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Tão vazia… Tão cheia…

Minha casa. Tão vazia.
Tão vazia de tudo. Tão vazia de amor.
Tão vazia de afeto. Tão vazia de sinceridade.

Meu amor. Tão cheio.
Tão cheio de erros. Tão cheio de perdão.
Tão cheio de cobranças. Tão cheio de desistências…

Eu. Tão vazia. Tão cheia.
Tão vazia de forças. Tão vazia de esperança.
Tão cheia falhas. Tão cheia de solidão.
E, infelizmente, tão cheia de tudo…
Tão vazia de energia. Tão vazia de paciência.
Tão cheia de desejos. Tão cheia de amor.
E, com muito medo de que todos seus medos se concretizem.

“On a cobweb afternoon in a room full of emptiness. By a freeway I confess I was lost in the pages of a book full of death reading how we’ll die alone. And if we’re good we’ll lay to rest anywhere we want to go (…) And on I read until the day was gone and I sat in regret of all the things I’ve done. For all that I’ve blessed and all that I’ve wronged. In dreams until my death I will wonder on…
In your house I long to be. Room by room, patiently. I’ll wait for you there like a stone… I’ll wait for you there alone…”
Like a Stone – Audioslave

Tô sumida, eu sei…

Eu sei que to sumida do meu querido blog, mas é porque eu estou passando por uma fase bem chatinha agora. O mês de agosto, não sei porque, sempre é um mês meio ‘depressivo’ pra mim. É como se, de repente, depois da primeira semana do mês, sugassem minha energias, minha alegria. Esse ano eu até que consegui lidar melhor com isso e sair do quarto, da cama pra fazer alguma coisa e estudar, mas, nesta última semana a ‘coisa’ me pegou de jeito.

Tô me sentindo triste, sem energia, passo o dia todo na cama e esta semana faltei todas as aulas da faculdade, totalmente sem sentir prazer ou alegria com nada a não ser a presença do meu namorado que é super parceiro e sempre tá do meu lado. Devo ter engordado mais alguns quilos (apesar de não conseguir notar nada até agora) porque meu desejo por doces aumentou vertiginosamente e ultimamente, mais do que nunca, ando comendo pra preencher as tristezas que ando sentindo. Pra completar, minha vida com a minha “família” aqui em casa não melhorou em nada e sinto que cada dia tudo só piora. Família está entre aspas porque, muito obviamente, eu não faço parte desta família que, teoricamente, eu deveria pertencer. O novo arranjo familiar se modificou de tal forma que Nathálya família.

Então venho tentado arranjar disposição para ver filmes para eu tentar preencher esse tempo negativo com algo legal. Assisti Ghost World e gostei muito da estética e do jeito do filme. Me identifiquei com bastante coisa. Eu queria fazer uma resenha bonitinha do filme, mas me perdoem, não to muito em condições. Também assisti Rise of the Planet of the Apes e achei simplesmente SENSACIONAL. Recomendo que todo mundo assista, o filme é bem coeso (apesar de algumas falhas científicas, etc) e serve como um ótimo divertimento. Super fiquei do lado dos macacos neste ponto da história. E o bacana também é que esse filme que fala justamente da origem, já traz coisas relacionadas ao filme seguinte, tipo o lance da nave que fica perdida no espaço e quando volta o planeta já tá dominado, etc.

Sobre livros, terminei de ler um chamado Apocalipse Z: Os dias escuros de Manel Loureiro que é, na verdade, o segundo livro da série sobre um apocalipse zumbi. Eu não li o primeiro, mas recomendo a leitura desse segundo porque você consegue entender perfeitamente a história mesmo sem ter lido o livro anterior. Gostei muito da narrativa do autor, ele trabalha muito bem a relação de amizade entre os personagens e levanta questões bem interessantes sobre como nós nos ‘reorganizaríamos’ caso acontecesse um apocalipse zumbi. Desde formas de sobrevivência, medicamentos, até mesmo à política. É bem legal! Eu dei ele de presente pro meu namorado no dia dos namorados, mas acabei roubando pra ler. O próximo da lista que compramos juntos e eu vou roubar dele é Orgulho e Preconceito e Zumbis. Quando eu ler, comento sobre ele. Pra quem se interessar sobre Psicologia, eu to lendo um livro ótimo chamado A Psique do Corpo: a dimensão simbólica da doença de Denise Gimenez Ramos, deixei o link da prévia do livro pelo Google Books, é só clicar no título do livro aí em cima e você pode ver um pedacinho e ver o quanto ele é interessante e como é bacana o jeito da autora de tratar o assunto e como ela explica de forma exemplificada e com citações ótimas. Recomendo a leitura da primeira e segunda página da introdução só pra ‘sentir’ um pouco do que se trata o livro. Apesar de puxar pra linha teórica psicanalítica junguiana, que não é minha praia, o livro é bem interessante.

