Archive for the ‘Textos’ Category
Sempre tem aquelas músicas que você ouve e fica pensando: “Que letra deprê! Nunca que eu quero me identificar com isso!”. Daí eu resolvi elencar algumas que forem aparecendo na minha playlist, esta é apenas a primeira parte, tomara que vocês nunca tenham se identificado com nenhuma delas:
- Basshunter – Now you’re gone
Essa é tipo o absurdo da fossa. O cara tá tão na merda que ele nem vê mais perspectiva nenhuma de felicidade na vida dele. Não sai de junto do telefone, não para de olhar pras fotos da mulher, imaginando se ela tá com saudade dele e prometendo sentir falta e pensar nela todos os dias pro resto da vida. O namoro dele provavelmente era terrível, ele super não dava valor pra menina, aí ela se arretou, acabou o relacionamento e somente então ele percebeu que gostava dela pra caramba. Tarde demais…
- Epitáfio – Titãs
Essa é aquela música de quando a pessoa chega em um momento da vida (não importa a idade) em que ela começa a fazer um balanço de todas as coisas que fez e acaba não se sentindo satisfeito. Aí lascou: ele percebe quantos amores deixou de viver, quantas amizades perdeu por besteira, quantas vezes deixou de se divertir pra fazer alguma coisa do trabalho que nem tinha tanta urgência assim, quantas vezes ele passou em frente aquele parque bonito e nunca parou pra sentar lá e ler um livro, quantas vezes ficou quebrando a cabeça num projeto que dava muito trabalho e nem era tão recompensador etc. Aí começa a ficar deprimido pensando se ainda dá tempo e, dependendo da pessoa, ou ela fica completamente deprimida e arrependida por tudo que não fez e por tudo que deixou de fazer ou então ela se motiva a levantar a bunda da cadeira e ir viver o que lhe resta do jeito que sempre quis.
No momento, só me veio essas duas na cabeça. Sugestões?
Eu tenho a sensação que a gente tem um número limitado de amores por vida. Você que já amou e foi amada de volta algumas vezes, é só isso, viu? Acabou. Daqui pra frente é só encheção de lingüiça, algumas paixonites e só. Daí pode acontecer de você se ver preso naqueles casamentos que duram anos que ninguém larga ninguém por causa do tempo, dos filhos, da conta conjunta, do trabalho que vai dar. Ficam juntos por comodidade, não por felicidade. Outros sequer vão ter seu cobertozinho de orelha à noite: simplesmente vão ficar sozinhos e, com o passar do tempo, entrar dentro do conceito de ‘solteirão convicto’.
A gente pode perfeitamente ser feliz sozinho, eu sou a prova viva disso. Mas, algumas de pessoas, encantadas pelos grandes amores que já viveram, continuam desejando viver um grande amor. Algumas admitem isso de peito aberto, outras escondem como se fosse um segredo terrível. Mas, ambas não ficam por aí procurando qualquer coisa ou qualquer pessoa (ainda bem). Eu sei que existem alguns desesperados que ficam procurando, mas eu não to falando deles agora. Estou falando das pessoas com a cabeça boa! E elas continuam desejando viver isso porque, convenhamos, é bom demais! É uma merda qdo acaba, eu sei, mas sempre passa e o que fica é de como era gostoso se sentir daquela forma…
Por causa de toda essa história que você viveu, como forma de defesa, você passa a ser mais seletiva com relação ao coração. Eu mesma, se acho que ele tá batendo mais forte por alguém incompatível, dou um jeito e desapaixono em questão de dias. Mas o foda, o que acaba comigo, é quando você se apaixona por alguém que é compatível com você. Puta que pariu, isso é péssimo. Porque você passa a desejar a pessoa cada vez mais, cada dia você vê o quanto ela combina com você, como ela te agrada em tantos sentidos, como vocês conseguem resolver as coisas tão bem e… O que acontece? N-A-D-A. A pessoa não corresponde seus sentimentos. É uma merda. Ainda mais quando você já tinha tentado de tudo pra não sentir nada por aquele alguém porque você sabia que não seria correspondida ou que mesmo com a compatibilidade, outros fatores impediriam de dar certo. Aí acaba rolando alguma coisa, vocês conversam e você ouve da boca da pessoa que seus medos são verídicos.
