Delírio ou lembrança?

Eu, anos atrás... :)

É engraçado/trágico como pessoas que eram tão significantes pra você na sua infância/adolescência acabam se afastando de uma forma tão grande que você só lembra daquele sentimento bom e gostoso que você nutria por elas como algo super distante e quase impossível de resgatar com elas nos dias atuais.

As lembranças boas ficam na memória quase como um devaneio, às vezes como algo que nem você mesmo chega a ter certeza que existiu, pois a realidade atual é tão diferente daquela das suas lembranças, que é mais provável que você esteja delirando do que relembrando algo que de fato aconteceu.

Dá uma sensação de perda bem semelhante ao luto. Você tenta lembrar quando e como aquele sentimento tão bonito morreu e não consegue. É impossível voltar ao tempo e viver de novo aqueles momentos felizes. É quase impossível reatar laços que foram praticamente estilhaçados. Só restam as lembranças, os delírios e a saudade… Ai que saudade desses pequenos fragmentos da minha existência. Ai que saudade desses sentimentos tão belos. Fico torcendo para que eu consiga manter por muito tempo ao meu lado aqueles pelos quais atualmente nutro e sou nutrida por sentimentos tão gostosos.

P.S.: Vou tentar postar mais textos curtos como esse já que vocês andam reclamando da minha ausência. :)

Quem disse que o que é bom não pode ficar ainda melhor?

Pra mim, duas das melhores coisas da vida, sem dúvidas, é amor e chocolate. Amar é uma delícia e comer chocolate também! Mas, será que pode ficar melhor? Deixa eu ver… Amar e ser amada! Comer um chocolate bem firme e crocante! Huuuuumn! Será que dá pra ficar melhor ainda? Com certeza! Ganhar um chocolate do seu amado! É bom demais, né? Mas sabia que isso pode ficar ainda melhor? Só que eu vou encerrando minhas melhorias por aqui porque o horário ainda não permite!

Foi isso que pensei quando recebi uma caixa cheia de chocolates Sonho de Valsa aqui em casa para a divulgação da nova embalagem seladinha. Por coincidência, eu tinha alguns chocolates Sonho de Valsa que meu amor tinha me dado que ainda eram da embalagem antiga. Então, resolvi comparar! Não é que a diferença é ENORME? O chocolate fica muito mais sequinho, crocante e dá pra sentir bem melhor o sabor delicioso do creme de castanha de caju. Puro amor, minha gente! Isso aconteceu há poucos meses, mas não é que agora, de novo, recebi uma outra caixa falando sobre a página deles no Facebook? Desta vez eu não poderia perder a oportunidade de falar sobre a mudança!

Percebam que eles nem mudaram o chocolate e sim, sua embalagem, e isso fez uma diferença incrível no sabor do próprio produto. Será que, de repente, não é isso que está faltando na sua vida ou até mesmo no seu relacionamento? Uma mudança? Uma nova roupagem? Um novo jeito de ver as coisas pode mudar o ‘sabor’ de viver. Olha aí o exemplo do Sonho de Valsa! Quem disse que o que é bom não pode ficar ainda melhor? ;)

Olha só que interessante essa informação encontrada no site da marca: “Desde 1938 Sonho de Valsa é o bombom dos apaixonados. No começo era vendido por quilo nas bomboniéres, mas logo ganhou a conhecida embalagem de um casal dançando uma valsa de Johann Strauss Jr. A primeira campanha publicitária que marcou época trazia o slogan: “Saboreie um bombom com a sua namorada”. Isso fez com que os casais começassem a dar Sonho de Valsa de presente, como demonstração de carinho.” Não é à toa que tanto o site da marca quando a página do produto do Facebook estão recheados de conteúdos relacionados ao amor. ♥ ♥

Vale a pena visitar a página no facebook e entrar no site para conferir dicas de lugares românticos, conhecer histórias de outros casais, dicas de filmes, músicas e até mesmo de presentes! Além de responder testes sobre seu amor e conhecer outros sabores de Sonho de Valsa.

Informações para o leitor:
Ganhei o produto e, espontaneamente, resolvi criar um post com minha mais sincera opinião. :)

P.S.: Meu namorado fez um quadrinho com os memes da internet mostrando exatamente o que acontece quando ele quer comer meus chocolates: http://twitpic.com/7awe5p

Review S01E02 American Horror Story (contém spoiler)

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Sobre os personagens e a S01E01 de ‘American Horror Story’ (com spoilers) – Parte 01

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Sobre a nova série ‘American Horror Story’ (sem spoiler)

Série nova e de terror em que uma família, depois de passar por vários problemas, resolve se mudar para Los Angeles na expectativa de recomeçar a vida. Ao ler isso, parece que não vai dar muito certo. Que vai ser clichê, que não vai ser assustadora, que vai ser boba, etc. Ledo engano. A FX tinha liberado os 5 minutos iniciais há algumas semanas, antes da estréia que ocorreu no dia 05 de outubro. Quando eu assisti a tal prévia, nem me empolguei muito, mas ainda sim, estava curiosa pra assistir. Então ontem eu baixei e lá fui eu. Em resumo: EU AMEI!