Finalizo o post na promessa de melhorar logo da minha ‘depressão agostiniana com cobertura de problemas pessoais’ e voltar a escrever em breve por aqui. Por fim, gostaria de deixar um trecho do livro supracitado onde Platão transcreve uma fala de Sócrates (já que este último nunca escreveu nenhum livro e muito do que se sabe sobre ele e suas idéias é por conta de Platão):

P.S.: Lembrando só que ‘alma’ citada acima não é a alma religiosa, os gregos se referiam a alma como sendo o que temos hoje o conceito de mente.

Mais um dos meus sonhos hiper-realistas

Tive um pesadelo horrível. Eu estava saindo da casa da minha avó com meu namorado, quando um cara que tava em cima de um caminhão ‘olhando’ os meninos jogarem bola simplesmente desce e resolve fazer cooper. Eu sempre desconfio de pessoas que mudam seu curso de comportamento quando eu passo e parei de andar, esperando ele me ‘ultrapassar’, com seu cooper. Virando a esquina, vejo ele e um outro cara se preparando pra puxar uma arma, puxo Filipe, meu namorado, e saio correndo. Eu era capaz de sentir o vento no meu rosto e os passos deles atrás de nós. De alguma forma eu sabia que eles não queriam matar, eles queriam maltratar, fazer maldade. Todo mundo da rua estava correndo, inclusive os meninos que, anteriormente estavam jogando bola. Todos resolveram se esconder atrás de uma outra esquina e puxei meu namorado pra entrari de novo no condomínio da minha avó pulando o muro (ele é muito baixo dava pra pular só de se apoiar principalmente pra quem vem correndo) e ir fazendo o contorno por trás pq tem um portão por trás que também dá acesso aos apartamentos, torcendo para que ele estivesse aberto já que tentar ir pelo portão principal nos fazia um alvo fácil. Quando passo pelo tal portão de trás, de alguma forma, o parceiro desse cara que vi no caminhão estava no chão baleado, sangrando e sorrindo com um celular na mão e ligando pro cara pra dizer que eu estava dentro do prédio. Entrei no apartamento da minha avó que, por sinal, não é o que ela mora, é um que ela já morou neste mesmo condomínio, mas não é o que ela está atualmente e mando meu irmão sair do video game (que fica na frente da janela) e ir pro local que eu indicava. Ele nao queria ir porque ele tava quase passando de fase e eu arrancava ele do quarto perguntando se ele queria morrer pq tinha um homem armado lá fora e nem ele nem minha avó pareciam dar a devida importância ao que estava acontecendo. Perguntei à minha avó se ela tinha trancado a grade do apartamento dela e ela disse que não. Peguei a chave e quando fui trancar, o tal homem estava na esquina do corredor. Tranquei o mais depressa que pude e entrei no apartamento no minuto que ele alcançou a grade e atirou. E então, eu acordei.

Puta que pariu. Os meus sonhos são muito realistas. Muito. Eu sinto e vivo cada pedaço como se fosse verdade, tanto que, alguns sonhos meus, têm continuação depois de 1 mês ou mais tempo! Raros são os sonhos que eu tenho em que não há uma história em seu desenvolvimento. Pode ser absurda, mas sempre tem uma história passível de ser construída. Quando os sonhos são bons, eu me divirto e acordo de ótimo humor. Quando são ruins, eles me consomem durante o dia com o medo, decepção, sejam lá quais forem os sentimentos que ele me despertou durante o sono.