Eu admito que sou do time que ainda deseja viver um grande amor na vida. Mas eu também admito que sou extremamente realista e sei que provavelmente isso nunca acontecerá. Ainda mais com esse grande azar que eu tenho na vida amorosa… #FAIL
“Is this love that I’m feeling?
Is this the love that I’ve been searching for?
Is this love or am I dreaming?
This must be love
‘Cause it’s really got a hold on me
A hold on me…”Whitesnake – Is this love?
Realmente, a sociedade brasileira é muito pseudo-moralista e pseudo-puritana… Esta madrugada no BBB, depois da festa do patrocinador Minuano, dois participantes foram pra debaixo do edredom (Michel e Tessália) e fizeram o que parece ter sido apenas sexo oral. Eu falo que ‘parece ter sido’ porque eles fizeram tudo completamente em baixo das cobertas e o que se sabe é só o que se pôde ouvir por causa dos microfones. O vídeo está aí em baixo. Eu só assisti alguns minutinhos porque tava chato.
O que teve de comentários no twitter e outras redes sociais xingando os dois, não é brincadeira… Sério? Esse alvoroço todo por causa disso?! De um negócio que nem dá pra ver? Tenha a santa paciência, Brasil!
Aí vem um outro pedaço pra começar o melodrama por causa da família. Que a família vai ver, vai sofrer, vai ouvir isso e aquilo. Olha… Eu garanto que com o dinheiro e prêmios que eles vão ganhar no BBB, ninguém vai ficar traumatizado!
Imagina só que você está confinado 24 horas com uma pessoa que tu tá pegando e sente tesão… Você não ia dar nem uns amassos porque você é o próprio exemplo de pureza na Terra, né? Ahram, Cláudia, senta lá e confere os babados muito mais fortes que já rolaram nos Big Brothers mundo afora clicando aqui embaixo!
Sentimento é matéria. É palpável, é sensível, é tocável, é entendível. E assim como as outras matérias, o sentimento não se cria: se transforma. É como se a gente tivesse uma matéria prima infinita de sentimentos que pouco a pouco vai se ativando com cada pessoa que conhecemos. E quando se ativa, se transforma: vira simpatia, amizade, amor, ódio, etc e não para de se transformar. Sentimento não cresce, nem diminui: é constante. A sensação, não. E é a sensação que deixa o sentimento com cara de onda, com cara de que não pode ser palpável, sensível, tocável, entendível e controlável. Já a sensação não é nem matéria, nem onda, é como a luz que se comporta das duas formas e de forma nenhuma. Algumas sensações podem e são estudadas, outras ainda são um mistério. Mas, é fato que sensação e sentimento andam juntos. Eles se completam como complementos, e não como opostos que se atraem. Precisamos da sensação pra sentir algo, assim como precisamos sentir para ter experiência sensorial.
Desde criança, toda vez que vira o ano, eu desejo mentalmente e fervorosamente apenas uma coisa do ano que está chegando: aprender. E eu desejo com todas as letras: “quero aprender, nem que pra isso eu precise sofrer. Não quero deixar de sofrer até que eu tenha aprendido o que tenho pra aprender.”.
Não sei se meus desejos foram atendidos todos os anos simplesmente porque eu os pedi ou se eu apenas materializei em palavras o que sempre acontece na vida. O fato irrevogável é que a cada ano eu me sinto mais pesada: cheia de cicatrizes, de lições, de aprendizados, de sabedoria. E eu gosto disso.
2009 foi um ano muito difícil, ruim. Mas, pelo menos, aprendi pra caramba! Eu tinha escrito aqui um bocado de coisas que eu aprendi, mas apaguei porque o texto tava ficando grande demais! Hahahahahaha!