Sem spoilers posso dizer que eu amei a série por vários motivos. Primeiro é a fotografia da série. A fotografia não cai no clichê de filmes de terror (onde tudo só ocorre em ambientes escuros que mal dá pra ver algo), a fotografia ajuda a criar o clima e até mesmo a ênfase na fala dos personagens com um corte significativo ou um zoom. Segundo ponto é que a série não cai na fórmula que a maioria das séries cai de não revelar muita coisa no primeiro episódio. O primeiro episódio já traz bastante informação sobre a série, sobre a história, do que aconteceu, mas também deixa questões no ar. Acho que isso é um ponto positivo, é uma forma madura de fazer a série, sem ter que ficar apelando pra ‘suspenses’ desnecessários e que mais cansam do que instigam o espectador. O terceiro ponto que me agradou é a densidade dos personagens. Os personagens não se resumem à ‘mulher gostosa e seminua que vai no porão escuro e perigoso quando é ‘surpreendida’ por um assassino/monstro e morre’. Os personagens têm história, têm personalidade, têm coerência. O quarto ponto é a própria história que, inicialmente pode parecer clichê (família que se muda para uma casa mal-assombrada), mas que se mostra ser muito mais que isso a partir do momento que a vida e as experiências dos personagens interferem em como as coisas vão acontecer.

Enfim, acho que a série tem muitos pontos positivos e que se ela conseguir se manter neste padrão de qualidade, conseguirá ser um sucesso. Acredito que cada temporada será uma história diferente já que, pelo menos ao meu ver, não tem como construir muitas temporadas excelentes em cima desta mesma história. Recomendo a série e dou nota 5/5 para o primeiro episódio porque, na minha opinião, para um episódio piloto, ela já conseguiu passar sua mensagem e mostrar a que veio sem cair nos clichês que poderia ter caído.

A série será exibida toda quarta feira às 23:00 no canal americano FX. No Brasil, a exibição ficará por conta da FOX a partir do dia 08 de novembro. Segundo o site oficial da série, o episódio piloto foi escrito por Ryan Murphy e Brad Falchuk. Ryan é assumidamente gay e conhecido pela criação da série Nip/Tuck, co-criação de Glee (juntamente com Falchuk) e realizador do filme ‘Comer, rezar e amar’. Brad Falchuk tem Ryan Murphy como um de seus melhores amigos e já trabalharam muito juntos.

Criei um grupo no Facebook sobre a série porque eu e duas amigas passamos a madrugada comentando o que tínhamos visto. Achei interessante ‘ampliar’ e deixa o grupo aberto pra quem quiser participar e opinar sobre os episódios. É só clicar aqui para ir ao grupo. Sinta-se livre pra comentar e opinar se você gostou ou não. :) Em breve, uma postagem com spoilers do primeiro episódio e um ‘perfil’ dos personagens.

Acontecimentos pós desabafo

Os dias que se sucederam depois de eu ter escrito o último texto foram bem difíceis. Meu amigos da área de saúde me alertaram que o que a minha razão me dizia (e eu insistia em ignorar) era verdade e eu precisava de ajuda. Fiquei surpresa com a iniciativa de tentarem me ajudar, apesar de ter durado pouco tempo. Talvez eu finja bem demais que to bem. É engraçado isso porque eu não gosto de fingir nada, sou uma das pessoas que menos mente, mas eu consigo fingir que to bem, ou que to só preocupada, ou alguma coisa do tipo.

Fiquei me perguntando porque faço isso. Eu gosto quando as pessoas se interessam em conversar comigo e saber como eu to etc, mas eu não gosto quando elas ficam insistindo pra eu dizer ‘o que é’ que eu to sentindo. Lembrei agora do meu trabalho de fenomenologia. As matrizes cientificistas, onde se pode incluir o positivismo, queriam saber ‘o que são’ as coisas. Já as matrizes compreensivistas, onde se inclui a fenomenologia, querem saber ‘como são’ as coisas. Eu queria amigos mais amigos da matriz compreensivista, mas a maioria é da cientificista. Acabo de perceber que, falando assim, pode ser que você que esteja lendo não entenda o que eu quero dizer. Tudo bem.

