da minha avó que, por sinal, não é o que ela mora, é um que ela já morou neste mesmo condomínio, mas não é o que ela está atualmente e mando meu irmão sair do video game (que fica na frente da janela) e ir pro local que eu indicava. Ele nao queria ir porque ele tava quase passando de fase e eu arrancava ele do quarto perguntando se ele queria morrer pq tinha um homem armado lá fora e nem ele nem minha avó pareciam dar a devida importância ao que estava acontecendo. Perguntei à minha avó se ela tinha trancado a grade do apartamento dela e ela disse que não. Peguei a chave e quando fui trancar, o tal homem estava na esquina do corredor. Tranquei o mais depressa que pude e entrei no apartamento no minuto que ele alcançou a grade e atirou. E então, eu acordei.</p>
<p style="text-align: justify;">Puta que pariu. Os meus sonhos são muito realistas. Muito. Eu sinto e vivo cada pedaço como se fosse verdade, tanto que, alguns sonhos meus, têm continuação depois de 1 mês ou mais tempo! Raros são os sonhos que eu tenho em que não há uma história em seu desenvolvimento. Pode ser absurda, mas sempre tem uma história passível de ser construída. Quando os sonhos são bons, eu me divirto e acordo de ótimo humor. Quando são ruins, eles me consomem durante o dia com o medo, decepção, sejam lá quais forem os sentimentos que ele me despertou durante o sono.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Escolhas</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 02:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há momentos na vida que você simplesmente precisa se decidir. É como estar à deriva em um oceano: ou você usa o resto de suas forças pra escolher um lado e nadar até suas energias se esgotarem e você encontrar &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/08/04/escolhas/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há momentos na vida que você simplesmente precisa se decidir. É como estar à deriva em um oceano: ou você usa o resto de suas forças pra escolher um lado e nadar até suas energias se esgotarem e você encontrar a terra, ou tentar pensar em outra forma de conseguir sobreviver. Eu estava me sentindo à deriva. Eu me sentia sufocada, asfixiada. Na minha rotina eu não tinha sequer 1 hora sobrando durante um dia da semana pra estudar. E, quando tive, por ter largado bem mais cedo da faculdade, eu estava tão mentalmente exausta por conta de todo stress do trabalho, que não consegui render nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda havia problemas de, digamos, logística, no que se referia à faculdade. Eu tenho um laboratório importantíssimo e riquíssimo na quarta feira à tarde, horário de trabalho. Além disso, eu tenho uma vez por mês atividade de integração que eu preciso participar se quiser me candidatar à monitoria, bolsa em projeto de pesquisa, etc e, adivinha? Também trabalho aos sábados. Além disso, a avaliação mudou e todo começo do mês eu terei 2 avaliações: uma de Oficina e uma Cognitiva. Se eu não tenho tempo nem pra estudar e conseguir fechar os casos da semana, quanto mais tempo para estudar para a avaliação?</p>
<p style="text-align: justify;">Essa oportunidade de emprego foi maravilhosa. Aprendi tanta coisa que nem consigo enumerar. Descobri que consigo trabalhar em um nível elevadíssimo de pressão e estresse sem explodir. No trabalho, dava conta de tudo, mas ao chegar em casa, o estresse e o cansaço mental faziam efeito. No outro dia, só de pensar que teria que ir trabalhar e enfrentar tudo de novo, meu coração acelerava e eu chorava feito criança. Depois de um tempo e um bom banho, me acalmava, colocava minha farda e ia enfrentar mais um dia. Descobri muitas coisas boas sobre mim, descobri talentos e capacidades que achei que não tinha. No geral, foi uma experiência muito positiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi, e o verbo está no passado, porque, como eu ia dizendo, há momentos na vida em que precisamos fazer uma escolha. Eu me via sufocada, num beco sem saída, precisando tomar uma decisão rápida e sábia. De um lado, trabalho + faculdade competindo. Sem tempo de me dedicar aos estudos como sempre me dediquei (sempre tirei notas excelentes), sabendo que seria uma estudante, no máximo, mediana. Do outro, a possibilidade de largar o emprego, conseguir algo novo e diferente, ou ainda arranjar outra solução, buscar algo que me permitisse dedicar àquilo que amo: meus estudos em Psicologia. Eu escolhi o meu curso.