Série nova e de terror em que uma família, depois de passar por vários problemas, resolve se mudar para Los Angeles na expectativa de recomeçar a vida. Ao ler isso, parece que não vai dar muito certo. Que vai ser clichê, que não vai ser assustadora, que vai ser boba, etc. Ledo engano. A FX tinha liberado os 5 minutos iniciais há algumas semanas, antes da estréia que ocorreu no dia 05 de outubro. Quando eu assisti a tal prévia, nem me empolguei muito, mas ainda sim, estava curiosa pra assistir. Então ontem eu baixei e lá fui eu. Em resumo: EU AMEI!
Sem spoilers posso dizer que eu amei a série por vários motivos. Primeiro é a fotografia da série. A fotografia não cai no clichê de filmes de terror (onde tudo só ocorre em ambientes escuros que mal dá pra ver algo), a fotografia ajuda a criar o clima e até mesmo a ênfase na fala dos personagens com um corte significativo ou um zoom. Segundo ponto é que a série não cai na fórmula que a maioria das séries cai de não revelar muita coisa no primeiro episódio. O primeiro episódio já traz bastante informação sobre a série, sobre a história, do que aconteceu, mas também deixa questões no ar. Acho que isso é um ponto positivo, é uma forma madura de fazer a série, sem ter que ficar apelando pra ‘suspenses’ desnecessários e que mais cansam do que instigam o espectador. O terceiro ponto que me agradou é a densidade dos personagens. Os personagens não se resumem à ‘mulher gostosa e seminua que vai no porão escuro e perigoso quando é ‘surpreendida’ por um assassino/monstro e morre’. Os personagens têm história, têm personalidade, têm coerência. O quarto ponto é a própria história que, inicialmente pode parecer clichê (família que se muda para uma casa mal-assombrada), mas que se mostra ser muito mais que isso a partir do momento que a vida e as experiências dos personagens interferem em como as coisas vão acontecer.
Enfim, acho que a série tem muitos pontos positivos e que se ela conseguir se manter neste padrão de qualidade, conseguirá ser um sucesso. Acredito que cada temporada será uma história diferente já que, pelo menos ao meu ver, não tem como construir muitas temporadas excelentes em cima desta mesma história. Recomendo a série e dou nota 5/5 para o primeiro episódio porque, na minha opinião, para um episódio piloto, ela já conseguiu passar sua mensagem e mostrar a que veio sem cair nos clichês que poderia ter caído.
A série será exibida toda quarta feira às 23:00 no canal americano FX. No Brasil, a exibição ficará por conta da FOX a partir do dia 08 de novembro. Segundo o site oficial da série, o episódio piloto foi escrito por Ryan Murphy e Brad Falchuk. Ryan é assumidamente gay e conhecido pela criação da série Nip/Tuck, co-criação de Glee (juntamente com Falchuk) e realizador do filme ‘Comer, rezar e amar’. Brad Falchuk tem Ryan Murphy como um de seus melhores amigos e já trabalharam muito juntos.
Criei um grupo no Facebook sobre a série porque eu e duas amigas passamos a madrugada comentando o que tínhamos visto. Achei interessante ‘ampliar’ e deixa o grupo aberto pra quem quiser participar e opinar sobre os episódios. É só clicar aqui para ir ao grupo. Sinta-se livre pra comentar e opinar se você gostou ou não. :) Em breve, uma postagem com spoilers do primeiro episódio e um ‘perfil’ dos personagens.