Para 2010 eu desejo a mesma coisa: aprender. Tenho certeza que com o conhecimento absurdo que eu adquiri esse ano, 2010 será um ano bem mais fácil e feliz.
Feliz 2010!
“É isso: 30 de dezembro de 2009.
Eu poderia dizer que foi rápido (e parece ter sido, vendo agora, com a perspectiva calma de quem já se encontrou), mas para isso teria de ignorar o enorme sofrimento pelo qual passei pra chegar até aqui.
Mas não foi só sofrimento: foram alegrias, aprendizados, reencontros, foi vida, acima de tudo. E se hoje eu digo a 2009 que ele já vai tarde, é só porque eu realmente espero (pela primeira vez na vida) muito do ano que vem pela frente. e eu sei que vale a pena.”
Ariane Freitas – lovemaltine.com.br
Estou com saudade…
Mas, não se engane: não é saudade de você
Ou de você. Ou de você. Ou de qualquer outro
Minha saudade é psicótica, ilusória
Ela dói, me aperta o peito e comprime as vísceras
Músicas inspiram cenários de todo tipo de fantasia
E preenchem minhas noites mal dormidas.
Na minha cabeça é tudo detalhado e sensitivo, quase real
Mas, dia após dia, me sinto cada vez mais sozinha
Caro leitor, eu confesso: Eu sinto saudades do que não vivi!
Das aventuras, das loucuras, das paixões e amores que imaginei
Seria eu uma louca por me sentir assim?
Assim como o diabo, assim como o pecado… Poderia o amor também ser inventado?
“I want your loving
And I want your revenge
You and me could write a bad romance”Bad Romance – Lady Gaga
Uma amiga minha me mandou este ‘conto de fadas’ por depoimento dizendo que era a minha cara e eu gostaria de compartilhar com vocês porque eu adorei!
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
“Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…”
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: “Nem fo…den…do!”
Hahahahahahaha! Gostaram?
- Atualização (08 de novembro)
Para o príncipe ter sido enfeitiçado, boa coisa ele não deveria ser. Além do mais, que fama ruim é essa que ele tem no próprio reinado para que, nenhuma camponesa, nem por ordem do rei, queira ter beijado esse rapaz pra quebrar logo o feitiço? Que raios de príncipe é esse que não tem o próprio castelo (pra deixar a mãe lá) e já vem querendo se apoderar do meu sem nem saber meu nome? Não vou fazer seu jantar se eu não estiver com vontade, muito menos lavar suas roupas. Não teria o menor interesse de ter filhos com um príncipe ‘uó’ desse e jamais conseguiria ser feliz para sempre deste modo. Morra, rã desgraçada.
P.S.: A ‘bruxa má’ provavelmente é uma ex-namorada.
Meus conhecidos se divertem com as histórias que eu conto da minha vida amorosa. Eu tenho um jeito pra contar minhas (des)aventuras da forma mais engraçada possível. O pior é que, ao contar, eu acabo rindo também. Sempre perguntam se eu tenho alguma história nova porque eu sempre passo por situações hilariantes ou absurdas.
Eu acho que eu vou acabar fundando uma entidade intitulada “Carentes Anônimos“. Meu discurso de iniciação seria algo mais ou menos assim:
Olá, meu nome é Nathálya. (OOOOi Nathááááálya!) Oi! E então, eu sou uma pessoa carente, bebo sozinha em casa, acho que desaprendi a fazer sexo, meu hímen deve ter se reconstituído e o último cara que eu beijei sumiu da face da terra. Eu sei que sou chata, extremamente seletiva, irritantemente lógica e irracionalmente intensa, mas eu preciso urgentemente da terapia do abraço coletivo. BeijosVamoBeber.
E você? Tomara que não seja seu caso, mas se você também se encaixa no perfil dos “Carentes Anônimos” como seria seu discurso de iniciação?
Eu sentia algo errado e não era a situação.
Era dúvida do que você sentia, eu sabia que aquilo não era paixão.