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto eu pensava em me decidir fiquei achando que se eu deixasse o emprego, eu estaria sendo fraca, desistindo, jogando a toalha. Depois eu percebi que ser forte não é ser como uma rocha que aguenta tempestades, tornados, incêndios. Porque <strong>no final das contas, ela vai ser sempre uma simples pedra</strong>. Percebi que <strong>ser forte é ser resiliente</strong>. É saber contornar as dificuldades e tomar decisões que podem ser difíceis, mas que vão garantir sua felicidade. <strong>É como uma árvore que precisa perder suas folhas no outono para florescer na primavera</strong>. Quando eu percebi isso, eu sabia que eu não estava sendo fraca ou desistindo. Pelo contrário, percebi que eu estava sendo muito forte em escolher o que é mais importante na minha vida e ter a coragem de enfrentar seja lá o que viesse pela frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser forte não é simplesmente ficar parado e aguentar porrada. Ser forte é saber que você merece mais do que tem e que para conseguir seus objetivos, você precisa escolher o que é mais importante pra você. É saber que você nunca precisou e não precisa se adequar ao que os outros consideram como &#8216;forte&#8217;. É saber o quanto é difícil tomar uma decisão e aceitar todas as responsabilidades e consequências dela. É saber o que você precisa e o que você merece. É se conhecer, saber o que você quer para si mesmo e ter a coragem de ir atrás do que quer. <strong>Ser forte também é saber dizer não.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estou feliz e satisfeita com a minha decisão. Eu senti que isso era o melhor pra mim, pro meu futuro, pra minha vida, pra minha saúde, e eu respeito minhas decisões. Eu não desisti, eu não fracassei. Eu senti que precisava fazer uma escolha&#8230; Então <strong>eu </strong>escolhi!</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;You can occupy my every sigh,<br />
You can rent a space inside my mind<br />
At least until the price becomes too high&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>She Wants Revenge &#8211; Red Flags And Long Nights</em></p>
</blockquote>
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		<title>Nova Fase&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 01:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NathyCalina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais uma fase da minha vida se inicia a partir de hoje. É uma fase muito comum entre aqueles no início dos seus vinte-e-poucos-anos. Você precisa conciliar a faculdade, o trabalho, o lazer e a vida pessoal em um dia &#8230; <a href="http://www.estavapensando.com.br/index.php/2011/08/01/nova-fase/">Read more <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mais uma fase da minha vida se inicia a partir de hoje. É uma fase muito comum entre aqueles no início dos seus vinte-e-poucos-anos. Você precisa conciliar a faculdade, o trabalho, o lazer e a vida pessoal em um dia que, infelizmente, tem apenas 24 horas. Vai ser o começo de um grande desafio pra mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu, que nunca tive horário pra nada, que sempre me organizei dentro do que eu estava afim de fazer naquela hora para cumprir todas minhas responsabilidades agora me vejo em um planejamento totalmente diferente. Agora não posso mais me dar ao luxo de começar e terminar um trabalho na véspera do dia que é pra entregar. Nem me dar ao luxo de simplesmente ficar navegando na internet sem fazer nada o dia todo. Vou precisar de muita disciplina pra organizar meu tempo, minha energia e a minha vida dentro destas 24 horas.</p>
<p style="text-align: justify;">Basicamente meu dia será assim: acordar às 6:40, chegar na parada de ônibus às 07:30 para começar a aula da faculdade às 08:00. Sair mais ou menos de 12:00, pegar outro ônibus, ir pra casa, engolir o almoço, tomar um banho pra chegar limpa, cheirosa, maquiada e arrumada no trabalho às 13:30. Largar de 21:30, falar com o namorado, ver minha vida on line, tentar estudar e, dormir até as 22:40 pra conseguir ter, pelo menos 08 horas de sono e não ficar feito um zumbi no trabalho. No sábado eu também trabalho até as 13:00 da tarde. O que restar do sábado e o domingo vou dividir entre descanso, namorado, amigos e estudo. Será que sobrevivo?</p>
<p style="text-align: justify;">Se algum de vocês já passou por isso ou está dentro de uma rotina apertada como a minha pode me dar alguma dica ou conselho? Na verdade, acho que preciso de uma indicação de um bom vitamínico energético em cápsulas! Hahahahaha</p>
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