Escolhas

Há momentos na vida que você simplesmente precisa se decidir. É como estar à deriva em um oceano: ou você usa o resto de suas forças pra escolher um lado e nadar até suas energias se esgotarem e você encontrar a terra, ou tentar pensar em outra forma de conseguir sobreviver. Eu estava me sentindo à deriva. Eu me sentia sufocada, asfixiada. Na minha rotina eu não tinha sequer 1 hora sobrando durante um dia da semana pra estudar. E, quando tive, por ter largado bem mais cedo da faculdade, eu estava tão mentalmente exausta por conta de todo stress do trabalho, que não consegui render nada.

Ainda havia problemas de, digamos, logística, no que se referia à faculdade. Eu tenho um laboratório importantíssimo e riquíssimo na quarta feira à tarde, horário de trabalho. Além disso, eu tenho uma vez por mês atividade de integração que eu preciso participar se quiser me candidatar à monitoria, bolsa em projeto de pesquisa, etc e, adivinha? Também trabalho aos sábados. Além disso, a avaliação mudou e todo começo do mês eu terei 2 avaliações: uma de Oficina e uma Cognitiva. Se eu não tenho tempo nem pra estudar e conseguir fechar os casos da semana, quanto mais tempo para estudar para a avaliação?

Essa oportunidade de emprego foi maravilhosa. Aprendi tanta coisa que nem consigo enumerar. Descobri que consigo trabalhar em um nível elevadíssimo de pressão e estresse sem explodir. No trabalho, dava conta de tudo, mas ao chegar em casa, o estresse e o cansaço mental faziam efeito. No outro dia, só de pensar que teria que ir trabalhar e enfrentar tudo de novo, meu coração acelerava e eu chorava feito criança. Depois de um tempo e um bom banho, me acalmava, colocava minha farda e ia enfrentar mais um dia. Descobri muitas coisas boas sobre mim, descobri talentos e capacidades que achei que não tinha. No geral, foi uma experiência muito positiva.

Foi, e o verbo está no passado, porque, como eu ia dizendo, há momentos na vida em que precisamos fazer uma escolha. Eu me via sufocada, num beco sem saída, precisando tomar uma decisão rápida e sábia. De um lado, trabalho + faculdade competindo. Sem tempo de me dedicar aos estudos como sempre me dediquei (sempre tirei notas excelentes), sabendo que seria uma estudante, no máximo, mediana. Do outro, a possibilidade de largar o emprego, conseguir algo novo e diferente, ou ainda arranjar outra solução, buscar algo que me permitisse dedicar àquilo que amo: meus estudos em Psicologia. Eu escolhi o meu curso.

Enquanto eu pensava em me decidir fiquei achando que se eu deixasse o emprego, eu estaria sendo fraca, desistindo, jogando a toalha. Depois eu percebi que ser forte não é ser como uma rocha que aguenta tempestades, tornados, incêndios. Porque no final das contas, ela vai ser sempre uma simples pedra. Percebi que ser forte é ser resiliente. É saber contornar as dificuldades e tomar decisões que podem ser difíceis, mas que vão garantir sua felicidade. É como uma árvore que precisa perder suas folhas no outono para florescer na primavera. Quando eu percebi isso, eu sabia que eu não estava sendo fraca ou desistindo. Pelo contrário, percebi que eu estava sendo muito forte em escolher o que é mais importante na minha vida e ter a coragem de enfrentar seja lá o que viesse pela frente.

Ser forte não é simplesmente ficar parado e aguentar porrada. Ser forte é saber que você merece mais do que tem e que para conseguir seus objetivos, você precisa escolher o que é mais importante pra você. É saber que você nunca precisou e não precisa se adequar ao que os outros consideram como ‘forte’. É saber o quanto é difícil tomar uma decisão e aceitar todas as responsabilidades e consequências dela. É saber o que você precisa e o que você merece. É se conhecer, saber o que você quer para si mesmo e ter a coragem de ir atrás do que quer. Ser forte também é saber dizer não.

Estou feliz e satisfeita com a minha decisão. Eu senti que isso era o melhor pra mim, pro meu futuro, pra minha vida, pra minha saúde, e eu respeito minhas decisões. Eu não desisti, eu não fracassei. Eu senti que precisava fazer uma escolha… Então eu escolhi!