E então, mas o problema é que as pessoas só querem saber ‘o que é’ e depois vão embora. Depois de saciada sua curiosidade, depois de descoberto ‘o que é’, o sofrimento psíquico do outro deixa de ser interessante e as falas passam a ser clichês do tipo ‘você consegue’, você é forte’, ‘você já passou por coisa muito pior’ e às vezes ‘você precisa de ajuda’. E é aí que chega um ponto interessante. Como falei no começo, amigos da área de saúde se preocuparam, reconheceram na minha fala uma necessidade de ajuda profissional. E eu recusei.

Ora, futuramente eu serei uma das opções de ajuda profissional, mas no entanto estou recusando tal ajuda? Parece paradoxal, né? E é mesmo. Nada contra a ciência da psiquiatria ou da psicologia, é simplesmente porque eu não tenho motivação, força, coragem ou energia pra sair de casa para tais consultas. Nem dinheiro também. E as consultas de opção gratuita são ainda mais longe da minha casa. Se eu tivesse carro, acho que eu iria, até porque, dirigir me dá prazer. Mas, de ônibus, em Recife, ainda mais esse ano que está sendo o ano mais violento de todos? Não, não. Quero não. Tenho medo e me falta coragem.

Se tais amigos que me ofereceram indicação profissional me chamassem pra tomar uma cerveja, pra bater um papo, pra sair e conversar besteira, me divertir, certamente eu iria com o maior prazer do mundo e acho que seria ótimo pra mim. Meu problema sempre foi a distância entre meus amigos. Eles não tem carro, nem eu, e moram distantes de mim, então fica mais difícil estabelecer uma rotina semanal de se ver, trocar uma idéia e rir um pouco. E aí, por consequência, a gente acaba se afastando um pouco.

E eu não consigo criar amizades com as pessoas que moram perto de mim porque no meu bairro as pessoas tem mais dinheiro, mais influencia, mais bla bla bla e daí já tem seus grupinhos de amizade. Ou ainda, eu não consigo acompanhá-los nas saídas, etc porque eu não tenho o tal do dinheiro. ENFIM. Bagunça, né? Hahahahahaha

Daí que eu acabei voltando a faltar na faculdade porque eu não tinha vontade de sair de casa e, porque, quando eu saía de casa sem força de fingir que tava bem, acabava sendo grossa com alguém sem querer. O povo da minha faculdade é muito ‘delicado’. Eles são grossos a toda hora com todo mundo, mas como rola uma implicância comigo, se eu falo alguma coisa mais ou menos, já entendem como grosseria absurdamente gigantesca. Por causa disso acabei brigando com uma colega minha que agora nem ‘bom dia’ mais me dá e acabei sendo grossa sem querer com duas senhoras do meu período. Aí pronto, evitando a faculdade pra não fazer merda maior.

Quinta-feira passada foi o dia da minha prática profissional e é o dia que eu mais amo na semana. Só que eu tava tão derrubada que não consegui ficar lá. Só conseguia ficar sentada, fazendo nada. Não tinha ‘cara’, nem força pra ir falar com as pacientes e saber a história de vida delas. Eu sentia como se eu fosse deixar elas piores do que já estavam. Então me desculpei com o pessoal de lá, fui pro Centro Acadêmico do hospital, fiquei lá estudando e depois voltei pra casa.

Meu namoro que tava numa crise, acabou de vez na sexta-feira. Eu acabei porque, enfim, não tinha mais forças nem paciência pra nos ajudar, etc. No mesmo dia à noite ele veio na minha casa e me deu um beijo que, de repente, tudo parecia estar bem de novo. Me deu um boost de força pra continuar lutando pelo namoro da gente. Percebi coisas que não tinha percebido antes e algumas coisas mudaram pra melhor dentro de mim. Então voltamos e está tudo mil vezes melhor agora. Acho que o choque do fim do namoro acabou sendo positivo neste caso. Acredito que as coisas vão melhorar pra nós dois.

Sábado eu tinha trabalho voluntário no hospital, mas eu tava tão desgastada da semana de cão que eu tava tendo, do choque do fim do namoro na noite anterior, que eu faltei e fui pra casa da minha avó com meu namorado pra comer o almoço gostoso que ela faz, ficar jogando video game e rindo com o pessoal vendo TV. Foi ótimo e eu não podia ter feito uma escolha melhor. O domingo também foi ótimo! Chegou a segunda feira e fodeu tudo. Hoje, terça-feira, também. Não fui à faculdade nestes dois dias. Pra piorar, não tenho nenhum trocado pra comprar biscoito de chocolate e forçar umas pequenas descargas de serotonina. Mas hoje acordei melhorzinha e acho que mais tarde vou estudar o conteúdo que perdi. Aos pouquinhos, eu sinto que to melhorando. Bem devagarzinho. Vejamos…