Por uma saudade louca desse sentimento bom que já vivi,
briguei comigo mesma querendo acreditar em ti.
Queria tanto me sentir apaixonada.
Mas, de boba que eu fui, não consegui cair nesta cilada.
Te ofereci a verdade, a liberdade, nível zero de pressão,
mesmo assim correu covarde, sem coragem de dizer um ‘não’.
Pior que, de tão burra, ainda torço para que você atravesse minha porta
e me faça sentir amada.
Que me mostre a paixão mais intensa dessa história tão louca,
que me mostre o quanto eu estou errada.
Mas são apenas ilusões de uma mente que sente saudade
e que acha que nunca vai se sentir completa.
Eu já fui muito e várias vezes amada,
mas, como tudo nessa vida, o amor também acaba.
Eu só lamento a covardia. A sua. A minha.
“Ah, se eu fôsse homem…
De me arriscar, me machucar,
mas mandar tudo para o ar só pra ficar com uma mulher”Ultraje a Rigor – Ah, Se eu fosse Homem…
Eu acho que a maioria das mulheres solteiras que lerem este post vão concordar comigo. Encontrar um companheiro é MUITO difícil. E olhe que eu nem estou falando de achar um namorado. Estou falando de achar um cara com quem você pode se relacionar tranqüilamente quando quiser uma companhia, quando quiser um dengo, quando quiser sexo ou quando quiser tudo isso e mais alguma coisa.
Você, mulher bonita, gostosa, sexy, inteligente, bem-resolvida, carinhosa, solteira e carente, louca por uma testosterona na sua vida. Você que já fez muita caridade na vida ao ficar com os pior aparentados e acha que merece uma coisinha mais digna. Você que está de saco cheio de namorar e que tudo que você precisa pra parar de reclamar da vida é de amigos e de um bofe pra se divertir.
Você passa semanas, até meses, sem nenhum tipo de relacionamento com qualquer cromossomo XY. De repente, parece que a lua se encaixou no quadrante de Marte e chove um, dois, até mesmo três na sua horta! Você pensa: “Eita! É agora que pelo menos um se salva!”. Você com toda sua técnica de planejamento de tempo, sai com eles (cada um na sua vez, claro, porque não é festa), conversa, conhece-os e vê que nenhum deles presta.
É impressionante: SEMPRE tem um defeito intolerável. Você tenta, diz pra si mesma que é um defeito bobo pra ver se você mesma acredita, mas sempre tem alguma coisa detestável naquele sujeito. Ou ele não sabe se comportar, ou é mal educado, ou mastiga de boca aberta, ou fuma, ou fala merda, ou gosta de música escrota, ou tem algum ‘cacoete’ irritante, ou fede, ou tem pinto pequeno e não sabe fazer a mágica, ou fica coçando o saco, enfim… Sempre tem algo que impulsiona você a mandar o fulano pro inferno. As mais desinibidas, como eu, ainda tentam conversar sobre os maus hábitos. Mas, não tem jeito, é perda de tempo.
O que ainda pode acontecer é de você acabar se apaixonando por algum desses sujeitos. Quando você se apaixona, fudeu de vez é péssimo, porque você consegue tolerar o tal defeito. Ai você diz: “Nathálya, mas se eu consigo tolerar o defeito, não é bom?”. E eu respondo: “Não, amiga.”. Sabe porque? Porque, nessa hora, a lua sai do quadrante de Marte e entra no quadrante da Sacanagem Cósmica. Ou o infeliz simplesmente não corresponde, ou você tem também algum defeito que ele não tolera, ou ele é mal resolvido com a ex-namorada, ou ele acabou de sair de um relacionamento e não quer correr o risco de se apegar a você, ou qualquer outra coisa bizarra que só acontece quando o Universo conspira pra te dar OWNED na vida.
E você, amiga linda, continua na seca. Nessa hora você surta e, ou você agüenta linda e poderosa, ou você faz alguma merda. Eu procuro agüentar. Mais digno e garante a consciência tranqüila.