“You can occupy my every sigh,
You can rent a space inside my mind
At least until the price becomes too high”

She Wants Revenge – Red Flags And Long Nights

Nova Fase…

Mais uma fase da minha vida se inicia a partir de hoje. É uma fase muito comum entre aqueles no início dos seus vinte-e-poucos-anos. Você precisa conciliar a faculdade, o trabalho, o lazer e a vida pessoal em um dia que, infelizmente, tem apenas 24 horas. Vai ser o começo de um grande desafio pra mim.

Eu, que nunca tive horário pra nada, que sempre me organizei dentro do que eu estava afim de fazer naquela hora para cumprir todas minhas responsabilidades agora me vejo em um planejamento totalmente diferente. Agora não posso mais me dar ao luxo de começar e terminar um trabalho na véspera do dia que é pra entregar. Nem me dar ao luxo de simplesmente ficar navegando na internet sem fazer nada o dia todo. Vou precisar de muita disciplina pra organizar meu tempo, minha energia e a minha vida dentro destas 24 horas.

Basicamente meu dia será assim: acordar às 6:40, chegar na parada de ônibus às 07:30 para começar a aula da faculdade às 08:00. Sair mais ou menos de 12:00, pegar outro ônibus, ir pra casa, engolir o almoço, tomar um banho pra chegar limpa, cheirosa, maquiada e arrumada no trabalho às 13:30. Largar de 21:30, falar com o namorado, ver minha vida on line, tentar estudar e, dormir até as 22:40 pra conseguir ter, pelo menos 08 horas de sono e não ficar feito um zumbi no trabalho. No sábado eu também trabalho até as 13:00 da tarde. O que restar do sábado e o domingo vou dividir entre descanso, namorado, amigos e estudo. Será que sobrevivo?

Se algum de vocês já passou por isso ou está dentro de uma rotina apertada como a minha pode me dar alguma dica ou conselho? Na verdade, acho que preciso de uma indicação de um bom vitamínico energético em cápsulas! Hahahahaha

You can’t bring me down

Do nada eu lembrei de uma coisa totalmente nada a ver para o momento que estou vivendo na minha vida agora. Lembrei das dezenas de pessoas que inventaram mentiras sobre mim, que me interpretaram mal de propósito para se satisfazer, que criaram histórias sobre mim para satisfazer o oco dentro de si mesmas, que tantas vezes tentaram e ainda tentam me prejudicar. Lembrei das pessoas que, intencionalmente, se aproximaram dos meus ‘amigos’ e, lentamente, os envenenaram contra mim. Lembrei também dos ‘amigos’ envenenados que, depois que perceberam a injustiça que cometeram comigo, vieram me pedir desculpas. Lembrei, enfim, dessas pessoas nojentas e medíocres que, infelizmente, existem e permeiam nossas vidas e que machucam tantas pessoas. Nunca estamos livres de pessoas assim, mesmo nos momentos mais felizes de nossas vidas. O que me deixa feliz ao lembrar de todas essas pessoas é que mesmo que muitas delas tenham pegado MUITO pesado comigo, nunca me derrubaram. Abaixo, uma música que fala bastante por si só:

You Can’t Bring Me Down – Suicidal Tendencies

“What the hell’s going on around here?
First off-let’s take it from the start
Straight out-can’t change what’s in my heart
No one-can tear my beliefs apart, you can’t bring me

You ain’t-never seen no one like me
Prevail-regardless what the cost might be
Power-flows inside of me, you can’t bring me

Never-fall as long as I try
Refuse-to be a part of your lie
Even-if it means I die, you can’t bring me

You…can’t…bring…me…down!

Who the hell you calling crazy?
You wouldn’t know what crazy was
If Charles Manson was eating fruit loops on your front porch….

Time out-let’s get something clear
I speak-more truth than you want to hear
Scapegoat-to cover up your fear, you can’t bring me

You ain’t-never seen so much might
Fight for-what I know is right
What up-you got yourself a fight, you can’t bring me

Stand up-we’ll all sing along
Together-ain’t nothin’ as strong
Won’t quit-we ain’t in the wrong, you can’t bring me

You…can’t…bring…me…down!

Just cause you don’t understand what’s going on don’t mean it don’t make no sense
And just cause you don’t like it, don’t mean it ain’t no good
And let me tell you something;

Before you go taking a walk in my world
You better take a look at the real world
Cause this ain’t no Mister Roger’s Neighborhood

You…can’t…bring…me…down!”